sexta-feira, 9 de junho de 2017

O ÓBVIO CONFIRMADO, by Alexandre C. Aguiar

Particularmente, eu não tomo sopa de garfo. Também não enxugo gelo e nem como farofa no vento. Sei que na vida, portanto, existem coisas óbvias e que não adianta sair por aí inventando a roda para provar que é sabido. Como é o caso, por exemplo, da diretoria avaiana, que quis provar a todos que jogar três campeonatos na base da mediocridade o elevaria ao status de convidado a jogar a Champions League.
Dizíamos, durante todo este primeiro semestre, que com aquele time e com aquele jeito de jogar o fracasso seria eminente e absoluto.  Os resultados foram mais claros que a luz solar. Jogamos para fazer figuração, apenas como singelos coadjuvantes, muito distantes da decantada importância que temos no cenário do futebol.
– Ah, mas chegamos à final do Catarinense!
Sim, por detalhes, que basta analisar para entender a razão. Não sou de dourar a pílula e nem vou me tornar repetitivo.
Afirmávamos, com todas as sílabas e vogais, que se o Avaí desse ao elenco um padrão técnico razoável, poderia ter encerrado esta primeira etapa do ano com alguma coisa mais “substanciosa” na mala. Agiu como o padeiro que faz pão e esconde no armário para ninguém comer.
E não foi surpresa para mim que, ao contratar um jogador com nível de série A, que conhece os atalhos e tem experiência declarada, o time já rendesse algo parecido com “jogar futebol”. Veja o leitor que não estou falando de nenhum Cristiano Ronaldo, de nenhum Messi, nada que se possa endeusar o jogador Juan. Está há muitos anos-luz de ser um Brastemp. Mas já deu uma cara nova e um toque de bola mais qualificado ao grupo.
Viu como não é difícil? Custava ter feito isto lá atrás, para, ao menos, ter seguido com mais requinte na Copa do Brasil? Era tão absurdo tomar uma atitude tão óbvia? Que não nos tomem por burros, mas não era proposta para se gastar todo o minguado dinheiro guardado para pagar dívidas, mas gastar com parcimônia, com equilíbrio, buscando jogadores audaciosos e tecnicamente aproveitáveis. Exatamente para não se ter que gastar para recompor elenco depois, porque a “aposta” inicial foi um fracasso.
O jogo desta quarta-feira contra o Atlético Mineiro já nos deixou com mais esperanças para o desenrolar do campeonato. E para o time que só quer participar, sem muitas ambições, creio que a expectativa é para lá de razoável.
Como diria aquele famoso radialista, que alguns bocas-moles insistem em dizer que foi demitido da rádio e da TV por causa da diretoria avaiana, no futebol ninguém me engana. Aliás, nem as pessoas.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra

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