Uma revolta pra chamar de minha, by Alexandre C. Aguiar
Os comentários difundidos na mídia e
repercutidos por todos os compartimentos das torcidas, acerca dos danos e
transtornos causados pela torcida do Figueirense, durante o clássico na
Ressacada, inflama tendências e exacerba ódios. E uma linha de conduta,
adotada pela mídia da Capital, leva a mais interpretações dúbias do que
a considerações pautadas na tolerância e no entendimento que devem ter
partes opostas.
Ah, sim, esclareço que quando menciono mídia,
estou falando de todos os envolvidos com a comunicação em nosso
quintal. A RBS se abarca como ponta de lança nessa barafunda, mas não é a
única. As outras não despontam porque possuem menos audiência. Mas
fariam tudo igual, porque a tendência à má informação, à passionalidade,
à hipocrisia e à parcialidade são gritantes. Dos dois lados, diga-se.
Quero deixar claro que não sou vaselina, bagre ensaboado ou virgem
vestal a apostar num discursinho mequetrefe de politicamente correto. Se
alguém está vendo assim, pode deixar de ler agora.
Eu sou do tempo em que alvinegros e
avaianos sentavam lado a lado nas arquibancadas do estádio. Assisti a
vários clássicos no Adolfo Konder ao lado de amigos vestindo preto e
branco, da mesma forma que quando ia ao Orlando Scarpelli. Não que não
houvesse torcidas separadas e machões a definir quem poderia ir ou não
ao estádio. Mas a liberdade de expressão do contrário era natural.
O que vemos hoje, com separação com
grades e arames farpados virtuais entre as torcidas beira ao grotesco. É
algo da Idade Média. Humanos se odeiam visceralmente porque um não pode
defender o seu time, a sua agremiação, sequer pode gritar gol em pleno
estádio adversário. Não pode trajar a cor adversária, não pode sorrir
quando um atleta do outro time faz uma boa jogada. O curioso é que
existe, está ali, é visível a sua escolha oposta. Mas, é recomendado a
ser separado, pois pode, no mínimo, ser trucidado por um rival. A
palavra mais ouvida é cú. Um quer mexer no cú do outro, como cachorros
sarnentos e raivosos a detonar o guapeca que mija no seu poste.
O grande problema disso tudo é que temos
autoridades policiais e administrativas completamente incapazes e
lenientes. São ineptos no trato com os marginais maquiados de
torcedores. Em alguns casos são até desleixados, porque reprimem, ao
invés de prevenir. Não são inteligentes. Não fazem estratégias de
contenção das rivalidades exageradas. Em alguns estádios torcedores são
atocaiados. Outros morrem. E não se tomam medidas de contenção antes da
revolta. Poucas são as ações efetivas para diminuir esta situação
crítica.
O que houve no clássico foi nítido: a
torcida do Figueirense, quando viu que os ingressos para o local ao qual
são destinados, se esgotaram, decidiu comprar em outras áreas do
estádio. Perfeitamente natural, como disse acima, em outros tempos. Nos
dias de hoje, não. Torcedores avaianos, quando viram que “seu
território” estava sendo invadido por inimigos, resolveram tomar
satisfações e expulsaram a horda para o seu “devido lado”. Como já
estava cheio o lugar reservado, ficou superlotado. As leis da Matemática
e da Física são implacáveis. E outros torcedores ficaram de fora do
estádio. Como já estavam alijados e seu espaço tinha sido tomado por
“companheiros”, desaguaram seu ódio para as dependências do estádio,
como forma de punição ao Avaí por não haver disponibilizado mais espaço.
Isso foi o que ocorreu. Como sempre afirmo, eu frequento o estádio e
vejo como as coisas acontecem, sem que ninguém me conte.
Duas coisas interessantes são: a mídia
achar que o Avaí deva ser punido por possibilitar que os alvinegros
ficassem revoltados, e alguns torcedores avaianos, que não frequentam
estádio, seguirem esta tolice.
Quando estas coisas serão resolvidas? Enquanto houver estas condutas, pode sentar e esperar.
Segue o baile.







Quero saber é porque nenhum auditor do nosso rígido tribunal ainda não denunciou França por incitação a torcida adversária. Sera porque nosso jogadores foram educados e não entraram na pilha. Se não for para punir o Avai nosso TJD não existe ou faltou óculos a nossos auditores?
Carlos Avaiano
Amigos podem esperar, mas infelizmente haverá mais mortes de torcedores, em algum lugar desse Estado, pois não punem com rapidez como punem Avaí por exemplo, os criminosos fantasiados de torcedores das cores mais diversas.
Quem destrói uma cadeira,catraca,banheiro,ônibus,etc, pega com facilidade uma pedra e lá vai ela até encontrar uma cabeça, e mais um crime para as estatísticas, sim porque crime no Brasil é tratado assim(mais um) e a vida segue normal, menos para as famílias destroçadas pela impunidade.
Serjão,
Vamos continuar aguardando sentados...
Tá tudo dominado!
Carlos Avaiano,
Infelizmente essa é a nossa realidade...
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