VAR, UMA TECNOLOGIA A FAVOR DA MANIPULAÇÃO, by RC
O uso do VAR no futebol brasileiro ao invés de reduzir as polêmicas parece que tende a aumentá-las. Há coisas que se mantém nebulosas não só para o torcedor "consumidor" desse esporte, como também para jogadores e dirigentes. Todos sabemos o que é escanteio, pênalti, falta etc. mas para entendermos com clareza as atribuições do VAR ainda vai demorar, porque parece que também não há muito empenho em torná-las bastante claras.
Primeira coisa que precisa ficar bem claro para os árbitros, é que esse instrumento é seu aliado, que o seu objetivo é dar-lhes melhores meios de saírem de campo com a convicção de que não cometeram nenhum erro, de que não prejudicaram o espetáculo, nem produziram prejuízos indevidos a nenhum Clube. Assim, o árbitro sempre que alguma dúvida for suscitada em caso de pênalti ou gol anulado deve, para seu próprio bem, socorrer-se do recurso às imagens. Quer dizer, dentro da ótica de que o árbitro realmente entrou em campo para trabalhar de forma idônea, sem obscuras intenções.
As diferenças de interpretação têm sido uma constante rodada a rodada. No jogo do Avaí contra o Atlético Mineiro a turma do VAR ignorou o pênalti claro sobre Betão e, naquela de "João sem braço", limitou-se a observar uma hipotética bola na mão daquele jogador, como forma de anular o gol avaiano. Os árbitros de plantão da TV discordaram da decisão, confirmando a ocorrência do pênalti sobre Betão. No jogo contra o Vasco, duas bolas chutadas a gol contra a meta do time carioca chocaram-se com a mão de defensores dentro da área, mas o árbitro ignorou os pedidos dos jogadores do Avaí para o recurso às imagens do VAR. Sem contar o escanteio inexistente que resultou no gol do Vasco. Aliás, o que se desenha nesse breve início de campeonato é que existe já uma predisposição para salvar do desastre o Vasco, haja vista também o pênalti escandaloso que não foi assinalado contra esse clube no jogo de domingo e a favor do Botafogo. O árbitro estava longe do lance para ter convicção, as reclamações dos atletas do Botafogo foram intensas e ainda assim ele preferiu assumir a responsabilidade, dispensando o VAR e cometendo uma injustiça que só não foi mais contundente porque o Botafogo conseguiu manter até o fim o resultado de um a zero. Como se não bastasse, o que só agradou ao Vasco, deu 8 (oito) minutos de acréscimo no tempo de jogo. O recurso ao VAR devia ser sempre obrigatório em caso de pênalti e gol anulado, atendendo a pedido da parte que se sentir lesada, por solicitação do capitão do time hipoteticamente prejudicado.
E no domingo tivemos aquele absurdo empurrão dentro da área, novamente sobre Betão, que o jogou ao chão e retardou o seu combate ao jogador Guerreiro, facilitando a este jogador a marcação do primeiro gol do Internacional. O árbitro virou as costas para o VAR. Na área do Internacional este mesmo lance resultaria em anulação do gol do Avaí, estou certo disso. VAR, uma tecnologia a favor da manipulação?
* Roberto Costa, o "RC", é associado do Avaí FC. Foto acima: Guilherme Hahn








Vale a pena acrescentar o endosso da grande mídia a esse estado de coisas. O lance do empurrão sobre o Betão não recebeu críticas na grande mídia, sequer constam na reprodução do gol do Guerreiro, mostradas em nível nacional. Os esbulhos aos times menores são encarados como coisa corriqueira, pra não dizer normais.
Os jogadores do Avaí precisam ser mais fortes nas reclamações sobre os árbitros, a fim de serem melhor servidos pelos recursos do VAR. - RC
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