domingo, 6 de agosto de 2017

CRISE DE QUALIDADE, by Roberto Costa

O futebol brasileiro como um todo, está em crise de qualidade. Apesar das seguidas revelações, talentos natos, que surgem no Brasil, a qualidade dos espetáculos em nosso território está sofrível. Somos eficazes formadores de profissionais, mas a sucção dos milionários centros futebolísticos os leva ainda jovens. O resultado são as peladas que somos obrigados a consumir.

Até umas poucas décadas atrás, os times importantes do Brasil geralmente possuíam um ou dois extraordinários jogadores, verdadeiros craques, como Zico, Rivelino, Sócrates, Zenon, Pelé, etc, mas os demais, que compunham as equipes, em geral eram todos de elevada categoria. Então, assistir a um jogo desses times era, com toda certeza, desfrutar um belo espetáculo. Quando vinham jogar em Santa Catarina, por exemplo os cariocas, Vasco, Flamengo, Botafogo, era sempre um acontecimento portentoso. Hoje em dia, a maioria dos times brasileiros é um amontoado de broncos, no meio dos quais alguns de talento apenas razoável buscam se destacar, enquanto sonham com o eldorado europeu.

Ontem assisti a dois jogos, Internacional e Guarani, e Time do Estreito e Paisandu, pela segunda divisão. O Guarani, de tantas glórias passadas, espero que tenha tido uma jornada ruim, que seu time não jogue apenas o que produziu ontem, porque foi de dar pena. Jogadores sem inspiração alguma, um número elevadíssimo de erros de passe, de bolas recuadas, coisa horrível de se ver. O Inter venceu por dois a zero e parece que finalmente começou a reencontrar o seu futebol. O Paisandu conseguiu ser um pouco pior, time sem alma, sem pegada, que chegava à intermediária adversária e não sabia o que fazer com a bola. O time do Estreito deu um ar da sua graça, apesar da fragilidade do adversário, o treinador interino parece ter conseguido que alguns falem a mesma língua. Conseguiram um gol nos derradeiros minutos do primeiro tempo e, recuados, mantiveram o resultado, selando a vitória por um a zero.

Logo mais estaremos com nosso Azulão enfrentando o temido Santos da Vila. É claro que nosso Clube, que foi de João Salum, e já escreveu páginas bem mais honrosas em sua História, também padece hoje das mesmas dificuldades para formar um time competitivo. Mas vamos com o que temos e vamos pra cima, acreditando, que nenhum adversário é imbatível. Vamo, Vamo, Avaí, quem sabe fazer a "coza".

* Roberto Costa é associado do Avaí FC 

1 Comentário:

ney.lf disse...

Roberto,
Depois de ir a Curitiba não ver o Avaí jogar, com postura covarde que vem desde o Estadual, aderi a torcida organizada do pijama e, por não ter expectativa de melhora e, por medo de infartar de tanta raiva, desgosto e decepção, decidi, pela minha saúde, só voltar a Ressacada ano que vem, na esperança em voltar a ver o meu Leão, forte e destemido, sem medo de ser feliz.
Este fone covarde não é O meu Avaí.

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