segunda-feira, 10 de junho de 2013

MENSAGEM AO RONAN, by Roberto Costa

O jurista Pontes de Miranda formou-se em Direito com 19 anos de idade. Teve 144 obras publicadas, dentre as quais 128 estudos jurídicos. Seu tratado de Direito Privado, obra com 60 volumes e 30.000 páginas (consultei algumas vezes e tive o privilégio de vê-la numa estante), é o maior tratado de direito do mundo escrito por uma só pessoa. Escreveu também sobre sociologia, psicologia, política, poesia e filosofia. Cá entre nós, não sei que jeito ele dava pra comer, dormir, tomar banho e outras coisas mais do dia-a-dia.  

Nelson Rodrigues disse numa crônica, certa feita, que todo sujeito em sua profissão deveria seguir o exemplo de Pontes de Miranda, inspirar-se em sua dedicação, em seu zelo profissional e pretender atingir a sua glória, mesmo sabendo que não conseguirá atingir a intensidade do seu brilho profissional.

Por que fiz esse introito? Para me referir uma vez mais à trágica arbitragem de Ronan Marques da Rosa, na sexta-feira passada. E agora digo trágica, não pelos prejuízos que acarretou ao Avaí, mas pelos prejuízos que geraram à própria imagem desse árbitro ainda iniciante na profissão, que parece ter-se deixado levar por problemas emocionais, que não soube separar devidamente os problemas de um jogo anterior, deixando que tivessem reflexos no jogo seguinte e isso é uma heresia profissional indesculpável, comprometedora e lamentável.

Se num jogo anterior o profissional Ronan saiu de campo sentido com comentários de que se deixara influenciar por jogadores, cabia-lhe tomar o fato como lição, para ser mais enérgico e impor melhor sua personalidade nos próximos jogos, porque a vida toda é feita de lições. Só não poderia apitar um outro jogo com o emocional do anterior. Nesse caso, só poderia dar em lambança, como de fato deu.

O que Ronan deveria ter feito, era buscar brindar público, jogadores e mídia, com uma soberba arbitragem, era ter tido um desempenho daqueles em que sequer fosse notado em campo, e deliciar-se depois com os sonoros comentários positivos ao seu trabalho. Seria a grande resposta a ser dada a Marquinhos e Eduardo Costa. Ronan foi imaturo, esqueceu-se de si, de que é um profissional, de sua imagem pública, dos cinco mil espectadores que foram ao Estádio para ver um jogo de futebol e não a pobreza de um destempero emocional.

Se pretende mesmo seguir em frente na carreira, conseguir destaque profissional, seria interessante que seguisse o conselho acima manifestado por Nelson Rodrigues, sobre o incomparável jurista Pontes de Miranda. Ronan é jovem, tem tempo de se recuperar.

* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube

2 Comentários:

Unknown disse...

....Pois eu quero mais é que ele se "exfloda" e que nao trabalhe mais nem de cobrador de onibus, que alem de ser um trabalho digno, como confiariamos a este cara, nos devolver o troco ??
LADRAO, SEM VERGONHA e VAGABUNDO !!
Nada mais do q isso !

Marcelo Alves

Anônimo disse...

Duvido muito que esse cara tenha solução, ladrão uma vez sempre ladrão.

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