segunda-feira, 31 de julho de 2017

SOMOS MEDÍOCRES E MEDIANOS, by Aguiar

Quando se participa de um campeonato, de uma competição, de uma disputa, sejam de quaisquer tipos, de quaisquer esportes, de quaisquer jogos, e ao ser derrotado se acha que isto é normal e esperado, a vontade de vencer aquelas disputas onde se deve ganhar pode não existir mais.
Ninguém entra numa prova da escola esperando tirar zero. Um soldado não vai para uma guerra antecipando que vai morrer ou tomar um tiro. Um carro de corrida não disputa uma prova já contente por chegar em último lugar. Portanto, um time de futebol não pode se acomodar porque perdeu um jogo cujo resultado era esperado.
Competição existe, exatamente, para se competir. Perder ou vencer fazem parte, mas não podem ser encaradas como naturais, independente do resultado. Vencer não dá direito a nenhum competidor relaxar para as próximas partidas, assim como perder não deve ser tratado como natural diante de um adversário teoricamente mais forte.
É desta postura da instituição Avaí a qual eu reclamo, sempre. É deste derrotismo declarado por todos, sejam torcedores, dirigentes ou jogadores, diante das dificuldades, que eu falo. Não é que o Avaí tenha que vencer todas as partidas e ser campeão mundial que eu proponho, mas que não se conforme com as derrotas, alegando ser pequeno humilde e sem qualidade.
Se vencer os fracos é natural, porque não se impor diante dos fortes?
Enquanto esta natureza conformista continuar a ser adotada seremos eternamente o que nos consideramos: medíocres, medianos e sem competência.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC e proprietário do blog Força Azurra. Foto acima: Jamira Furlani/Avaí FC

4 Comentários:

Fernando TS disse...

Nesse aspecto penso de forma semelhante. Será que os caras não têm um pouquinho de orgulho? Ainda que nas últimas rodadas a tônica do “perde na quarta, perde no domingo” tenha mudado um pouco, entrar num campeonato com o objetivo de “não cair” é triste. Imagina, você quer ser um cara de sucesso, mas o seu foco é conseguir o mínimo possível para ficar no limite, para permanecer estático, no nosso caso para deixar o Avaí na série A.

Até entendo essa coisa da realidade, de ter objetivos claros para não iludir a torcida e também não gastar muito dinheiro, contudo, penso agora individualmente nos jogadores. Fazendo um exercício de imaginação, vamos dizer que os jogadores não estejam contentes no nosso time e queiram oportunidades mais vantajosas. Será que o camarada entende que ele não terá contrato vantajoso se o time não for bem no campeonato. Esse grupo não almeja a glória esportiva?

Falta brio para essa turma. Falta querer um algo a mais. Parece que já entram derrotados.

Abraços!

Fernando TS

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Isso, Fernando, acho que você entendeu a minha bronca. Claro que não tenho ilusões sobre as possibilidades do Avaí. Ainda não estou babando e rasgando dinheiro.
Porém, é muito prático jogar por jogar. É o pacto de mediocridade assumido. A diretoria finge que faz um time, a comissão técnica finge que treina, os jogadores fingem que jogam e a gente, os tansos do lado de cá, ficamos a ver navios, porque não podemos fingir que torcemos.
Dá para ver claramente que não há nenhum bicho-papão no campeonato e um pouquinho mais de bunda arrastada na grama daria mais sucesso.
Mas, enfim, como dizem os donos do clube, se a gente quiser um time vencedor que vá torcer pro Barcelona.

André Tarnowsky Filho disse...

Fernando TS,

A impressão que se tem é que muitos vieram para cumprir a temporada por aqui, esperando o ano acabar para seguirem suas vidas...
Nos faltaram duas contratações pontuais, de jogadores que viriam para qualificar o elenco.
Vamos com o que temos e o preço pode ficar muito caro...

André Tarnowsky Filho disse...

Aguiar,

Sem dúvida alguma, um pouco mais de entrega, um pouco mais de dedicação, se interpretarem o hino como devem, não há dúvidas de que o Avaí pode fazer história...

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