sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Avaí lembrado pelas homenagens às vítimas do ataque nuclear

Wataro com o manto sagrado ao lado das jornalistas japonesas e descendentes   Foto: Divulgação / Naoki Ogawa
A comunidade de Núcleo Celso Ramos, em Frei Rogério, a primeira de japoneses em Santa Catarina, ainda vive a emoção das solenidades de lembranças dos ataques atômicos na 2ª Guerra Mundial sobre Hiroshima e Nagasaki. No fim de semana foi a homenagem do Avaí e esta semana a visita de duas jornalistas japonesas preparando material especial para rodar no Japão. Um dos sobreviventes dos ataques, Wataro Ogawa, de 88 anos, foi o personagem principal. Ele posou para fotos com a camisa do Leão da Ilha, com o número 72 e escrito Nagasaki às costas.
O filho do senhor Wataro, Naoki Ogawa, não escondia a sua satisfação com as homenagens nesta quarta-feira. “Nós ainda estamos muito gratos ao Avaí pela lembrança, por nos levar na Ressacada, por dar este presente compartilhado com meu pai”, lembrou a homenagem no domingo, no gramado do Estádio. Além do senhor Wataro, no Núcleo Celso Ramos ainda tem outro sobrevivente dos ataques, Naoyuki Imazato, de 73 anos. Ele tinha um aninho quando os EUA despejaram as duas bombas no Japão.
Naoki Ogawa contou que seu pai tinha 16 anos e estava alistado nas forças do Japão. Ele estava distante 30 km de Hiroshima quando caiu a primeira bomba em 6 de agosto de 1945. Duas semanas depois ele adentrou a cidade e pode ver a destruição, o cheiro forte. Depois ele foi para sua cidade, Nagasaki, também destruída. Hoje conta suas histórias nos fins de tarde para quem visita o Núcleo, em Frei Rogério, Meio-oeste Catarinense. “As jornalistas japonesas ficaram impressionadas com a ação do Avaí em participar destas homenagens, o que para nós foi motivo de muito orgulho ter recebido isto de um clube da primeira divisão”, disse Naoki.
Wataro, de 88 anos, sobrevivente do ataque nuclear  Foto: Divulgação
FREI ROGÉRIO
Em Frei Rogério, no Núcleo Celso Ramos, na primeira comunidade de imigrantes japoneses em Santa Catarina, foi erguido o Parque Sino da Paz, que relembra o episódio das bombas atômicas lançadas sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, na 2ª. Guerra, uma homenagem às vítimas e seus sobreviventes.
No parque, foi construído um monumento que abriga um sino de bronze que tem mais de 400 anos. Um presente do governo do Japão para o nosso país. Em todo o mundo só existem três sinos iguais a este, sendo um na sede da ONU, outro em Hiroshima e este em Frei Rogério.
Em Frei Rogério esta catástrofe foi transformada pelos sobreviventes em uma história de recomeço e difusão da paz.  Cada pessoa que passa pelo Parque do Sino da Paz leva consigo uma semente e tem o dever de fazê-la germinar.
Fonte: Avaí FC

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