BRANDING DE UM TIME DE FUTEBOL: UM ESTUDO DE CASO AVAI FUTEBOL CLUBE, by Mayara S. Neves - Parte 3
2.2 MARKETING ESPORTIVO
O marketing esportivo
teve seu início em 1952 na Itália, com uma empresa que teve a ideia de por sua
marca estampada em todos os estádios do país. Só em 1979 que empresas começaram
a estampar suas marcas nos uniformes clubes, burlando a proibição da FIFA, e
logo esta associação de futebol internacional notou que era inevitável conter
os patrocínios e aderiu a eles.
Segundo Sgobi
(2006), é a utilização do esporte como ferramenta de comunicação corporativa ou
institucional. O marketing esportivo refere-se à aplicação específica dos
princípios e processos do marketing a produtos de esporte (times, ligas,
eventos, etc). É uma nova área de marketing que atua dentro da indústria do
esporte, movimentando bilhões em todo o mundo. Para se ter uma ideia, a Copa do
Mundo da África tinha uma estimativa de gerar algo perto de US$ 3,3 Bilhões de
receita. É o uso da publicidade e propaganda aplicado às peculiaridades dos
esportes. Essas peculiaridades referem-se ao esporte como fonte de
entretenimento, onde a paixão e a emoção estão a todo o momento em jogo,
possibilitando maior aceitação de possíveis ações de marketing, já que
inicialmente aquele momento é de diversão. Além disso, por vezes envolver amor
por uma nacionalidade, clube ou atleta, o marketing esportivo liga-se
diretamente aos torcedores nos momentos de conquistas.
Por outro lado, os
fatores negativos que seleções, clubes ou atletas podem causar também devem ser
levados em conta. De acordo com Rein (2008) o Marketing Esportivo no Brasil:
Segundo pesquisa da USP de 2002, a indústria do esporte emprega mais de 300 mil
pessoas no Brasil, movimenta R$ 25 bilhões por ano e cresce 12,34% ao ano. O
primeiro evento esportivo oficial do Brasil, a ser patrocinado exclusivamente
pela iniciativa privada, foi o Campeonato Brasileiro de Futebol de 1987,
denominado Copa União, organizado pelo Clube dos 13. Os patrocinadores foram:
TV Globo, Coca Cola, Varig, Editora Abril e Dover Indústria de Plásticos. O
projeto foi desenvolvido por João Henrique Areias, então vice-presidente de
Marketing do Flamengo, que o comercializou juntamente com Celso Grellet,
diretor de marketing do São Paulo (SGOBI, 2006).
O Marketing esportivo pode ser
compreendido de duas formas: o marketing no esporte, que é utilizado de
ferramentas para o fortalecimento de atividades esportivas, e o esporte no
marketing, que é a estruturação do esporte como plataforma de comunicação para
promoção da imagem e de produtos empresariais ou institucionais (MULLIN et al,
2004).
Melo Neto
(2003, p. 25) destaca as características das empresas investidoras no marketing
esportivo, da seguinte forma:
As
empresas que investem no esporte apresentam algumas características essenciais.
Possuem marcas fortes ou potencialmente fortes e buscam novas formas de
comunicação com os seus públicos e nos mercados onde atuam. Utilizam o esporte
como mídia alternativa, com ênfase no reforço e disseminação da marca e na
melhoria de sua imagem. E procuram comunicar-se melhor com seus segmentos de
clientes atuais e futuros.
De acordo Melo Neto (2002), existem diversas formas de
apoiar e patrocinar atividades esportivas e de lazer, desde a simples aplicação
de logomarca nos materiais promocionais até o desenvolvimento de um
planejamento estratégico de longo prazo que envolva, além do patrocínio em si,
sua divulgação e ações promocionais, tanto para o público externo como para o
público interno das instituições.
Segundo Oliveira e Pozzi (1996) as instituições que investem no esporte apresentam algumas
características peculiares. Elas buscam novas formas de comunicação com o seu
público e nos mercados onde atuam. Utilizam o esporte e o lazer como mídia
alternativa, dando ênfase na marca e na melhoria de sua imagem. Pode-se dizer
que existem vários fatores responsáveis pelo investimento no esporte e no lazer
por parte das instituições dos mais diversos setores. Entretanto, dois deles
são fundamentais para que se entenda o porquê de o segmento ter se tornada
referência para as instituições altamente competitivas: 1) a presença constante
do esporte e suas variáveis na mídia geral; 2) o sucesso obtido no esporte, o
qual é transferido para o patrocinador, gerando um retorno institucional e de
vendas para os seus investidores.
Conforme UNESPORTE (2008), no mundo todo, esporte e lazer
significam entusiasmo, interesse e emoção. São bilhões de pessoas na era
moderna que praticam esporte, acompanham jogos, olimpíadas, campeonatos
nacionais e internacionais. Assim dentro do alinhamento profissional do esporte
e do lazer, o marketing assume papel de destaque, considerando sua visão
sistêmica dos segmentos esportivos e de lazer. Inserida no marketing está a
comunicação, envolvendo não apenas os veículos de mídia, mas a comunicação
entre os atores que formam o sistema esportivo e de lazer. A comunicação também
é vista política como uma importante ferramenta de gestão do esporte e do lazer
catarinense, devendo ser entendida e potencializada para dela se extraírem os
melhores resultados, com planejamento focado na realidade que se espera do
futuro.
Segundo Rein (2008) a marca é um organismo vivo, com
reputação própria: cada ação importa. Mais do que grandes ações gerir uma
marca é atuar na percepção do público, mantendo o entendimento do mercado
perante ela. Uma marca saudável é bem reconhecida, facilita e aceleram as vendas, que
seria o caso das situações das marcas líderes; cria blindagem da
instituição contra concorrência aumenta percepção de valor, entre outras
vantagens concretas e abstratas.







O marketing esportivo é realmente uma das ferramentas mais importantes dos clubes atualmente. Principalmente como mola propulsora da imagem da instituição. Gostei bastante do desenvolvimento deste capítulo. Parabéns Mayara!
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