domingo, 26 de março de 2017

O GOL DO COLATINA E O PÊNALTI NO SCARPELLI, by Roberto Costa

Eu nunca me esqueci do gol do Colatina, lateral direito do Avaí. Foi num clássico no Scarpelli, não recordo a data. 

Colatina desarmou o lateral esquerdo adversário, que vinha em apoio, isso na intermediária do Avaí. Avançou livre, metros e metros junto à lateral, até o bico da grande área e então fez o cruzamento. Acho que pegou mal na bola, e talvez o vento tenha colaborado. O fato é que a bola fez uma trajetória esquisita e morreu, indefensável, no ângulo superior direito da meta alvinegra. 

Enquanto os jogadores Avaianos convergiam para abraçar Colatina, e transcorridos no mínimo 30 segundos de jogo depois que este havia desarmado o adversário, o árbitro Antonio Rogério Osório apontou para a intermediária do Avaí, assinalando falta do Colatina, no lance do desarme, e anulou o gol. Os próprios torcedores barbies perceberam o absurdo e tanto comemoraram, quanto gargalharam. Fiasco total.

Dia seguinte, os comentários esportivos não poderiam ser elogiosos ao árbitro. Não havia explicação lógica alguma que pudesse atenuar a sua atitude, porque erro não foi. Além de ridícula, a peça bufa pesava contra sua integridade moral, e não havia explicação lógica alguma que pudesse atenuar o impacto.

À época, um radialista, talvez o Miguel, se não me falha a memória, disse o seguinte: Recebemos carta do senhor Antonio Rogério Osório, reclamando dos comentários, pedindo respeito porque ele tem família. "Ele que leve a família ao jogo, pra ver o pai trabalhando." Foi a apropriada resposta que recebeu o mediador.

Ontem, no Scarpelli, mais uma vez a arbitragem pisou no apito. É claro que o erro é humano, que há lances confusos, muito rápidos, que até explicam as falhas dos árbitros, mas não foi o caso de ontem. O atacante Índio visivelmente projetou seu corpo contra o zagueiro que, imóvel, erguera os braços. Índio, após o impacto, jogou-se ao chão e o árbitro presenteou-o com o pênalti. Erraram também os auxiliares em lances de impedimento, travando o ataque do Barroso. 

Não me dei o trabalho de ver o nome do árbitro. Mas hoje, com as facilidades da TV a cabo, a família desse senhor tem condições de vê-lo trabalhar, sem custo e sem sequer sair de casa. Ele pode aproveitar bem esses recursos da modernidade, e sempre honrar a família com boas arbitragens.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC

8 Comentários:

Bruno Severino disse...

Queria ver o mandatário do estreito ir agora aos microfones e dizer que o campeonato está manchado como o próprio fez o ano passado.

Roberto disse...

Das "razões que a própria razão desconhece."

Por falar em arbitragem, Rodrigo D`Alonso deu segundo cartão amarelo a um jogador do Metropolitano, por um leve toque por trás em atleta do JEC, e o expulsou. Tudo bem que o faltoso matou um contra-ataque. Mas num carrinho de um atacante do JEC, sobre o goleiro do Metropolitano, caído ao solo, que lhe atingiu a cabeça, D`alonso deu apenas a falta.
Também o Metropolitano teve um contra-ataque tolhido por um agarrão, com reclamos da torcida, mas nada de cartão.
Quando as coisas no campeonato caminham para as definições, as arbitragens se tornam mais protagonistas, como sempre. - RC

José Antônio disse...

André, ler o que o Roberto Costa escreve é sempre muito agradável.

Roberto disse...

Valeu, José Antônio. Bom saber que a repercussão é boa. Obrigado. - RC

André Tarnowsky Filho disse...

Bruno Severino,

Melhor esperar sentado...

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

Lamentavelmente, sempre!
E sempre para o mesmo lado...

André Tarnowsky Filho disse...

José Antônio,

Por isso é meu sócio...
hehehehe

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

És um jogador muito caro!

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