VIRADA, by Roberto Costa

Mas por "virada" também pode-se entender a reação no campeonato, quando um time sai de uma posição incômoda na tabela e ascende aos primeiros postos de forma categórica.
Por "virada" entendemos também a mera passagem do primeiro turno para o segundo, quando os jogos vão se repetir na mesma sequência, com inversão dos mandos de campo.
Na Série B, que nos toca, estamos vendo encerrar-se o primeiro turno e teremos a "virada" para o segundo, na semana seguinte. É momento psicológico importante, em que muita coisa poderá tomar rumo e consistência, ou desandar de vez. Em que as melancias vão começar a se acomodarem conforme o andamento da carroça. É o momento em que as derrotas passarão a pesar mais nas pretensões de acesso dos clubes, porque as possibilidades de recuperação ficarão mais reduzidas e, por outro lado, cada ponto conquistado agora será muito mais valioso. É a fase crítica, decisiva do certame, a que vai exigir de cada clube as mais sólidas providências.
Alguns clubes, notadamente os que estão à frente, conscientes dessa total importância do momento, estão se reforçando para a arrancada. Não podemos ficar inertes. O Vitória levou William, que por vocação era nosso trunfo, e já nos primeiros jogos foi mostrando que não é balela a sua fama de matador. O Goiás, clube cuja camisa tem peso relevante, levou o jogador que encaixaria perfeitamente em nosso meio campo, o baixinho Caio, que tanto brilhou com a camisa avaiana. O Joinvile também não relaxa, trouxe mais um zagueiro por esses dias. No Avaí, estamos recebendo um Jesus e parece chegar pronto para sair jogando, melhor assim, que já temos gente demais perdendo tempo aprimorando a forma, por falta de visão adequada de nosso diretor de futebol. Mas esse Jesus apenas, é pouco, não consta que faça milagres.
O momento é de esforço heróico, de buscar recursos e investi-los, contratar uns três ou quatro jogadores de fato competentes, pra não ficarmos na poeira, para iniciarmos a arrancada célere da triunfal virada.
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube.
Claro, claro, como o Avaí está sem grana, quem deve pôr dinheiro na Ressacada é, mais um vez, o presidente do Avaí, quem, aliás, está sendo mandado embora por todos.
É o único que segura essa história toda, mas ele não pode, porque a torcida já decretou que ele não presta, e aí a conversa vira circular.
Ai, ai, ah uma torcida pra este clube, né?
Aguiar, o meu texto "virada", sobre o qual você comentou, está prestes a sair de foco, então, na possibilidade dessa resposta se tornar inócua, sirvo-me de um texto novo.
Não me acho no direito de comentar as razões de foro íntimo que levam você a ser sistemático e incondicional defesor do presidente. Mas os argumentos que você expõe no Blog, são dados a público e como públicos, são passíveis de pitacos.
Tenho o Zunino na conta de melhor presidente que o Clube já teve, mas não acho que não possa ser criticado.
Primeiramente, que a gente saiba, o presidente também de público, acenou para este ano com a promessa de um título estadual e o acesso à primeira divisão. A primeira parte da promessa foi cumprida, de forma um tanto surpreendente e brilhante, maravilhosa mesmo, com a química inesperada do treinador Hemerson Maria. Os aplausos cabem a todos, presidente inclusive. A segunda parte da promessa está em aberto.
Na minha abordagem, em lugar nenhum defendi que o presidente deva pôr mais do seu dinheiro, essa parte do texto é de sua responsabilidade, pode conferir; parti apenas do ponto de vista implícito de que, se ele prometeu o acesso, é porque deve saber de onde pode sair a grana necessária para a empreitada, caso contrário, fez uma promessa vazia, melhor seria que não prometesse. E tentei demonstrar, que se ele tem a tal bala na agulha, o momento de puxar o gatilho é agora, na virada do turno, foi isso que eu quis dizer. E agora acrescento, que cobre do senhor Marcelinho que gaste a grana, se é que é curta, de forma mais inteligente, trazendo jogadores que não precisem de 2 meses para entrarem em forma, porque assim joga dinheiro fora, isso também é de responsabilidade do presidente.
A torcida não tem culpa de nada, Aguiar. Um abraço Avaiano. - Roberto Costa.
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