O DELICADO SABOR DE UMA VITÓRIA, by RC
O Avaí fez ontem à noite a sua penúltima atuação
pelo Campeonato Brasileiro da Série B, contra o Botafogo Paulista. Os primeiros quinze minutos
do jogo prometiam mais uma atuação deplorável de um time preguiçoso e sem personalidade.
Mas aos poucos começou a mostrar
algum interesse na vitória, a correr, a buscar jogo e foi gostando de
lutar, sem medo de suar a camisa ainda que poucas chances vivas de gol não
surgissem. O Avaí ganhava a batalha campal, mas somente a 35 de jogo criou a
primeira chance viva de gol, a bola cruzando a pequena área, a zaga adversária
atônita, e ninguém conseguiu um toque definitivo para guardar.
A trinta e sete minutos o Avaí tinha,
não deixa de ser um dado importante, 5 escanteios a favor, contra nenhum do
Botafogo e por ironia, foi quando, num lance confuso dentro de sua área, onde
acho que falhou nosso bom goleiro Cesar, a bola sobrou limpa para o atacante
Negueba bater forte para as redes. Negueba não marcava um gol desde 2022,
segundo o Premiere. Dessas coisas que adoram acontecer contra o Avaí.
No último lance do primeiro tempo
Marcos Vinicius experimentou um chute enviesado da ponta direita, a bola
ganhou altura e passou raspando o ângulo esquerdo da meta adversária. A derrota
parcial do Avaí no primeiro tempo não lhe fez justiça, foi visivelmente
superior ao adversário.
O Botafogo iniciou mais incisivo o
segundo tempo e a treze minutos provocou um susto na pequena torcida que se fez
presente, inclusive contando com a presença da mãe do goleiro Cesar. Fez o
segundo gol, porém, bem anulado pelo árbitro, eis que o atacante
desviou a bola com a mão.
A 16 minutos, após cobrança de
escanteio, a bola sobra para Vagner Love a meio metro da linha fatal e o meia só
teve o trabalho de bater forte, estufando a rede e estabelecendo o empate. A
43, minutos a bola sobra para João Paulo bem colocado dentro da área bater
forte. A bola desviou num zagueiro e entrou, colocando o Avaí à frente no marcador.
O terceiro gol nasceu de um contra-ataque, onde o Botafogo jogou-se todo em
busca do empate, o Avaí tomou a bola e Garcez, bem lançado, correu célere, e na
saída do goleiro colocou no canto, sem defesa para o goleiro. Enfim, um
delicado sabor de uma vitória, sem grandes significados, mas uma vitória.
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Fazia tempo que eu não via uma comemoração tão intensa dentro de campo como a de ontem. A cada gol os jogadores amontoavam-se festivamente. Comentei com um outro Avaiano, meu amigo, esse fato e ele respondeu curta e secamente: "É tempo de renovar contratos." - RC.
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