Bom dia, Azurras - nº 5.475
PRESENTE
Conforme havia comentado ontem, estive presente no
“2º Seminário do Comitê da SAF do Avaí”, que ocorreu na noite passada, no
Mercure, hotel onde costumeiramente o Avaí fica concentrado para seus jogos.
Inicialmente, há que se cumprimentar os trabalhos
conduzidos pelo presidente do Conselho Deliberativo, Bernardo Corrêa de Sousa
Pessi, bem como pela explanação feita pelos convidados, o advogado e
conselheiro do clube, Tullo Cavallazzi Filho, e pelo CEO da Genial
Investimentos, Rodolfo Riechert.
Dessa vez, sim, no seminário de ontem, muito se
falou em SAF (Sociedade Anônima do Futebol), numa explicação geral sobre os
modelos implantados nos clubes brasileiros, bem como o que se pretende fazer em
termos de Avaí.
Ao que tudo indica, até por vozes contrárias, que
são muitas, teremos outras rodadas de seminário sobre o assunto.
SAF, POR TULLO
CAVALLAZZI
O primeiro palestrante da noite, Tullo Cavallazzi
Filho, que entende da matéria como ninguém, até porque trabalhou muito na
elaboração da implementação da lei da SAF, deu uma bela explanação de como
funcionam as coisas, além de expor com maestria todos os modelos implantados
nos clubes brasileiros.
De uma maneira geral, salientou que apesar das boas
intenções de todos os dirigentes, em todos os tempos, as gestões nos clubes, notadamente
o Avaí, sempre foram muito amadoras, inclusive a atual, permitindo que se chegasse
ao rombo “cavalar” de R$ 197 milhões no Sul da Ilha.
Entre os prós e contras, apresentados por Tullo
Cavallazzi, três itens de cada, há também uma estrutura de como pode funcionar
uma SAF, que no caso do Avaí, seria direcionados para o futebol e categorias de
base, sem incluir o patrimônio do clube, estádio e centro de treinamentos.
SAF, POR RODOLFO
RIECHERT
A segunda palestra, de Rodolfo Riechert, serviu
para apresentar a Genial Investimentos e seus produtos, bem como em mostrar o
papel da empresa junto ao Avaí.
Em linhas gerais, foi dito que foram ao mercado
para buscar investidores, 79 ao todo, dos quais 70 não mostraram interesse, e o
saldo de 9 ainda está acompanhando o processo atual, de viabilização ou não de
um modelo de SAF para o Avaí.
De certa forma, ficou uma dosagem de frustração,
porque de concreto, nada de novo foi apresentado, ainda que a Genial tenha uma
atuação sólida em parcerias com vários outros clubes no Brasil e no mundo.
SAF, POR ANATÓLIO
PINHEIRO GUIMARÃES
Falando com autoridade de quem completa 81 anos
amanhã, dos quais 53 anos de serviços prestados ao Avaí, foi brilhante a
participação do professor e advogado Anatólio Pinheiro Guimarães Filho, que
colocou-se como candidato à presidente do clube em dezembro.
Primeiro, desconstituiu o “comitê”, que além de não
estar previsto no estatuto, não tem a representatividade dos torcedores
avaianos, hoje com mais de 15 mil sócios.
Depois, tratou de expor uma série de sugestões, que
poderiam perfeitamente serem encampadas pelo trabalho ora desenvolvido no
clube. Sem medo de se mostrar favorável à SAF, professor Anatólio Guimarães
comentou que o modelo que querem adotar não seria o ideal, inclusive sugerindo,
entre outras coisas, SAF até mesmo para o Avaí Kindermann.
SAF, POR HUGO
DITTRICH
Não menos brilhante foi a participação do
conselheiro Hugo Dittrich, que apesar de não se mostrar contrário à SAF, é
contrário ao modelo que querem “copiar”, ou adotar, de outros clubes
brasileiros.
Para Dittrich, e deixou isso bem claro, o modelo ideal
a ser adotado seria o existente no Borussia Dortmund, que tem capital aberto,
permitindo a participação de torcedores na aquisição de ações, e não apenas
deixando o clube nas mãos de um investidor.
Segundo Dittrich, o clube alemão tem um modelo onde
32,6% das ações estão na mão de 6 empresas, que fazem a gestão, enquanto que o
restante, 67,24% está no que o mercado chama de “free float”, ou seja, à
disposição das pessoas para comprarem e venderem. Ano passado. o Borussia
distribuiu €4,5 milhões aos acionistas “free float”.
Por óbvio, houve resposta do CEO da Genial, mas
ficou evidenciado que não se pensou na hipótese sugerida pelo conselheiro, que
é interessante.
ATUALIZANDO
Repito o power point do seminário do dia 13 de
abril, até porque ontem o CEO da Genial mostrou-se levemente desatualizado em
relação a dívida do Avaí, que bateu nos R$ 197 milhões, mas que ficará em R$ 86
milhões, desde que a “transação tributária” seja efetivada.
De qualquer forma, ainda que esse montante esteja
teoricamente equacionado pela Recuperação Judicial, não podemos esquecer, como
bem lembrou o avaiano Carlos Crippa, radicado em São Paulo, dos quase R$ 45
milhões de “rombo” para 2025...
Sem entrar no mérito de ser favorável ou não à SAF,
o que o Avaí está precisando é de uma administração séria, fato que não se pode
atribuir em quem rasga 72% de R$ 68 milhões em folha de pagamento, imagem e
PJs...
SENTIDO CONTRÁRIO
Partiu do conselheiro Rhamsés Dhatan Nassar
Camisão, nesse espaço conhecido como “esquerdista mistão”, manifestar-se sobre
a forma como os trabalhos estão sendo conduzidos, apenas e tão somente, nas
duas etapas do seminário até aqui, com palestrantes pró-SAF.
O presidente do CD, Bernardo Pessi, alegou que no
trabalho da comissão no ano passado, ambos os lados, prós e contras, foram
ouvidos, e que não via necessidade de repetir tais atos, sendo que todos os
conselheiros e sócios receberam uma “mala direta” com esses depoimentos
recentemente.
Entendo a colocação feita pelo presidente do CD, o
que não inviabiliza a colocação feita pelo conselheiro.
PROTESTO
Na antessala onde foi realizado o seminário, na
mesa onde havia um café antes do início das palestras, ao fim dos trabalhos
estava uma faixa com os dizeres “FORA SAF”, e num dos sofás no mesmo ambiente, “AVAÍ
É NOSSO”.
Como coloquei acima, em função de correntes
contrárias, que não são poucas, deveremos ter outras rodadas de seminário sobre
o referido assunto.
Saudações AvAiAnAs!















SAF montada por essa turma que comanda o Avaí atualmente, me deixa cheio de dúvidas. Posso estar errado, mas só estou esperando o momento oportuno pra votar contra.
Bom dia André,esses 45 milhões estão dentro desse montante de 197 ou serão acrescidos ao mesmo?
E continuo insistindo que deveríamos ter alguma trava estatutária que proibice gastos acima de certa porcentagem do orçamento,nos livros e TCCs sobre administração de entidades esportivas aconselhasse a gastar no máximo 60% em salários e possíveis gastos contratuais
Eu acho que deveríamos freira em 50% porém próprios conselheiros iriam contestar, alegando que não seríamos competitivos
Será que seremos competitivos numa futura queda?
Acho que deveríamos prestar mais atenção no além mar
Pra ser mais específico no Canto!
Manoel Nilson,
Tenho a mesma preocupação que tu...
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