segunda-feira, 7 de março de 2016

A Geni dos infelizes, by Alexandre C. Aguiar

O Avaí jogou mal contra o Criciúma e perdeu? Sim. Alguns jogadores estavam abaixo do esperado? Sim. O time demonstrou limitações para sair das armadilhas impostas pelo Tigre? Sim. Isso atrapalha a caminhada para uma possível conquista do segundo turno? Provavelmente. É hora de fazer terra arrasada e desmontar tudo, mandar jogadores e técnico embora e começar o projeto Série B? De forma alguma.
Aliás, projeto Série B, sim, mas com muita calma nessa carroça.
O Avaí Kids  ainda tem muita lenha para queimar e isso que ocorreu no sábado foi apenas uma demonstração de que temos muito a fazer e é assim mesmo que funciona. Vamos perder e vamos ganhar conformem-se. Quem quer time forte e imbatível que vá jogar vídeo game no modo principiante.
Como já disse, o Avaí era a surpresa e agora virou o time a ser batido. Precisa, agora, modificar a sua forma de jogar. O problema é que se não houver apoio, qualquer time que seja feito na Ressacada e tome vaias após uma derrota nunca, jamais chegará a lugar algum.
E ainda quero saber que parte não foi entendida pela banda chata da torcida de que este ano seria dos mais difíceis de nossa história e que teríamos que vender o almoço para pagar a janta. Fosse na administração, seja no time dentro de campo. Se um jogador conseguisse cobrar um lateral decentemente deveria ser motivo de carreata. Se um goleiro houvesse batido o tiro de meta que passasse da linha de meio campo, deveria ganhar uma placar para ser colocada no Memorial.
E, no entanto, o que acabamos constatando? Um time sub-23 foi capaz de não só jogar bem, como chegar às primeiras posições de um campeonato encardido como é o catarinense. E, além disso, jogando a maior parte dos jogos fora de casa. E jogando bem, com garra, raça e vibração. Um verdadeiro time avaiano.
Isto foi reconhecido? Se tivesse sido não se vaiaria a bola que parou na água no jogo do meio da semana e nem se esbravejaria numa derrota contra um dos candidatos ao título. Nós não somos, é bom que se tenha isto em mente, se é que alguém deste nível tenha tutano para compreender.
A propósito, faço uma sugestão à diretoria do Avaí, para que peça à Federação reverter os nossos mandos de campo, e que o time passe a jogar na casa dos adversários a partidas que jogaria na Ressacada.
Porque, é incompreensível que alguém tenha a coragem de sair de casa, sabedor de todos os problemas por que passa a instituição, compreendendo todos os sacrifícios que se faz, observar que muitos daqueles jogadores sequer deixou de ter espinhas na cara e, ainda assim, dono de uma razão estapafúrdia, seja capaz de vaiar um time que está suando sangue pra se dar bem. Só posso admitir que tenha algo na cabeça bem parecido com aquilo que circula por seus intestinos.
Honestamente, anda não compreendo tamanha murrinha destes infelizes. Tem alguma coisa que eles sabem que eu não sei.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra

4 Comentários:

Roberto disse...

AGUIAR, que eu me lembre, as vaias foram somente para o D. Jardel durante o jogo. O time quando saiu de campo foi aplaudido pela torcida que se posta sobre a entrada do túnel utilizado pelo Avaí. RC

JulioAzzurra disse...

Análise perfeita, Aguiar!

Os meninos avaianos merecem nosso apoio.

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

Creio que o Aguiar está se referindo a impaciência para com o elenco durante o último jogo. As vaias, sim,só notei para o DJ10...

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