Bom dia, Azurras - nº 4.346
O QUE QUER, COMO QUER
Depois
dos últimos acontecimentos no último fim de semana, que dentro de campo com a
vitória do Corinthians sobre o Avaí, quer fora dele, com agressões de cunho machista
e de profunda mesquinhez, tal o nível rasteiro dos comentários, creio que está
na hora de virar a página até porque “vida que segue”...
No
entanto, pelo “bombardeio” de vídeos que recebi dum programa da UOL, onde o jornalista
Mauro César Pereira detona o Avaí, chamando de “muito fraco”, entre outras
coisas, inclusive dizendo que não é time de Série A...
Fiquei
pensando o que o jornalista carioca e torcedor do Flamengo estaria imaginando
para o Campeonato Brasileiro da Série A, até porque há um momento de sua fala
em que ele afirma que não podemos ter mais de 18 clubes.
Certo,
mas quais seriam os tais 18 clubes?
Por
razões óbvias, e o Flamengo que ele torce está disputando as primeiras
colocações em todas as competições, o seu time estaria entre os 18, mas de
plano, sobrariam dois. Quais?
Como
se percebe, cada um vê o mundo como quer e o que quer ver nele, e no caso em
tela, rasgando todos os regulamentos, certamente para beneficiar as equipes tida
como maiores, principalmente as do eixo Rio- São Paulo.
O FUTEBOL
MUDOU
Está
certo, como disse acima, que o Flamengo vem disputando a ponta das competições
em que participa, mas num passado recente, as coisas nem sempre foram assim, independentemente
da força de sua torcida.
Até
mesmo a questão do endividamento do clube rubro-negro era gigantesca,
precisando de muita austeridade numa determinada gestão para voltar aos
trilhos...
Não
custa lembrar, dos 20 clubes da Série A, apenas Flamengo, Santos e São Paulo
não passaram pelo rebaixamento, como também é o caso do Cuiabá, que está em sua
segunda participação na elite do futebol brasileiro.
Diante
disso, fica a pergunta: quais seriam os outros 15 clubes para a formação de uma
Série A adequada, ao menos no entendimento de Mauro César?
E OS OUTROS?
Se
dermos uma “ipsiadinha” para o andar debaixo, a Série B, vamos encontrar alguns
clubes tradicionais, campeões brasileiros, tais como Bahia, Cruzeiro, Grêmio,
Guarani, Vasco da Gama e Sport (acho que esse Mauro César não considera)...
Seria
esse sexteto um conjunto de clubes de Série A ou Série B?
A
pergunta se faz necessária porque ao longo da história todos tiveram seus
momentos de glória, mas talvez a fase atual não lhes credencie, ao menos dentro
de campo, para estar na elite do futebol brasileiro.
CHEIRO DE COPA
JOÃO HAVELANGE
A
fala preconceituosa do jornalista carioca remete-nos aos anos 90, onde o
futebol brasileiro era pra lá de conturbado. E de 1999 para 2000, se montou a
Copa João Havelange, onde um clube como o Fluminense, que tecnicamente deveria
disputar a Série B, foi puxado para a Série A, e até o “doladelá” aproveitou-se
do embalo para se estabelecer na Série B, quando deveria estar disputando a
Série C...
Ao
que tudo indica, esse discursinho elitista do carioca flamenguista, vai ao
encontro daqueles que querem a formação da Liga, fazendo os “ajustes”
necessários para tornar o futebol brasileiro tecnicamente melhor...
Será?
Tenho
minhas dúvidas, mas até por razões óbvias, se Cruzeiro, Grêmio e Vasco da Gama,
principalmente esses três, derraparem outra vez na “estrada” sinuosa da Série
B, não duvido que tenham um “impulso” dos parceiros da Liga...
FUTEBOL É DA
TORCIDA
Dia desses, nesse mesmo espaço,
escrevi uma nota intitulada “INVEJA DOS CEARENSES”, onde salientei que o Ceará, o “Vozão”, está com 45.187 sócios, enquanto que o tricolor
Fortaleza, o “Leão do Pici”, tem 44.074 sócios...
A dupla
Athe-Tiba está com aproximadamente 70.000 sócios, 37.000 do alviverde e outros
33.000 do Furacão. Em São Paulo, desconsiderando o Red Bull Bragantino, que não
divulgou seu número de associados, o Santos vem com 30.000 sócios, São Paulo
40.000, Corinthians 50.000 e Palmeiras 60.000...
