segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

VI EVOLUÇÃO NO TIME DO AVAÍ, by Roberto Costa

Perguntado na mídia, pela razão de o argentino Martinuccio, que definiu com seus gols os dois últimos jogos em favor do Leão não ter saído jogando, Claudinei alegou que para isso precisaria mexer em duas posições. 

Nunca fui treinador e, claro, não tenho a experiência que ele tem, mas acho que Martinuccio poderia fazer melhor o que Rômulo vem fazendo, com a vantagem do argentino estar com moral elevada, embalado pelos dois gols decisivos que fez. Jogadores têm seus momentos, às vezes bons, às vezes maus, atravessam fases e quando o momento ou a fase é boa, entendo que devam ser priorizados. O gringo já mostrou boa presença de área e cheiro de gol, por outro lado, um banco pode fazer bem ao Rômulo, ajudá-lo a reencontrar o seu melhor futebol.

Confesso que temia esse clássico, com base nas apresentações limitadas dos jogos anteriores, a falta de conjunto e a incidência considerável de erros de passe, mas vi um Avaí mais coeso ontem, mais consciente, tocando melhor a bola que o seu adversário, embora não criando no primeiro tempo reais situações de gol, assim como o time do Estreito também não. Ao que parece, André Moritz é um dos fatores desse crescimento na qualidade do time do Avaí.

Foi um primeiro tempo de poucas emoções e acho que Judson poderia, com um pouco mais de auto-controle, não ter cometido o pênalti favorável aos barbies, a meu ver sem necessidade, e que lhes deu, sem merecimento, a primeira vantagem no marcador. Felizmente Maurinho, ao findarem-se os primeiros quarenta e cinco minutos, e quando já se esperava um início de segundo tempo em desvantagem, após receber rebote de mão dentro da área, de um defensor adversário, teve a calma para escolher o canto e decretar o empate.

Veio o segundo tempo e o inesperado, o inimaginável. Betão, nosso anjo da guarda, nosso homem de confiança na cozinha, atrasou mal a bola favorecendo um adversário, que invadiu a área e desviou de Kozslinsky, estabelecendo nova vantagem ao time do Estreito. O pênalti de Judson e essa falha do Betão foram dois presentes de grego, que certamente nos impediram de vencer o jogo. Mas os dois atletas têm crédito e não por isso devem perder suas condições de titulares.

Alemão parece que pretende encarar uma carreira de zagueiro goleador, tem mostrado boa colocação na área e ontem contribuiu com mais um gol importante, escorando de cabeça cruzamento certeiro de Marquinhos, em cobrança de escanteio, estabelecendo nova igualdade. Eram 34 do segundo tempo. Aos 39, novo impacto no coração da torcida azurra, após falha coletiva da defesa, inclusive de Kozlinski, os barbies voltaram a ter vantagem no marcador.

Tudo pra desanimar, o tempo de jogo restante era diminuto, mas o Leão conseguiu manter a serenidade, conquistando o empate a 45 do segundo tempo, através de Marquinhos, cobrando pênalti sofrido pelo garoto Getúlio, derrubado dentro da área pelo goleiro Denis. O resultado não foi o esperado, mas vi evolução no time do Avaí. 

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Frederico Tadeu/Avaí FC

10 Comentários:

Paulo disse...

Nas três vezes que o Avaí esteve atrás no placar, foi para cima e fez os gols!! Solta o time Claudinei!!

Achei um time sem pegada, sem vontade de jogar um clássico!!

André Tarnowsky Filho disse...

Damian,

Respeito tua opinião, mas não concordo...

Fernando Avaiano disse...

Temos algumas carências, entre ela o goleiro. Penso que o treinador é muito retranqueiro. Poderia ter colocado o time em cima do Figueira a mais tempo. O Romulo também é de lascar, a 2 anos sem jogar bola, complicado. O João Paulo, está feia a coisa. O Betão foi mau nessa partida, fazer o que.

Rosalbo Júnior disse...

O clássico mostrou uma coisa: avai e figueirense estão iguais. Dois times horríveis. Sem nada para mostrar.

Além de algumas considerações:

Definitivamente o claudinei não sabe escalar time. Tanto que depois das alterações o time melhorou. Isso pra não chamar de retranqueiro.

Rafinha = Lourenço. Por qual motivo não economizamos nessa contratação????? Tática do que é de fora é melhor? Os dois são horríveis. Pequenos, ciscadores e não produzem nada.

E a mais intrigante: Como um time que quase foi rebaixado para a série C do ano passado consegue trazer o Denis como goleiro (acho muito bom) e o Avai me traz o Rubinho (que depois de perder 10 kg precisará perder mais uns 2kg pra jogar no meu time aqui da quadra) O rubinho era o único barrigudo na apresentação do uniforme novo...... meu senhor, como pode isso!

André Tarnowsky Filho disse...

Antônio Bernardes,

Também não vou concordar contigo, exceto na observação sobre o Kozlinski.
No mais, creio que o Avaí foi sempre superior ao "doladelá", que chegou ao gol somente na hora do pênalti, pois estava sendo dominado.

André Tarnowsky Filho disse...

Rosalbo,

Não vejo dessa forma, principalmente quando elogias o goleiro Denis. Quanto ao Rubinho, espero que entre em forma rápido...
Também não gostei do Rafinha, assim como não vejo Lourenço com bons olhos, mas Getúlio mostrou serviço.
De uma maneira geral, o Avaí está em crescimento, mas ainda falta muita coisa.

Marcio disse...

É bom lembrar q o lançamento do Lourenço para o terceiro gol, foi lance de Ressacada!!!!!

Roberto disse...

E o Wesley, que foi relacionado na seleção da Copa São Paulo?
Deve ter jogado muita bola. Quando vai ter chance, pelo menos no banco? - RC

André Tarnowsky Filho disse...

RC,

Muita calma nessa hora, mas concordo contigo...

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