A PALAVRA PLANTEL, by RC
A palavra plantel, originariamente designando conjunto de animais de criação, aos pouco ganhou o mundo do futebol por sua aplicação indevida, mas habitual, pelos cronistas esportivos, a língua enriquecendo-se através do uso. Hoje o dicionário já contempla essa segunda acepção e, portanto, o termo ampliou seu significado.
Imaginemos um empresário bem sucedido, os cofres estufados de grana, pensando em como aplicar essa grana. Se ele pensar na palavra plantel, irá deparar-se com suas duas opções. Na primeira, precisará investir numa fazenda onde colocar o plantel, pagar os impostos respectivos, precisará contratar peões e capatazes, com implicações trabalhistas, os quais deverão administrar o negócio, cuidar dos animais, cercá-los, vigiá-los, alimentá-los, vaciná-los. Se optar pela segunda acepção da palavra plantel, grupo de jogadores de futebol, a sua fazenda será o Clube em que dito empresário negociar a colocação de sua mercadoria, o clube, fazenda lucrativa e sem as implicações e comprometimentos da outra, cujos semoventes não lhe trarão despesas com cerca, com vacinas, com alimentação etc, tudo por conta da entidade que os receber. O dinheiro faz coisa.
Ao que parece, a lei que trouxe toda essa situação identifica-se com o nome de um grande jogador, dito rei, ou melhor de um ex-jogador, de um tempo em que já raciocinava como empresário e como empresário cunhou esse dispositivo legal.
Os negociantes e seus negócios estão matando, sob esta lei, a paixão, a aura de esportividade que havia em torno do futebol. O grande plantel de empresários endinheirados achou o pasto verdinho e tenro onde cair de boca. Os clubes já são meros pretextos, marcas de fantasia, balcões de negócios de terceiros, e cada vez mais massas falidas. O sonho acabou?








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