segunda-feira, 5 de maio de 2014

O respeito ao medo, by Alexandre C. Aguiar

Quem assistiu ao jogo entre Chapecoense e Corinthians, e sobreviveu, percebeu algo que foi, mais tarde, escondido pelas duas equipes. 
Momentos depois do jogo, o pessoal do time paulista, sua comissão técnica, jogadores e torcedores, bem como da equipe do Oeste, valorizaram o respeito entre as equipes. Iludiram a todos com a máxima de jogo duro e pesado. Os da Chapecoense, então, exaltaram o “jogamos de igual pra igual”. Porém, o que todos esconderam é o que se tornou comum no futebol atual: o medo.
Os jogadores da atualidade, os dos times dos principais campeonatos, em sua maioria, ganham salários superiores a cinco dígitos, além de contratos de marketing e imagens individuais, gratificações e, entrando na moda, a tal da produtividade. Precisam, além disso, de técnicos motivadores ou berrando impropérios à beira do gramado, além dos tradicionais vamulá, ou pega-pega.
E, na imensa maioria das vezes, assistimos a jogos onde times medrosos e jogadores covardes não dão um passo além de suas capacidades, algumas delas corroídas em baladas. Fecham-se em retrancas, ferrolhos e respeitos aos adversários.
Claro que os treinadores, grande parte recém-saídos dos próprios gramados, onde também jogavam para trás, colaboram para a manutenção desta cultura do medo. Metem 10 zagueiros, 30 volantes, 60 armadores que dão passes para trás, e apenas um atacante lá na frente, dependendo da sorte quando uma bola sobra e tendo que disputar espaços exatamente contra a mesma postura tática de seu time no time adversário.
O futebol virou o esporte dos brucutus, troncos cravados nos gramados cada vez mais aparadinhos e retos, mas sem criatividade, sem que alguém jogue dentro da área adversária e imponha respeito fazendo gols, jamais se defendendo. A velha máxima de que a melhor defesa é o ataque se perdeu nas ondas do tempo.
No mundo ideal, a marcação deve ser usada como forma de provocar erros no adversário, tomar a bola e partir para o ataque. Jamais a principal estratégia de um time em campo. O futebol existe, exatamente, para que haja gols, não para se preservar a virgindade de um sistema defensivo. Ou se preserve cargos.
Espero que o técnico Pingo repense esse pacto medíocre de “primeiro não tomar gols”. Que abuse da coragem e invista no “primeiro vamos fazer gols”. Quem sabe seja a estratégia ideal para o Avaí sair deste marasmo em que se encontra.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC, proprietário do blog Força Azurra e um dos colaboradores do portal Todo Esporte SC. Foto acima: Diego Carvalho/Aguante/Chapecoense

4 Comentários:

Unknown disse...

Foi verdade, vergonhoso, isso é visto em que acontece que nenhum time brasileiro consegue continuar ganhando, os jogadores brasileiros atuais são medrosos e xorões.

Anônimo disse...

Barbaridade... quanta besteira!!

Mauro Ovelha

André Tarnowsky Filho disse...

Mauro Ovelha,

Besteira é perder tempo alimentando um perfil fake...

Cagão!

Anônimo disse...

Acho que se coloca um time na frente quando ele esta preparado em todos os setores, ou quando se tem pelo menos, Bons Atacantes, Goleadores.
Quem não gosta de ver o time no ataque! Agora se o cara coloca na frente
um time de ataque duvidoso e defesa insegura e leva um saco, é burro! EDU

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