segunda-feira, 10 de julho de 2017

EFETIVIDADE 0x2 AVAÍ, by Maurício Saraiva

Que Douglas tenha feito sua melhor partida na carreira, é bem possível. Encheu duas mãos de defesas importantes, uma delas bem menos difícil do que as outras, a cobrança rifada de pênalti de Edílson, que parece acreditar que fechar os olhos e bater forte no meio do gol vai atravessar o goleiro. A Lei da Física não autoriza o raciocínio. Enfim, Douglas foi o melhor em campo disparado porque todas as suas defesas espetaculares aconteceram no 0x0.

O Grêmio já não jogava bem quando Renato Portaluppi fez uma substituição recorrente, a saída de Arthur. Levou 1x0 num golaço do autor do pênalti infantil, Simião. Não encontrou mais alternativas, as outras mexidas do técnico não deram nenhum resultado e a última até pareceu bem esdrúxula, a saída do centroavante em plena derrota. De qualquer forma, Renato Portaluppi também erra, por que não? Tem enorme crédito pelo trabalho que realiza desde o ano passado. Neste domingo, esteve infeliz na tomada de decisões na hora das trocas. Quanto à escalação original, qualquer decisão sua para substituir Pedro Rocha teria suas razões. Não o critico por escolher Fernandinho, que fez bom primeiro tempo e afundou no segundo, como de resto o time inteiro.

A consequência da derrota para o Avaí de Douglas é dura. Divide-se, na verdade, em dois prejuízos imediatos. O Grêmio agora é terceiro colocado, o Flamengo lhe tomou a vice-liderança e, pior, enfrenta o Grêmio quinta-feira na Ilha do Urubu. O outro prejuízo é que a diferença para o Corinthians agora chega a dois dígitos, 10 pontos. 

Não creio que valha crise, ainda que já tenha virado série de derrotas os últimos jogos do Grêmio. O Corinthians não vacila, também não tem Libertadores ou Copa do Brasil. Renato Portaluppi não deve desfocar. Aliás, se precisa de algo é treinar até a exaustão cobrança de pênaltis. Os dois perdidos nos dois últimos jogos da Arena tiveram dramática consequência. Contra o Corinthians, era o gol de empate. Contra o Avaí, seria o 1x0 que provavelmente desmancharia o sistema defensivo catarinense. A pancada vai pegar, claro, mas é preciso dosar sua intensidade. Talvez eu esteja pedindo demais ao torcedor, cujo centro da existência não é exatamente raciocinar e sim torcer apaixonadamente.

* Maurício Saraiva escreve o blog Vida Real no GloboEsporte.com, que aborda diariamente a dupla Gre-Nal.

2 Comentários:

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Sem contar que se não fosse a presença do M10, muito certamente o Avaí seria mais uma vez goleado. Sorte que tivemos em campo o melhor jogador de SC.

André Tarnowsky Filho disse...

Aguiar,

Escreveste depois da vitória sobre o Grêmio e eu pergunto depois da derrota para o Coxa: boca santa ou boca maldita?

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