No Rio de
Janeiro, o Botafogo está com 25.000 sócios, o Flu com 34.000 e o Fla com 68.000
(entre eles, Mauro César, salvo engano). A dupla Gre-Nal está na faixa de
79.000 associados cada um, enquanto que o Atlético-MG ri à toa com mais de
126.000 sócios...
Como se
percebe, a organização de clubes fora do eixo Rio-São Paulo, tem trazido um
retorno interessante para alguns, notadamente Ceará, Fortaleza, Athletico, Red
Bull Bragantino e até modestamente com 7.000 sócios, o Cuiabá.
Portanto, priorizando
a torcida que quer ver seus clubes crescerem, apesar de estarem sujeitos à
chuvas e trovoadas, a fala do jornalista carioca não pode ser levada à sério...
O futebol
ainda é da torcida e deve ser jogado dentro de campo. Simples assim.
INGRESSOS À
VENDA
O serviço do
jogo Avaí x Goiás, segunda-feira, dia 25, na nossa bela Ressacada, foi divulgado
ontem, e dessa vez aparece com o associado podendo comprar dois ingressos por
R$ 50,00, em qualquer setor do estádio.
Como já
anunciado antes mesmo da estreia contra o América-MG, o Avaí dividiu seus
adversários em dois grupos, e o Goiás está no grupo 2, clube com média ou baixa
atratividade e pouco potencial de ocupação do estádio.
Assim, aplica-se a tabela de valores dos ingressos, que segue:
A
meia-entrada corresponde a 50% dos valores acima. Para conferir o serviço do
jogo completo, clique AQUI.
SEM
GRATUIDADE
Como escrevi
na ocasião da divulgação dos valores dos ingressos aplicados pelo Avaí, mesmo
considerando os preços abusivos, estava nítido que não havia como manter
aqueles valores do final da Série B do ano passado, muito menos no Catarinense
deste ano.
Não há mais
aquela demagogia barata de que o associado pode “levar mais um” ou “levar mais
dois”, e até mesmo a promoção para a próxima partida não veio em percentual,
mas num valor fixo de R$ 50,00, com cada associado podendo adquiri até dois
ingressos.
PROMOÇÃO PARA ASSOCIADOS
Para a partida da próxima segunda-feira, Avaí x Goiás, o Avaí
sorteará 6 (seis) sócios adimplentes que poderão assistir ao jogo no camarote,
com direto a levar um acompanhante.
Por razões óbvias, a promoção é direcionada para os
associados adimplentes, que fizerem a respectiva inscrição, cujas orientações o
amigo leitor pode conferir AQUI e se
inscrever.
Participe e vamos torcer pelo Leão!
TODOS À
DISPOSIÇÃO
Diferente do
que aconteceu na estreia contra o América-MG e na rodada passada quando
enfrentou o Corinthians, dessa vez o técnico Eduardo Barroca terá todo o elenco
avaiano à disposição, inclusive aqueles que estavam no departamento médico.
Para a
partida de segunda-feira contra o Goiás, terceira rodada do Campeonato
Brasileiro da Série A, creio firmemente que Barroca fará algumas alterações na
equipe, até mesmo pelo que coloquei esta semana, a equipe que atuou no
Catarinense precisa “descansar”...
Jean Pyerre
no meio de campo é o mínimo que a torcida deseja, além de outras mudanças com
os novos contratados.
GOIÁS
PERDEU
Assisti
apenas parte do segundo tempo até o final da partida em que o Goiás perdeu por
2 a 1 para o Red Bull Bragantino, pela terceira fase da Copa do Brasil, jogo de
ida, realizado em seu reduto, o estádio Hailé Pinheiro, em Goiânia.
Ainda
que tivesse aberto o placar no início do jogo, o Goiás sofreu o empate ainda no
primeiro tempo e a virada veio na etapa complementar, com vitória do Massa
Bruta por 2 a 1.
Um
bom jogo, equilibrado, de duas equipes de Série A, mas prevaleceu a melhor
técnica do clube de Bragança Paulista.
O
Goiás não tem tido vida fácil. Nas semifinais do Goianão, perdeu o jogo de
volta para o Iporá, 3 a 2, mesmo assim passou para a final, onde perdeu os dois
jogos para o Atlético-GO, 1 a 0 e 3 a 1. No Brasileiro, perdeu para o Coxa, 3 a
0, e empatou com o Palmeiras, 1 a 1. Ontem derrota pela Copa do Brasil. Seis
jogos sem vencer...
Que
não se recupere em cima do Avaí!
