O ponto fora da média, by Alexandre C. Aguiar

As pessoas que me conhecem sabem o quanto eu insisto em se acreditar mais no Avaí e dar menos pelota para o que o senso comum repercute (diga-se mídia da Capital). Sou, também, absolutamente refratário a corneteiros, “ixpecialistas em futebol” e pessoas que acham que possuem a fórmula mágica para se ganhar jogos. Os chamados xaropes de ocasião e que torcem conforme o vento sopra. E àqueles que só aparecem na boa, os tais “modinha”. Na grande e imensa maioria das vezes, essa gente morde a língua pela raiz, pois não sabem das histórias do Leão da Ilha. Essa gente não conhece o Avaí.
A frase “esse Avaí faz côsa“, assim mesmo, no mais autêntico manezês, dita ontem após aquela patetada lá em Itápolis, não é pura retórica com efeito lingüístico para se colocar em bandeirinha ou para chamada de comercial de TV. Isso reflete uma lenda, já antiga, de que o Avaí Futebol Clube tem registrado em sua história coisas absolutamente fantásticas e outras mirabolantemente detestáveis. Vitórias consideradas uma baba se reverteram em derrotas assombrosas, enquanto que campanhas e títulos desacreditados viraram páginas na maravilhosa galeria de títulos do mais querido de SC.
É assim o Avaí.
Se você der a um padeiro farinha, fermento e manteiga para fazer um pão, ele te devolve um boa iguaria. Se os ingredientes forem de primeira, então, prepare-se para saborear uma boa massa. Agora, se esse padeiro for avaiano é bem provável que dos ingredientes ruins ele faça um pão com direito a prêmios nas melhores cozinhas da França e renomadas mundialmente. Se, ao contrário, os ingredientes forem top de linha, com toda a certeza o troço que sair do forno pode não ser recomendado a senhoras, crianças e adultos com bom estômago.
Porque é assim o Avaí.
Nunca espere o óbvio, nunca se conforme com as coisas bem delineadas, o cotidiano, a média, o comum. O Avaí não está na galeria das coisas precisas, certas, inconfundíveis e evidentes.
No jogo desta sexta-feira, na estréia da série B, o enredo estava pronto. Temos um dos quatro melhores times desta competição, um meio de campo que falta a muito neguinho velho da série A, um treinador inteligente com boa fluência e conhecimento do futebol e jogávamos contra o time considerado por um mais 99% dos especialistas em futebol como o cone da série B, como eu havia chamado a atenção aqui.
E, ao final, tivemos como saldo um empate com direito a gol de goleiro, aos 60 minutos de jogo, após um apagão na cidade e num escanteio dado após o tempo regulamentar e de acréscimos ter se encerrado.
Esse é o Avaí, um clube totalmente fora de qualquer prognóstico.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí Futebol Clube e um dos colaboradores do portal Todo Esporte SC






RESUMINDO O ROMANCE DO AGUIAR: Temos um dos quatro melhores times do campeonato, temos um treinador inteligente e com boa fluência e conhecimento do futebol, e mesmo assim, empatamos com o time considerado pejorativamente por todos os especialistas em futebol o cone da série B.
E vem o Aguiar e tenta convencer que ninguém tem nenhuma responsabilidade nisso aí?
Que foi culpa do apagão?
Que empatamos apenas porque o Avaí fez "cosa"?
Aguiar, o Avaí fez "cosa" contra o América Mineiro? Contra o Criciúma?
Aguiar, empatamos porque o Ricardinho não soube fazer "cosa" com "cosa". No fundo, acho que nem você acredita no que diz.
Roberto Costa
André, faça um favor para este seu amigo aqui, não republique mais meus textos em teu blog. Por favor!
Os teus amigos aí parece que estão incomodados.
Um abraço.
Roberto Costa,
Creio que em relação a qualidade do Avaí, ningiuém discute, o time tem bons jogadores, principalmente a dupla de meio de campo.
Quanto ao Ricardinho, ainda penso que ele possa arrumar a equipe. Acredito, inclusive, que o problema está fora de campo e do banco de reservas, se é que me entendes...
Nosso time tem cansado muito rapidamente, o que me leva a imaginar "cosas"...
Aguiar,
Será? Não acredito...
Abraço!
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