terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

TODOS ENTRARAM EM CAMPO, MENOS A SERIEDADE, by Alexandre C. Aguiar

Nada de se fazer terra arrasada por um empate do Avaí num jogo contra um time de série C.
– Sério? Sem terra arrasada?
– Sim!
– Mas lamentar pode?
– Claro. Deve!
Pois é, e é muito chato se perceber que um time de futebol, ao jogar mais e melhor que o adversário, acabe perdendo ou apenas empatando por bobeiras. Por aquelas coisas reservadas ao imponderável. E o futebol é assim, sempre apresenta tais surpresas.
Assisti ao jogo do Avaí, na Ressacada, contra a Chapecoense, e constatei um time organizado e seguro. Mostrou-se muito bem treinado, diga-se. Porém, foi algo inusitado, pois o time do Avaí não faz estas partidas perfeitas e memoráveis há muito tempo. Muito tempo mesmo. Por isso, foi um jogaço!
Neste jogo contra o Joinville, contudo, o time começou desatento, como em outras oportunidades, porém logo foi se acertando e acabou dominando boa parte do jogo. Em alguns momentos, percebeu-se que era questão de tempo o time fazer um gol. E eis que surge, no início do segundo tempo, a marcação de um pênalti e que poderia dar a vitória ao Avaí. Marquinhos vai para a bola, bate… e perde. Os três pontos que dariam a tranquilidade de conquistar, já, o primeiro turno foram perdidos em um cobrança desleixada e mal batida.
O que se pode tirar de lição sobre isso?
Campeonatos de futebol como o catarinense são extremamente equilibrados. Qualquer descuido, qualquer cochilada pode ser fatal lá na frente.
Times de futebol, em qualquer lugar do mundo, quando estão bem treinados e em busca de objetivos claros, não podem se dar ao luxo de desperdiçar oportunidades, quaisquer que sejam elas. Não existe time perfeito e nenhum time, em qualquer lugar, vencerá todas as partidas numa competição. Por isso mesmo, quando as chances surgirem, jogá-las fora é sinal de displicência.
Perder pênalti é natural e normal em qualquer jogo. Mas há pênaltis e há pênaltis, assim como há jogadores e jogadores.
O futebol nos últimos anos se tornou extremamente físico. Dessa forma, jogadores que andam em campo não produzem para o time e são peças nulas. E, assim, há que se repensar a necessidade de Marquinhos Santos no time do Avaí. Está visivelmente fora de forma e só serve para bater faltas, escanteios e dar um ou outro passe e, na maioria das vezes, sem ser efetivo e sem objetividade.
Os blindadores do Marquinhos, que vivem na moita e sempre se manifestam quando se faz críticas a ele, prestam um desserviço ao Avaí como um todo com esta mania de idolatrá-lo, porque todos sabemos, quem acompanha o futebol, que a carreira dele acabou há muito tempo. Foi um grande jogador e está na galeria do clube, mas hoje, infelizmente, mais atrapalha do que ajuda.
No restante do campeonato que vem pela frente, os demais times vão se arrumar e começarão a correr atrás de uma recuperação no campeonato. Que ninguém se iluda, mas tudo o que o Avaí conquistou, e bem, foi graças a uma manutenção do elenco e a uma boa preparação, coisa que os outros não conseguiram, mas que logo será equilibrada por todos.
– Poxa, mas não segue líder e invicto?
– Segue. E jogando bem.
– Então, porque a reclamação?
– Digo, sem medo de errar: este pênalti perdido pode nos custar muito caro.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC. Foto acima: JEC

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