sexta-feira, 8 de março de 2013

A EXCEÇÃO E A REGRA GERAL, by Roberto Costa

Estamos, uma vez mais, diante de um novo remédio para o antigo e principal dos nossos males. Aí está o atacante Reis, com passagens interessantes na bagagem, vestindo camisas de outros clubes. Não se trata de um anônimo no cenário futebolístico brasileiro, mas já se levantam observações que podem significar estarmos uma vez mais diante de um remédio, digamos, genérico. Não é exatamente um goleador, dizem. Ou seja, trata-se, quem sabe, de mais um "garçom".

A confirmarem-se essas características, estaremos em vias de amargar os efeitos danosos de mais uma aposta, quando aposta é atitude que não se vê inserida em nenhum compêndio de administração. Apostas, a gente as faz em lotéricas. Não pensem que pretendo queimar o novo contatado, estarei torcendo por ele. Como Avaiano que sou, quero mais é que arrebente com as defesas adversárias e ajude o Avaí a retornar aos seus dias de glória. O que não devemos, é colocar um carburador num sistema de injeção eletrônica, isso sim, irá queimar o atleta.

A blogueira Kaká sintetizou uma postura, que não é nenhuma nova invenção da roda, em outras palavras: em época de vacas magras, é que mais se precisa pensar. Não podemos imaginar que essa postura simples e incontestável, esteja fora do universo profissional de nosso presidente, um empresário vencedor, como é de todos sabido. Então, fica difícil entendermos a razão de tanta insistência em jogadores com currículo invejável, com passado brilhante, mas em fase atual ruim. Já disse, em outra oportunidade, que William deveria ter sido mantido no Clube a todo custo, como uma jóia da coroa, porque é o atleta que todo time precisa, sem contar o seu grau de identificação com o Avaí. William no ataque, em termos de série B, é por si só um sistema, pra qualquer treinador meia boca.

Em tempos idos, trouxemos Léo Gago, então anônimo, que chegou ao Sul da Ilha fora de ação por conta de sérias contusões. Nosso departamento médico recuperou-o e o atleta deu apreciável  retorno em campo. Talvez seja por isso que nossos dirigentes insistem em apostas. Mas é burrice imaginar que a exceção venha a se tornar regra geral.
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube

1 Comentário:

Rafael F. Botelho disse...

Da-lhe André,,

Concordo com tudo, melhor, quase tudo. Na parte "William deveria ter sido mantido no Clube a todo custo, como uma jóia da coroa", infelizmente nunca seria possivel.

Esqueces que se mesmo que mantido, seu procurador, um baita calhorda, faria de tudo pra tirar ele e conseguiria fácil. Tu sabes que jogador e empresários ganham boladas em transferências, por isso, seria IMPOSSIVEL mater Willian por muito tempo aqui. Aliás, como sempre foi. ELE NUNCA FICOU MUITO TEMPO SEGUIDO AQUI.

Já imaginou a cada proposta plantada o tio zuzu ter q aumentar o salário dele?

Abraço

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