A dívida aumenta
Os avaianos como eu, da minha geração, somos muito diferentes desses avaianos de hoje. Não é o fato de sermos mais ou menos torcedores, mas somos diferentes porque em minha época o Avaí era diferente. Eu frequentava o saudoso e acanhado estádio Adolfo Konder, onde hoje está o Shopping Beiramar. A primeira vez que vi meu Avaí campeão, “in loco”, com meus 12 anos, foi lá, numa vitória diante do Juventus, de Rio do Sul, num jogo realizado à noite. Quem conheceu o Adolfo Konder sabe porque estou colocando isso...
Mais tarde, numa melhor de três jogos, em 1975, todos realizados no Scarpelli, vi o Avaí perder por 3 a 2 o primeiro jogo e virar a situação nos dois jogos seguintes: 3 a 0 e 1 a 0, com o Leão novamente campeão sobre nosso maior rival.
Naquela época, o Avaí possuía um número maior de vitórias e de títulos que o time além pontes. Época boa, porém, precária, onde o nativo dava mais atenção aos times do Rio de Janeiro do que aos daqui. Aliás, era difícil encontrar uma camisa do Avaí para comprarmos...
O Avaí saiu da Rua Bocaiúva e se instalou na Ressacada. Novos tempos, nova era, novas conquistas. O futebol de Santa Catarina também cresceu, principalmente pela conquista do Leão, Campeão Brasileiro da Série C em 1988.
Passamos longos anos na Série B, conseguindo almejar nosso objetivo de estarmos entre os grandes em 2008. No ano seguinte, outra vez campeão catarinense e o bi em 2010. Em nosso retorno à elite, a bela campanha no Brasileiro de 2009, a melhor de um time Catarinense na era dos pontos corridos.
Crescemos em patrimônio, em organização. Temos o mais belo estádio de Santa Catarina. Evidentemente, muito desse crescimento deve-se a atual gestão do presidente João Nilson Zunino. Porém, há uma dívida que aumenta a cada derrota num clássico.
Lamentavelmente, e a história recente do futebol nos mostra isso, o time além pontes chegou à elite sete anos antes de nós. Sabe-se muito bem a que custo, basta lembrar o título estadual de 1999, que eles levaram num jogo de cartas marcadas...
De lá para cá, o número de vitória foi sendo invertido e eles chegaram a nos ultrapassar em número de títulos, até chegarmos ao bicampeonato em 2010.
Na gestão do presidente João Nilson Zunino, iniciada em 2002, o torcedor avaiano teve que esperar sete anos para a conquista de um título Catarinense. Para piorar, tivemos que engolir o time deles campeão por cinco vezes, sendo que três delas de forma consecutiva.
Nesse período, na era Zunino, tivemos 12 empates em clássicos, 10 derrotas, incluindo a de domingo, e apenas 5 vitórias. Pode parecer pouco, mas não é.
Levando-se em consideração que as novas gerações de torcedores estão ávidas por novos títulos, a cada ano que passamos sem título, e sem vencer clássicos, aumenta também o número de torcedores que estamos perdendo.
Por isso, quando publiquei a foto das crianças hoje na Bom dia, Azurras, não pude deixar de lembrar sobre o déficit que aumenta a cada insucesso avaiano.
Reage, Leão! Temos muitos a conquistar...






É preciso voltar a ter encontro de torcidas rivais antes do jogo. Nao vai evitar algum incidente, mas creio vai diminuir em muito esse tipo de odio. A estatistica mostra, ha violencia em todos os estadios. Mas para que estatistica se ninguem faz nada? Andre somos contemporaneo, estive nesse jogo, ganhamos e fomos campeoes com gol de cabeça de Baduino, o Juventos era um timaço, tinha Liminha e uma saga de gigantes. Esse Badu fez historia, ja alguns que voltarem vivem de glorias passadas. Que saudades daqueles jogadores daquela epoca. Epoca que se jogava por amor ao futebol ou ao clube, hoje nem transpiram.
Sessão nostalgia (rsrsrs).
Também fui a inúmeros jogos no campo da liga, morava perto e era muito fácil de chegar e sair, mesmo tendo pouca idade.
sempre tivemos muito mais títulos e vitórias, mas na "era" Ressacada o quadro se inverteu e vitórias e empataram nos títulos.
Acho que o nosso prejuízo só não é maior por conta da era Adilson Heleno e depois Guga, os quais foram e são ídolos na cidade ou no mundo, como é o caso do Guga. Querendo ou não isso atrai torcedores/seguidores.
É, os anos de 2008 e 2009 deveriam ter uma continuidade no crescimento dentro de campo.
Ano passado fui um dos que jogou a toalha antes do tempo, mesmo sabendo que o Avaí faz coisa, e errei, graças a Deus, ao Caio, a sei lá mais quem, mas esse ano está chato de ir na ressacada e ver um futebol de baixa qualidade.
Assim como falo que não lembrava mais como era amargo o sabor da derrota num clássico, também acho que este futebol de nível c também não condiz mais com a realidade atual do novo Avaí, este que tem uma baita estrutura, diferente da época do campo da liga.
Fabio, outros tempos, porem antes dos $$$ jogava se por prazer. Quanto a Guga em minhas viagens pelo mundo, sempre desfilo com o manto sagrado, encontros Brasileiros e muitos estrangeiros, grande parte reconhece a camisa e o nome Avai graças ao nosso grande Guga. Isso não tem preço.
Também cheguei a frequentar o Adolfo Konder, claro, junto a meu pai, eu com meus 5 ou 6 anos por aí, mas vivenciei alguns títulos do Leão lá... Como bem disseste, eram outros tempos, onde se jogava por amor ao clube, e os jogadores tinham seus trabalhos, não viviam só do futebol. Éra uma questão de honra vencer o rival. Hoje, infelizmente, só tem time bom o clube que investe alto, com contratações de peso (o peso é o bolso cheio de grana, claro), e salvo algumas exceções, são raríssimos os jogadores que amam seus clubes, que tem orgulho do seu manto. Dar o sangue pelo time? Só se for naquelas campanhas pelo Hemosc... Meu peito está dilacerado, saí de lá no domingo arrazado, com vontade de chorar, mais de raiva do que de tristeza, porque é praticamente IMPOSSÍVEL eu, você e praticamente TODOS ostorcedores vermos um time ideal, menos o teimoso do Silas. A continuar assim, vai nos enterrar de vez...
Dinho, tive o mesmo sentimento que voce. Sai do estadio arrasado e com a certeza que perdemos varios jogos pela teimosia de Silas e falta de empenho de Marquinhos, especialmente a goleade de Joinville e derrota no classico. No classico como idolo e craque durante 90 minutos so fez tres lançamentos, no mas nao sem apresentou para o jogo. Em joinville perdeu o gol e sumiu, domingo para quem ja bateu uma boninha sabe quando o cara se omite. Em tres minutos, Estrada faz mais de quatros lançamentos perfeitos. Marquinho, Silas estao devendo e muito ao torcedor, Marquinho no minimo raça, vergonha na cara, Silas padrao de jogo e colocar os melhores como titulares.
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