quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O EMPATE ERA BOM NEGÓCIO, by Roberto Costa

Naquele jogo fatídico contra a Itália, em que nossa Seleção foi alijada do Mundial, com três gols de Paolo Rossi, faltou humildade a Telê, que podia seguir adiante na Copa com um empate, mas ele, vaidoso, queria a vitória. Por duas vezes estivéramos inferiorizados no marcador e por duas vezes chegamos ao precioso empate. Depois do terceiro gol italiano, não havia mais tempo para reação.

A leitura do jogo de ontem, contra o Londrina, em especial se feita depois dos trinta e cinco minutos finais e das substituições levadas a efeito por Claudinei, revelam que este buscou, como Telê, a vitória, a qual não era tão decisiva. Colocou dois jogadores mais experientes, Junior Dutra e Marcelinho, não só para observá-los, mas também acreditando que poderiam desequilibrar e vencer a defesa do Londrina.

Entendo que Claudinei, inclusive, abdicou de sua filosofia de jogo, solidez defensiva em primeiro lugar e buscar na surpresa do contra-ataque a vitória. Ontem Claudinei quis ganhar e por várias vezes nossa defesa viu-se apanhada de surpresa. O empate era bom negócio, principalmente para quem se viu obrigado a poupar titulares e naquela altura do jogo, 43 do segundo tempo, jamais poderíamos ter um atacante adversário desmarcado, totalmente livre e rondando a nossa zona crítica. 

Tínhamos de estar recuados, a área povoada e fazendo lançamentos longos ao ataque, aliás, como fizermos no jogo do acesso, contra esse mesmo Londrina. Como Telê, Claudinei apostou e perdeu.

De bom, a participação de garotos, que assim vão adquirindo confiança. O garoto Vitor já teve várias oportunidades no time titular, achei que Baiano poderia ter tido sua chance. Chapecó esteve bem no meio, assim como o zagueiro Maurício, que substituiu Betão, tranquilo e com boa atuação. Marcelinho aparenta estar ainda bem fora de forma. O goleiro Douglas foi bem e não teve culpa no gol adversário.

Quanto à arbitragem, surpreendi-me com o pessoal da Guarujá, que considerou-a excelente, nota 9. Vuaden disse não ter visto o pênalti contra o Avaí. O auxiliar também não se manifestou. Pênalti claro, devemos reconhecer. Não poderia o árbitro ganhar nota 9.

Ao final do jogo, Claudinei expressou uma crítica que pareceu-me procedente. Que o Londrina pediu transferência de seu jogo pelo Estadual à Federação Paranaense e foi atendido, e por isso usou ontem seu time titular. E o Avaí não teve esse pedido atendido pela FCF. "Aos amigos as benesses, aos inimigos, os rigores da lei", quem não se lembra? Seriam forças do além?

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Jamira Furlani/Avaí FC

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