terça-feira, 16 de maio de 2017

A SINA DO CAVALO MANCO, by Alexandre C. Aguiar

Não fui ao jogo de estreia do Leão, pelo campeonato brasileiro, porque, com toda a sinceridade, tinha coisa muito mais importante a fazer, que era almoçar com minha mãe e com meus filhos e dar aquela dormidinha de domingo à tarde.
– Então o Avaí não é importante em tua vida?
Elementar, meu caro, como diria o famoso detetive da Baker Street. Sim, claro, sou torcedor, mas não dou laço pra cavalo manco.
E é nisto que o Avaí tem se tornado. Um singelo e simpático cavalo capenga, que não corre mais, não se esforça, prefere ficar à sombra comendo a graminha que lhe dão, sem se animar para ir atrás de um regalo mais consistente.
Só para se ter uma ideia, estamos na dependência de boas arbitragens para terminar bem nossos jogos, porque aquilo que se preza no futebol, que é um time razoável fazendo uma boa partida, ou mesmo uma partida de futebol jogada para estimular a volta da torcida, não existe.
Claro que o Héber nos prejudicou na final do Catarinense. É evidente que a tesourada do jogador do time baiano é pênalti aqui, na Tailândia e nas Ilhas Virgens. Mas fica difícil esbravejar por uma melhor sorte para um time que não se ajuda e para uma diretoria que dorme em saco esplêndido. E aí a desculpa arrumada, mesmo sendo real, são as má arbitragens.
Quero poder voltar para a Ressacada e dizer que ali é o melhor lugar do mundo, mas a situação não nos permite. E, para piorar, a contagem regressiva já começou para aquilo que todos já imaginam que vai ocorrer ao fim do ano. Infelizmente.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra

8 Comentários:

Antonio Bernardes disse...

Em algum ponto eu discordo, afinal arbitragem decide jogos. Claro que temos um grupo limitado, a direção não tem trazido jogadores de qualidade como gostaríamos. Mais num campeonato nivelado de 12 clubes na Série A, a arbitragem decide partidas. Falo em 12, pois existem uns 8 disputando título, ou seja, não é nosso campeonato. Em poucos dias tivemos a péssima e decisiva arbitragem de Heber e a tendenciosa decisão do outro arbitro do Paraná. Jogos assim decidem uma classificação. Mesmo que não tenha jogado bem, este foi um lance capital.

Fabio Rocha Pereira disse...

Estamos pagando por más gestões anteriores. JNZ e Amado deixaram o clube num buraco sem tamanho. Vai demorar alguns anos para o clube poder almejar algo maior. Por hora é pagar as dividas e cair para serie B com parte delas quitadas. Se permanecer, rezaremos uma missa!

Carlos avaiano disse...

Aguiar, quando o torcedor começa a encontrar ocupação melhor do que ir ao estádio, não precisa dizer mais nada.
Fizeram campanhas de lotar o estádio duas vezes contra a chape, a torcida foi, e o resultado todos sabem, teve aquela maldita entrega no clássico da cueca e o juiz ainda anulou um gol legal a nosso favor, estádio cheio, eu estive nos três como sempre, pois sou sócio desde 2008.
Obs: perguntem para as torcidas do Bahia, Coritiba e Palmeiras se eles se precisaram de arbitragens sem erros para garantirem os três pontos na rodada.
Falo bobagens? É só analisarem os fatos que comentei, só não se sente indignado quem ao invés de estar no estádio e nas filas, fica no sofá de pijama batendo no peito se achando torcedor de verdade.

Tiago Soares disse...

Aí vejo em todos os sites esportivos que o sassá (quem?) Do botafogo pediu pra renovar o contrato 5 milhões em luva e 300 mil de salário... só a premiacão que ele pediu não dá 10% do que os sonegadores do morro do Antão nos pagaram por um campeonato todo. Fica difícil disputar com os grandes times dessa maneira nos tornando limitados tecnicamente e podendo exigir apenas raça e que um árbitro não resolva prejudicar os times que já são prejudicados na distribuição de cotas.

Roberto disse...

Carlos Avaiano o Bahia enfrentou os reservas do Atlético Paranaense. O Atlético de Goiás, que enfrentou o Coritiba, teve um gol legítimo anulado quando perdia por dois gols, e o goleiro em noite muito infeliz, falhou em 3 gols. Portanto, não são termos de comparação.
Se o Avaí aumentar o buraco em que está metido, fizer mais despesas de vulto, os próximos anos serão terríveis e talvez não se aprume mais. Então, quem hoje sugere a aventura, será o crítico de amanhã, quando a casa cair. - RC

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Roberto, quando digo para gastar "sem aventuras", não é sair por aí como peão na sexta-feira gastando com cachaça e putas. É gastar com parcimônia, com inteligência, usando o dinheiro, que é pouco, com objetivos mais altos.
Ao invés de contratar uma tropa de ilustres desconhecidos, que se contrate um ou dois jogadores decisivos, daqueles que decidam uma partida ou evitem derrotas acachapantes. E se invista mesmo, com gosto, porque o resultado virá.
Quantas vezes se viu isso na Ressacada nos últimos 20 anos? Nas raríssimas vezes em que foi feito obtivemos ~exito.
E por que não foi continuado? Por que mantiveram os erros do passado e não aprimoraram os acertos?
O que eu vejo é a confortável e marota atitude de se dar desculpas as mais diversas para se esconder incompetência.

Roberto disse...

AGUIAR, endividados subimos para a primeira divisão, com honroso vice-campeonato, disputamos título estadual e sabemos como o perdemos, com fatores psicológicos todos em favor da Chape.
A série A está começando, não fizemos um grande jogo na abertura, é verdade, mas também fomos prejudicados.
Acho que, com as dívidas que tem o Clube, permanecer na primeira divisão é meta. Depois, respirar e aí, sim, crescer em 2018.
Não vejo a razão de tanto açodamento. - RC

Carlos avaiano disse...

Caro avaiano Roberto, talvez não me expresei bem, o que quis dizer é que quando se faz muitos gols não se corre o risco de perder pontos por erros de arbitros, se não me engano o vitória veio sem 6 que ganharam o título.
O avai tem sido um dos clubes mais prejudicados por arbitros mal preparados ou intencionados, inclusive Heber nos tirou um acesso, mas mesmo assim Battistotti o premiou com o jogo da decisão.
Então temos que ter uma equipe forte e competitiva, ou vamos ficar a cada rodada lamentando: há se o bandeirinha não tivesse errado contra nós anulando ou validando gol, há se o juiz tivesse marcado aquele pênalti ou dado pênalti inexistente pro adversário.
O avai é quase centenário e ainda é presidido como um novato.

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