Papo reto #mode obrigatório, by Alexandre C. Aguiar
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| Foto: Martin Kühn |
Passadas já algumas horas daquela ignomínia que foi a desclassificação vexatória do Avaí pela Copa do Brasil, chegou a hora do rescaldo. Chegou o momento de se sentar à mesa e definirmos o que queremos como clube de futebol. Desde a direção do clube, passando pela comissão técnica, os jogadores, até os torcedores, todos temos nossa parcela de culpa. Que ninguém venha apontar os dedos para lá e para cá e tirando o seu da reta. Chega de torcida contra e remada contra a correnteza. Tem muito galho de enchente encalhado por aí que precisa ser removido, do contrário esse rio não flui.
Todos sabem (e quem não sabe vá ler um jornal ou se informar melhor) que o Avaí estabeleceu quatro prioridades neste ano, quatro grandes focos, que serão continuados no ano que vem: ganhar o catarinense, disputar bem a Copa do Brasil, obter o acesso na série B e disputar bem a série A. Isso foi cantado e decantado desde o começo do ano e que nenhum dê uma de João-sem-braço dizendo que não sabia. E se o Avaí, como instituição, determinou isso, seria prudente que todos abraçassem a causa.
Se não cumpriu dois deles, é o momento de se fazer a avaliação. Há gente que tirou o pé. Jogador e torcedor ficaram a ver a bandar passar e diretores tocaram o bumbo.
O treinador inicialmente contratado teria que compromisso? Montar um time e ajeitá-lo para o resto da temporada? Foi o que não vimos e pelos resultados iniciais ele e sua comissão técnica foram super-estimados pela diretoria de futebol da Ressacada. A cobrança já deveria ter sido imediata lá naqueles fatídicos 4 X 0 em Xanxerê, contra a Chapecoense. Ali foi um ponto de corte, pela apatia que reinaria em alguns outros jogos desse time. Além do mais, boleiro que fica bicudo com o melhor jogador do time merece largar a carreira e ir vender cocada na feira. É o melhor jogador do time que lhes paga salário, portanto, se agiram assim foram, no mínimo, burros.
É bom também avaliar que zagueiros são funções substanciais na manutenção de um time de futebol. A comissão técnica manteve dois jovens e mandou que se virassem. Acho correta a iniciativa, afinal, a gente começa a ter responsabilidade na vida desde pequeno e quem quer ser alguém de respeito tem que começar cedo. Ocorre que necessitávamos de alguém na cabeça de área com mais experiência que desse conta do recado quando estes zagueiros falhassem. Este homem seria Eduardo Costa, porém o bom volante custou a entrar em forma, devido a diversos fatores. E o sereno foi substancial. Um grande volante do futebol brasileiro como ele não pode, ao final de carreira, se envolver com moleques de brinquinho na orelha.
Marquinhos Santos é o cara do Avaí desde quando os dinossauros vagavam pelo planeta. Não conheço, dos tempos em que entendo de futebol, outro jogador que jogue no time em que seja torcedor e com tanta gana. Mas precisa dizer pra todo mundo, olho no olho, que aqui quem manda é ele. Chega dessa palhaçada de jogadorzinho formado nas categorias de base do Tropeçolópolis da vida querer emparedar o Galego. Ele que vá à direção e diga, com todas as letras: eu sou o dono da bola. Esse joga aqui, esse não joga. E ponto final.
A direção avaiana, principalmente o presidente Zunino, tem que dar algumas porradas na mesa. Não dá mais para aceitar jogador moleque, empinador de pipa, querer jogar por decreto, como o seo Julinho. É bom jogador, tem potencial, sabe o que faz com a bola, mas acha que é o Zidane. Aquela conversa ao pé do ouvido, ensinando o bê-á-bá da vida tem que ser feita. Senão, dá uma passagem só de ida para o Tocantins e chega.
E da nossa torcida chega dessa palhaçadinha de só querer jogo bom na Ressacada. Chega dessa política rastaquera incentivada por moleques travestidos de gente que odeiam o Zunino e aí disseminam essa murrinha por todos os lados. Queriam ou não, aceitem ou não, o presidente do Avaí chama-se João Nilson Zunino e se não quiserem montem um grupo de gente decente, honesta e com respaldo e façam uma chapa para assumir o clube. É fácil, não dói e terá o seu valor. O que não pode é esse movimento absurdo sempre contrário. O Avaí é um só, não de quem se acha o entendido maior que todos.
E se querem jogador de qualidade, vão ter que colaborar, sim, senhores. Querem ver seus times jogando por aqui, times do Rio, de São Paulo, do Porto Alegre, abram a mão. Não tem dinheiro, então calem a boca e assistam pela TV, mas chega dessa chatice de exigência sem ajudar. Aliás, estou esperando de abobados desonestos que vieram aqui no Portal me emparedar uma resposta. O Avaí, diga-se presidente Zunino, bateu o martelo e assinou com Cléber Santana. Quero ver chamá-lo de mentiroso. Agora tem que ir à Ressacada dar uma força para isso. Senão a palavra dessa gente não vale nada.
Que o fim de ano para o Avaí não termine como a novela que se encerrou nesta sexta-feira na TV. Não a do Cléber Santana, mas a outra, a da rede Globo: enredo confuso, atores perdidos e audiência fraca.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí Futebol Clube e colaborador do portal Todo Esporte SC.







É o que digo, dá pra perceber claramente como o cidadão escolhe muito bem as palavras. Dá pra perceber que quando está descontente com a diretoria (leia-se Zunino) faz um rodeio danado pra criticar, sempre com palavras muito bem selecionadas. E pra falar do torcedor averso ao patrão, daí o nível baixa.. Manda calar a boca, chama de chato, abobado e desonesto.
Meu caro, escolha também um pouco as palavras quando se referir aos torcedores do teu time. Ou então não escolha tanto quando criticar a diretoria. Adote o mesmo critério, caso contrário, quando te chamarem de puxa-saco, CALE A BOCA e assuma de uma vez por todas.
Inté.
O IVAN DE SEMPRE.
Ivan !! hehehehe !!!
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