quarta-feira, 7 de novembro de 2018

COMPLICAMOS, by RC

Um pouco de falta de sorte nas duas bolas na trave com cinco minutos de jogo, mas fizemos um bom primeiro tempo, criando mais oportunidades de gol, o Atlético pouco incomodando. Somente a 42, num lance de oportunismo, Rodrigão tocou sutilmente a bola para o fundo da rede, esta entrando junto ao pé da trave, apesar do esforço do goleiro adversário.

Veio o segundo tempo e o Atlético voltou melhor. Talvez Geninho tenha oferecido o campo, para jogar de contra-ataques. Verdade é que nossos contra-ataques não estavam acontecendo e nossa defesa passava sufoco. O  tempo passava e Geninho demorava a perceber que Jones Carioca estava sendo um jogador a menos, ele parece que não aguenta jogar noventa minutos e com isso o Atlético começou a gostar do jogo, subiu ao ataque, e a 66 fez o gol de empate, num cruzamento da esquerda, lance em que Betão cochilou e Kozlinsky contribuiu com péssima colocação, colado ao poste direito, num lançamento vindo da esquerda. Alô, treinador, aconteceu também no gol do Oeste, aquele de bola prensada.

Mas o contra-ataque esperado veio e com ele nosso segundo gol, a 80 minutos.  Bola roubada no grande círculo, Renato formou corrida e mesmo acossado chegou velozmente à entrada da área, tocando de cavadinha na saída do goleiro, para o fundo das redes. Gol de categoria. Estávamos naquele momento carimbando o passaporte do acesso, bastava tomar as precauções defensivas, gastar o tempo e trazer na bagagem os três pontos.

Infelizmente Luanzinho, que entrara em lugar de Jones Carioca, foi afoito sobre um adversário dentro da área, chocando-se contra o mesmo, que obviamente caiu e o árbitro marcou o pênalti. Lance mais caracterizado que este tivemos contra o Oeste e não apitaram. Julio Cesar bateu, no meio do gol, mas Kozlinsky saltou para o canto direito, e o empato se definiu em 2 a 2.

Com a saída de Judson (parece que pediu para sair) Geninho fez entrar Luan no jogo. Geninho gosta de sofrer, de viver perigosamente, de testar o sistema cardíaco do torcedor.
Nunca vi um grande jogo desse rapaz, ele adora abastecer de bola parada os adversários. No primeiro lance no meio do campo, desnecessariamente, atingiu com o braço o rosto de um adversário, ganhando cartão amarelo. Felizmente foi o terceiro e não tem como entrar contra o Fortaleza.

Torci pela vitória do Fortaleza, para que no sábado viesse já campeão, de sangue doce, de ressaca, mas não era nossa noite de sorte. O Fortaleza saiu na frente, mas cedeu o empate. Complicamos.

* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC

2 Comentários:

Anônimo disse...

O Betão cochilou no gol de empate do Atlético Goianiense, isso é fato. Quanto ao lado direito defensivo do Avaí, falta o Guga acompanhar o jogador adversário para que os cruzamentos não ocorram com tanta facilidade. Além disso, acho o time do Avaí muito "bonzinho" e ingênuo. Falta um pouco mais de esperteza e maturidade. O que foi aquele recuo do time no 2º tempo? O que foram aqueles gols perdidos?

Carlos avaiano disse...

Extra Extra Extra, GLOBO e CBF, deram ordem para o avai não ganhar um jogo fácil ontem contra um time sem vontade, mandando nossos atacantes perderem gols Claros e cometer pênalti ridículo que só marcam contra nós.

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