segunda-feira, 17 de junho de 2013

Público: Copa das Confederações e Ressacada

Foto: Daniel Ramalho/Terra
Neste fim de semana que passou, estive em Balneário Camboriú e não me liguei no futebol, apenas acompanhando os resultados da Copa das Confederações e os gols das partidas. No entanto, ainda que não tivesse dedicado mais atenção aos jogos, chamou minha atenção a presença marcante do público aos jogos realizados até aqui, na minha opinião, uma grande surpresa.

Na estreia da Copa das Confederações, o Brasil venceu ao Japão por 3 a 0, jogo realizado no estádio Mané Garrinha, em Brasília, com capacidade para 71.000 torcedores. O público pagante foi de 67.427 torcedores, o que equivale a 94,96% de sua ocupação.

No segundo jogo da competição, a Itália fez 2 a 1 no México, no remodelado Maracanã, no Rio de Janeiro,  agora com capacidade para 78.838 torcedores. Assim como em Brasília, o público pagante foi bom, com 73.123 torcedores, o mesmo que 92,75% da ocupação.

No jogo de Recife, último do fim de semana, a Espanha não teve dificuldades para fazer 2 a 1 no Uruguai, na nova Arena Pernambuco, com capacidade para 46.154 torcedores. Menor que os outros estádios, o estádio pernambucano recebeu 41.705 torcedores, o que significa dizer que teve 90,36% de sua capacidade.

Ou seja, em três jogos realizados, tivemos mais de 90% da capacidade dos estádios tomados por torcedores. Vários fatores podem levar a essa lotação, tais como a novidade de uma competição dessa envergadura, o bom nível das equipes que estão na disputa, apesar do elevado preço dos ingressos e dos produtos à venda nos estádios.

Todavia, mesmo em se falando de preços, lembrei de um jogo ocorrido em Joinville, recentemente, quando o JEC enfrentou o Santos pela Copa do Brasil, com ingressos caríssimos. Na Arena Joinville, com capacidade para 20.000 torcedores, tivemos um público de 16.819 pagantes, ou seja, 84,09% da capacidade do estádio.

Em outro jogo realizado em Santa Catarina, em Criciúma, especificamente,  Criciúma x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro da Série A, no estádio Heriberto Hülse, que também tem capacidade para 20.000 torcedores, o público pagante foi de  18.638, ou seja, 93,19% da capacidade do estádio.

Diante de números tão animadores, tentei entender o que acontece na nossa bela Ressacada, cuja capacidade fica em 17.800 torcedores. Afinal de contas, num time que conta com dois grandes ídolos, Marquinhos e Cléber Santana, e pretende chegar à elite do futebol brasileiro, nosso público não tem sido dos melhores, com apenas 12.141 torcedores em três jogos disputados em nosso reduto...

Na estreia em casa, contra o Guaratinguetá, tivemos 3.442 torcedores, o equivalente a 19,33% da capacidade da Ressacada. Contra o Joinville, fomos  5.016 torcedores, aumentando mo percentual de ocupação para 28,17%, e contra o América-MG, não fomos além de 3.683 torcedores, o mesmo que 20,69% da capacidade do estádio.

Na semana passada, o Leão trouxe outro ídolo de volta, o técnico Hemerson Maria. Acredito que com a vinda dele e a festejada Feijoada do Avaí no próximo dia 13 de julho, quando enfrentaremos o Paraná, tenhamos um público superior a 50% do que comporta a Ressacada. Se isso não acontecer,  sou forçado a concordar com o amigo Serjão, do blog Sérgio Nativo: fica provado que o torcedor quer ver milagres, mas não acende vela ao Santo...

1 Comentário:

Sergio Nativo disse...

André obrigado por citar meu comentario. Aproveito para ratificar o que disse: Se com a volta de Hemerson Maria persistir o numero reduzido de três mil e pouco torcedores fica provado que o torcedor quer ver milagres mas não acende vela ao santo.

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