O passado que não nos condena, by Alexandre C. Aguiar
O escritor americano Edgar Alan Poe, de quem sou fã, disse certa vez que “a
lembrança da felicidade passada é a angústia de hoje, ou as agonias que
existem agora têm sua origem nos êxtases que podiam ter existido”.
E é claro que estou falando da campanha
do Avaí Futebol Clube nos dois últimos anos. É o clube para o qual eu
aprendi a torcer desde guri. Minha primeira experiência em campo de
futebol foi na decisão de 1973, no clássico o qual vencemos e desde
então acompanho este clube até os dias de hoje. Aos 53 anos de idade já
vi o suficiente para deixar minhas ruminações a respeito do Avaí irem e
virem, as quais se não forem verdades definitivas, ao menos servem para
montar um cenário próximo do que penso ser o ideal para cada vez mais
sermos hegemonia em nosso estado.
Mas é óbvio que nos baseamos no passado
para aprendermos e deixarmos as surpresas de lado. É evidente que o que
fizemos a poucos meses servirá de parâmetro. E o que foi feito nos anos
anteriores está sendo comparado com a fase atual. Seria muito estúpido
se dizer que 2009 e 2010 foram anos com montagens de elencos ruins, se
fomos campeões com um pé nas costas. E mesmo em 2012, naquele ano em que
todos dizem que conquistamos um título na sorte, se não houvesse uma
campanha no mínimo razoável não chegaríamos.
Eu lembro que enquanto muita gente
detonava o presidente Zunino, com ou sem razão, e perdíamos títulos e
jogos inúmeros, nosso rival se assanhava hegemonicamente no Estado. E
até no âmbito nacional envergava algum orgulho. A mídia local babava
para eles e os ínclitos senhores de nossa federação de futebol deixavam
lágrimas rolarem a favor deles. Ganharam o que puderam e se difundiram
por onde deveriam.
No entanto, bastou nos organizarmos um
pouco, um pouquinho só, e fizemos uma campanha soberba no Brasileirão
que ninguém fez até agora e revertemos a hegemonia local, conquistando o
posto de mais vezes campeão.
Mesmo apanhando e sendo considerados
nadas de coisa alguma, viramos a história a nosso favor. E o curioso de
tudo isso, o mais espantoso de toda a conversa, é que a fase parece
igual, idêntica, invariavelmente similar ao passado mais recente.
Por isso, senhoras e senhores, por pior
que seja a nossa história, por mais absurda que as coisas aconteçam, por
mais desesperador que seja o nosso presente, não se enganem, esse aí é o
Avaí.
A fase vai virar, pode acreditar. Os que apostam contra ainda vão morder os beiços molengas.








AGUIAR, SÓ UMA PEQUENA CORREÇÃO, EM 73 DECIDIMOS O TÍTULO CONTRA O JUVENTUS DE RIO DO SUL, 1 A 0, GOL DE BALDUINO, DE CABEÇA, TREINADOR JORGE FERREIRA. - Roberto Costa
Roberto Costa,
Tens razão, a partida final foi contra o Juventus de Rio do Sul, mas foi 2 a 1. Rogério fez 1 a 0 para o Leão no primeiro tempo, Baio empatou no segundo, mas Balduino desempatou no final.
Foi um quadrangular contra o "doladelá", Caxias e Juventus...
É verdade, me confundi-me todo. Foi a decisão de 1975 que quis mencionar.
Aguiar,
Não estás tão errado assim. O Leão venceu o doladelá em 73 também...
Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.