Sem lição de casa, by Alexandre C. Aguiar
Jogamos com o ABC e a gramática não foi bem aprendida. A lição de casa ficou a dever. O time limitado para fraco do Avaí, mais uma vez, se viu presa fácil de alguns cones que se mexiam. Porque os nossos nem se mexem mais. O suposto time avaiano vai se desmanchando pelo caminho. E que as pessoas não se enganem: vamos brigar feio para não cair, a não ser que aquilo que já dissemos aqui diversas vezes aconteça, que é a saída urgente e imediata dos tais medalhões. Não dependemos mais deles, que isso fique bem claro.
Há quem diga que no jogo desta sexta-feira faltou sorte. Bom, a questão de sorte ou azar na vida é relativa e não pode definir nada. Conhecemos pessoas que se movem apenas por isso, mas esquecem como as coisas são construídas até se chegar naquilo que atestou o azar ou a sorte.
Muitas vezes é falta de competência e disposição para os chamados azarados. E é inegável que esse é o nosso caso. Se você não é bom naquilo que faz e ainda assim não está disposto, o resultado é negativo na mesma proporção disso tudo, ou seja, quanto mais sem vontade e sem competência, pior será sua conduta. É o Avaí de hoje.
Este jogo provou que Marquinhos Santos, o MS18 (até que isso lhe cai bem), por exemplo, é dispensável.
- Ah, mas tem qualidade.
Onde, meu caro leitor? Quando? Dependemos de faltas mal batidas e escanteios sem qualquer direção para alguma distração. Jogamos fora sem ele e o time foi vibrante e vigoroso, dentro de todas as limitações que já conhecemos.
Jogamos um primeiro tempo contra um ABC ruim de doer sem ele e não fossem as lesões creio que o resultado poderia ser outro, sem ele em campo. E quando Marquinhos entrou, pedido por meia dúzia de trouxas, acrescentou nada. Uma bola apenas, onde levou azar, ou faltou disposição e competência.
Tem se tornado jogador comum, tanto quanto Cléber Santana. Esse mesmo é um fantasma em campo. Não aparece e quando pega na bola é só para dar sustos. Aliás, é hora de uma reforma geral neste time. Os dois tenores, mais Roberto e Héber podem passar no Departamento de Pessoal e assinar a demissão. Eduardo Costa ainda serve pra levar as latinhas de água (eu disse água) para o pessoal nos treinos.
Alguém poderia estranhar não ter falado no Eduardo Neto. Pois, com toda a sinceridade, um sujeito limitadíssimo como é, ainda se esforça e se doa em campo deve continuar, até para mostrar a quem se diz craque que um pouquinho de sangue doado não faz mal a ninguém.
Lamento dizer tudo isso e alguém que chegou agora, que acabou de sentar na janelinha, pode me achar o maior corneteiro da galáxia. Não, nada disso. Faço questão de defender o Avaí Futebol Clube, seus jogadores, sua direção e me incomodo deveras quando falam mal de nosso clube. Mas, na atual conjuntura, o que vemos em campo tá ruim de defender. Eles não querem ser defendidos. E que não venha qualquer torcedor ou jogador metido a pedir calma e paciência. Aliás, temos tido até em excesso e uma hora cansa.







Concordo com Aguiar em noventa e nove por cento, porem para mim Cléber Santana nos dois últimos jogos não foi aquele Cléber do passado, mas foi esforçado e teve varias momentos de lucidez. Quanto M18 e EC05 parece que entraram em campo para queimar o técnico, não tocaram na bola. Roberto e Héber podem trabalhar com Miguelito. Afinal ele cansou de pedir os dois como titulares que o leve para sua casa e faça bom uso.
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