domingo, 6 de março de 2016

CABRAL NÃO ENXERGOU O ÓBVIO, by Roberto Costa

Cavalo fez um jogo semelhante contra o time do Estreito, coincidentemente vencendo pelo mesmo placar, dois a zero. Cabral deve ter assistido ao tape desse jogo, talvez sem a necessária atenção. A estratégia do Criciúma é retranca, ou seja, concentração no próprio campo, jogando no erro do adversário com escapadas rápidas, Assim fizeram dois gols, o restante foi manter-se atrás e esperar o tempo passar. 

O Avaí ficou sem ação, tocando a bola em toques laterais, irritando a galera. Teve mais volume de jogo, mas improdutivo. Com a saturação do espaço em seu próprio campo, e bloqueando as subidas de nossos laterais, Cavalo não deu chances ao futebol rápido e envolvente que o Leão vinha apresentando e com o qual vinha vencendo.

Desde 1958, quando o gênio de Garrincha deslumbrou o mundo do futebol humilhando as defesas europeias, sabe-se que a melhor arma para furar uma retranca é o drible, a capacidade de infiltração de jogadores talentosos. Então, se Raul Cabral realmente estudou o adversário, não enxergou o óbvio, passou batido na hora de escalar e armar seu time. Colocou em campo um grupo de tocadores de bola, quando não podia prescindir do talento do garoto driblador Lucas Fernandes, que devia ter saído jogando, e que é titular nesse time. 

Cabral errou escalando Diego Jardel que não vem bem e errou de novo não o substituindo no intervalo, decisão que pouparia o jogador de sair de campo vaiado. Para um time que nada mostrou nos primeiros 45 minutos iniciais, com algumas peças totalmente improdutivas, casos de Jardel e Rômulo, voltar para o segundo tempo sem alterações foi coisa que o torcedor inteligente não conseguiu assimilar. 

ARBITRAGEM.- Registrei acima entendimentos acerca da derrota, portanto, não vou culpar arbitragem. Mas o senhor Sandro Meira Ricci não justifica a pose que assume dentro de campo. No campeonato catarinense é apenas mais um, pouco importa a sua condição de FIFA. Deu carta branca ao Criciúma para matar quantas jogadas quisesse, deixou de assinalar falta perigosa e violenta na lateral da área sobre o garoto Lucas Fernandes, que foi caçado nos poucos minutos que jogou. Tivesse aplicado os cartões devidamente, por certo teria expulsado alguém do Tigre no segundo tempo, então reservou esses cartões para dá-los apenas nos dez minutos finais. Arbitragem é, certamente, uma banda podre no futebol catarinense.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC

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