sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O MERECIDO RESPEITO, by Alexandre C. Aguiar

Um espectador que houvesse ido dormir cedo, nesta quarta-feira, e acordasse nesta manhã de quinta-feira e se deparasse com as notícias de que o Avaí passou o rodo na Chapecoense, pode ter imaginado que houve uma humilhação absurda e desnecessária contra o time do Oeste. Não, não foi. Foi, isto sim, uma das maiores demonstrações de respeito que se pode ter por um outro time, que é  jogar futebol, muito futebol, das mais irresistíveis e implacáveis maneiras de se jogar futebol.
Isto que o Avaí fez.
Foi daquelas noites absurdamente incríveis. Daquelas de se lembrar por muito tempo. Daquelas que nos enchem de orgulho. O Avaí venceu a Chapecoense pelo campeonato catarinense de forma imponente, surpreendente e avassaladora. E com muito respeito.
Começou com uma bela homenagem da torcida do Avaí à Chapecoense quando os jogadores adversários entraram em campo. Ao invés da vaia habitual dada pela torcida da casa quando um time visitante entra no gramado, houve alguns minutos de aplausos e manifestações de apoio ao time do Oeste. Ainda que poucos discordem, desnecessariamente, a Chapecoense assumiu um carisma como poucos no futebol mundial e merecia esta homenagem da nossa torcida, sim.
Foi bonita, envolvente e honesta, como eles merecem. Todo nosso respeito a eles.
E assim que se desenrolou o jogo, o Avaí mostrou anda mais todo o seu respeito à Chapecoense, marcando em cima, dividindo as jogadas e sendo eficiente no ataque. Botou, com todas as letras, o adversário na roda, sem piedade.
Um time com jogadas rápidas, arranques eficientes, viradas de bolas incisivas, com a defesa sólida e um ataque infernal.
Rômulo e Denilson não davam descanso para a defesa e o excelente lateral Capa destroçou a marcação como quis. Poucas vezes eu vi um time tão determinado e aguerrido na Ressacada como foi esse Avaí. E o melhor, era o meu time fazendo isso, para a nossa alegria.
Quando eu falo em respeito à Chapecoense foi exatamente isto que o Avaí fez: aplicou-se ao máximo para vencer o jogo. Marcou, defendeu e atacou com um determinação de dar inveja, mostrando que poderia estar decidindo o título ali, naquela partida.
Eu imagino que este jogo tenha sido um divisor de água para os dois times.
Para o Avaí, a consolidação de um início de temporada que dá esperanças à torcida.
E para a Chapecoense, a certeza de que a realidade é dura e difícil, e que precisa acordar para a vida, para a vida do futebol.
Porque o futebol é jogado dentro do campo.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra

2 Comentários:

Antonio Bernardes disse...

Pepe Guardiola sempre disso isso: O maior respeito que pode ser dado ao adversário e jogar bem e fazer gols. O Avai na quarta mostrou como se joga. E o Figão na quinta mostrou como não se deve jogar.Neste momento, um é antítese do outro. Um mostra como fazer dar certo, o outro como fazer pra dar tudo errado. Pois agora, que continue assim que está bom demais.

André Tarnowsky Filho disse...

Antônio Bernardes,

E bota antítese nisso!

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