PENSAR O JOGO, by RC
Quais os predicados que fazem de um jogador de futebol um bom jogador?
Primeiro, inescapável e básico, é certamente uma boa condição atlética. Bons músculos,
resistência, ossos fortes, velocidade, impulsão, bons reflexos. Com isso o pretendente a
bom jogador já tem meio caminho andado.
Mas tudo isso pode no fim das contas nada significar, se um certo grau de inteligência não constar dos predicados do candidato e ele jogar raciocinando somente com os pés, sem pensar o jogo.
Evidente que ocorrem lances críticos em que a ação precisa ser reflexa, imediata, mas no geral o bom jogador deve desenvolver o autocontrole que lhe possibilite sempre usar o discernimento em cada ação que pratique dentro de campo.
No jogo de ontem, entre Figueirense e CRB, um jogador deste time definiu a vitória no jogo
em dois atos impensados e totalmente dispensáveis, sendo responsável direto pela derrota de seu time. Não sei se o treinador atentou para os detalhes, para ter uma conversa esclarecedora com o seu pupilo, para que seja mais racional em sua maneira de jogar.
O atleta do Figueirense estava na intermediária do CRB, próximo à lateral, com a bola, mas de costas para a trave adversária, portanto, sem representar qualquer ameaça imediata de gol. Então o lateral Hugo, do CRB, de forma atabalhoada, sem pensar, jogou seu corpo faltosamente contra as costas do Atleta do Figueirense, derrubando-o e oferecendo gratuitamente um lance de bola parada ao adversário, lance que lhe custou também
um cartão amarelo. Lançada a bola sobre a área saiu o primeiro gol do Figueirense.
Como se não bastasse, poucos minutos depois, o mesmo Hugo agarrou adversário que escapava, e o fez desnecessariamente, ainda longe do gol e quando sua defesa estava bem postada, em condições de conter o atacante. Resultado, segundo amarelo e o vermelho. Daí pra frente as dificuldades do CRB aumentaram e o Figueirense teve sua vitória facilitada.
Ocorre com muita frequência também, o lance do zagueiro bonzinho. O atacante está de costas para o gol, junto da linha de fundo, rezando para o defensor o derrubar para ter uma bola parada, e o defensor vai e faz o que o atacante esperava. Tem zagueiro que depois disto ainda estufa o peito, como se tivesse praticado um ato heroico e salvador. Já vi, ao longo do tempo, alguns jogadores (desnecessário dar nomes) do Avaí, cometerem esse despautério.








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