terça-feira, 4 de julho de 2017

SE CLAUDINEI SE DISPUSER, by Roberto Costa

Assisti ao segundo tempo de Fluminense versus Chapecoense. Quarenta e cinco minutos de um futebol vibrante, de lances surpreendentes.

A Chape vencia por dois a um, após ter saído atrás logo a um minuto, e virado o jogo. Espetáculo muito bom de se assistir, os dois times procurando o gol, a Chape querendo o terceiro, o Fluminense buscando empatar. Nenhuma das equipes retrancadas, o que veio a resultar em constantes momentos de emoção, de lances de perigo sobre as duas áreas. A Chape empatou aos dez, do primeiro tempo com o ponta Rossi, e virou aos 42, com Artur Caíke.

No segundo tempo, Pedro, uma jovem revelação do Fluminense, empatou com um belo gol de peito, após cruzamento da esquerda. O empate animou os cariocas, que se lançaram ao ataque com mais intensidade, mas nenhuma das equipes pensava em recuar para garantir o resultado, era visível que pretendiam e buscavam intensamente a vitória.

Aos 34 minutos o ponta Rossi, já com cartão amarelo, aplicou um carrinho por trás, atingindo o tornozelo do lateral Lucas, do Fluminense, tendo sido expulso. Rossi, com o beneplácito do árbitro, saiu a passos de bicho preguiça, visivelmente fazendo cera. Dois minutos após, aos 36, mesmo com um homem a menos, a Chape foi ao ataque e conseguiu nova vantagem, de 3 a 2, com um gol polêmico, outra vez de Artur Caíke, a confirmação de que a bola realmente entrou deu-se com auxílio do árbitro de fundo.

Mas o Flu não se entregou, seu treinador colocou em campo um outro jovem talento das Laranjeiras, Marcos Junior, que entrou em campo como um predestinado. Recebeu dentro da área e bateu de primeira, pegando a bola de chapa, decretando o resultado final, 3 a 3, aos 42 minutos finais. Festa de gols e emoções. O Fluminense seguiu insistindo no ataque e nos três derradeiros minutos criou mais três oportunidades reais de gol.

Um jogo espetacular, uma disputa intensa, de meter inveja em nós Avaianos. Se
Claudinei se dispuser, pode assistir ao tape, para ver como é possível defender bem e atacar com eficiência, sem o recuo medroso, sem medo de ser feliz, coisa que fizeram ambas as equipes. O empate premiou os esforços dos dois times, ninguém merecia perder.

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Lance

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