Saudações AvAiAnAs!















Bom dia André, entendo quem tenha se ofendido com a fala do jornalista. Porém, mesmo eu torcendo apenas para o nosso leão, não fiquei incomodado.
Teve certo momento que ele comentou da Chape do ano passado, e realmente não era um time de série A, era um time de série B jogando a série A.
Pelo que entendi ele quis se referir a estranhos no ninho, e nesse ponto, concordo que nosso time ainda é um estranho no ninho na série A, pois tirando a brilhante campanha de 2009, sempre estivemos brigando para não cair.
Só enfatizando que não estou aqui para defender o jornalista, porque sabemos que sempre vão colocar o eixo Rio-SP acima dos outros, apenas mostrando uma percepção diferente da que teve o amigo
Um abraço e que venha a vitória no próximo jogo!
Assisti ontem a Flamengo e Palmeiras.
Um zero a zero que deu gosto de ver.
Que no meu ponto de vista atrapalhado pela arbitragem (ruim para os dois lados).
Em campo dois dos três melhores times da atualidade no Brasil.
Destaques da partida no meu ponto de vista: de um lado, Everton Ribeiro; de outro, Rafael Veiga (enquanto esteve em campo).
Ambos meio campo. Meias clássicos. Veiga um pouco mais moderno, com vigor físico mais apurado.
Uma constatação: Os dois times iniciaram a partida no 4-5-1.
Repito: dois dos três melhores times do país (incluindo o atletico-MG) jogando no 4-5-1. O flamengo mais por necessidade, já que não tinha bruno henrique, mas se tivesse, jogaria no 4-4-2.
A variação tática do Palmeiras na partida, inclusive comentada durante a transmissão, era impressionante. Alternavam para 5-4-1; 3-5-2; com meias chegando ao ataque dos dois lados. Jogo bom de assistir.
Enquanto isso, na cultura enraizada na Ressacada de manter o esquema 4-3-3, sem jogador de meio campo, assusta.
Vamos torcer para que se coloque os novos contratados para jogar e que eles possam fazer do Avai um time competitivo, mas alterar o esquema reforçando o meio campo seja fundamental.
Sorte e saúde para os avaianos
Concordo plenamente com o comentário do Rosalbo. Espero que Barroca tenha visto o jogo e aprendido alguma coisa. A esperança é a última que morre...
Rosalbo Júnior muito bem observado o sistema de jogo que o Flamengo e o Palmeiras atuam. Salvo engano de minha parte, o melhor time do mundo, o Liverpool, também joga assim, mais fechado e com ataques rápido. Só na Ressacada se comete a idiotice de jogar, há tempo, no esquema 4.2.4 ou 4.3.3 que provada uma enorme cratera no meio de campo. O pior é que apesar dos reclamos da torcida, a direção do nosso clube não faz absolutamente na cessar essa insanidade.
Gostei do comentário do Rosalbo. Também tenho preocupação com esse sistema tático do Barroca. Silas transigiu, despiu-se de suas crenças, alterou o sistema e deu-se bem com o novo, simplesmente o "três, cinco, dois", ou seja, o reforço, o povoamento do meio-campo.
Acho que não podemos nos iludir, o que apresentou nossa defesa no jogo contra o Corinthians, digo melhor, o que não apresentou nossa defesa, foi de doer na alma.
Talvez a defesa tenha sido vítima do próprio sistema. Dominar o meio sempre foi crucial para bons resultados. - RC
Resumindo, o Claudinei estava certo!!
Paulo. O problema do Claudinei não era o esquema. O problema eram as escolhas e panelinhas, se fosse ele ia deixar o Jean Pyerre no banco e botar o Lourenço de meia (pq não ia ter deixado mandar embora)
Bairrismos e clubismos a parte, concordo plenamente que o time que jogou contra o Corinthians é muito fraco e sem condições de jogar série A. Costumo até dizer que Floripa não tem e não acredito que algum dia terá condições de jogar uma série A com algum objetivo que não seja se manter e aí ficam conhecidos como times ioio.
Acredito que os clubes das grandes metrópoles como Recife, Bahia, Rio, SP, RGS, BH, etc quando se organizarem financeira e administrativamente falando, e acho que isto chegará com as SAFs, nunca mais teremos chances de participar da série A sem precisar diminuir para 18 clubes como propõe o jornalista bairrista/clubista, a seleção acontecerá naturalmente.
Vamos aproveitar e curtir o momento porque o futuro a Deus pertence...
Bom dia, Gabriel!
Em momento algum me senti ofendido com o jornalista, muito menos incomodado. A questão é que não concordo com as colocações dele, eivada no preconceito, prepotência e elitismo.
Não só da Chape, mas também do Sport ele comentou. Mas a pergunta que não respondeste, nem ele citou, quem seriam os 18 clubes?
Quanto aos “estranhos no ninho”, lembro ao amigo que o futebol mudou, ao ponto de termos na Série A, dos ditos grandes, apenas três times que não foram rebaixados.
Meu temor, sim, é que com a chegada dessa Liga, esses “jornalistas” com selo de intelectuais, deem o aval para uma nova virada de mesa, colocando pelo elevador aqueles “grandes” que estão patinando na Série B. Simples assim.
Abraço e que tenhamos mais uma vitória contra o Goiás!
Rosalbo,
Perfeito!
Não é a primeira vez que comentamos isso no blog.
A própria eliminação no Catarinense para o Brusque foi fruto dessa matemática que Barroca não aprendeu: perdeu o meio de campo nos dois empates!
Espero que não deixe Jean Pyerre jogando sozinho...
Avaiano Desiludido,
Eu também!
Manoel Nilson,
Sim, fica estranho assistirem o Avaí ser dominado facilmente no meio de campo e ninguém cobrar uma melhor performance de Barroca...
RC,
Verdade. Tema esse, inclusive, sendo tema de vários de teus textos.
Só faço uma ressalva: a mudança de Silas foi por "livre e espontânea pressão" do pessoal do departamento de futebol, principalmente Moisés Cândido e LA...
Caso contrário, manteria as convicções dele.
Damian,
Não chega a ser o caso, mas não estava totalmente errado.
Creio que o maior problema de Claudinei foi ter insistido teimosamente com alguns jogadores.
Resumindo...
Somos um Clube com estrutura de série A e time de série B.
O dito jornalista flamenguista deveria repensar pois, o futebol mudou e, muitos clubes que hoje estão na B serão clubes da A e, vice versa...
Marcio
As verdadeiras Pragas de Gafanhoto que infestam hoje as intermináveis rodas de "comentaristas esportivos" em todos os canais de TV aberta e a cabo, bem como de emissoras de rádio e internet, de manhã, de tarde e de noite (jesus...) trabalham em montar crises.
Falar mal dá ibope. Gera likes. E, de ibope e de likes, esses gafanhotos sobrevivem.
Não importa que derrubem treinadores, que alimentem climas ruins entre elencos e torcidas, que fodam com o trabalho dos outros. O negócio é criticar. Muitos deles com palavras desrespeitosas.
Daí, organizadas ameaçam jogadores e dirigentes (bastam duas derrotas seguidas), e os hipócritas, principais fomentadores, vão para os microfones dizer que a violência tem de acabar.
Gafanhotos são assim, destroem tudo sem o menor senso de responsabilidade e se vão.
Assim é o circo.
Somos sim um clube pequeno, com um elenco limitado, e uma torcida diminuta. Nossa história sempre foi de muitas dificuldades desde sempre, e assim continuará sendo.
Mas esse clube pequeno existe BEM ANTES que esses aduladores arrogantes de clubes "grandes" (que se posicionam pelo próprio escudo que carregam escondidos debaixo da camisa, ou pelo conteúdo dos envelopes entregues pelos motoboys), e esse clube pequeno CONTINUARÁ EXISTINDO, muito depois que a pueril vida desses doutos senhores se extinga.
Bora pra Ressacada!
👏👏👏👏👏
Gabriel Queiroz,
Exatamente assim...
Ney Lúcio Félix,
Ninguém está sendo bairrista ou clubista. Certamente o jornalista falou sem conhecer a realidade do Avaí, apenas por aquele momento.
Quanto a disputar uma Série A em plenas condições, basta organização. Vejamos os exemplos de Athletico, Ceará, Fortaleza, Cuiabá, América-MG, e até do rebaixado Bahia.
Como disse ao Gabriel, temo que com a chegada dessa Liga, esses “jornalistas” com selo de intelectuais, deem o aval para uma nova virada de mesa, colocando pelo elevador aqueles “grandes” que estão patinando na Série B, ou duvidas disso?
Márcio,
Tenho a mesma sensação que tu.
O jornalista falou, mas não conhece o alvo escolhido.
Marcos da Trindade,
Assino com o amigo!
Unknown,
Também estou aplaudindo...
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