Bom dia, Azurras - nº 1.907
MUITA CALMA NESSA HORA
O Avaí não fez uma boa partida em Joinville e por isso mesmo perdeu. O técnico Gilson Kleina, durante a entrevista coletiva após a partida, assumiu a culpa pela derrota, no que entendo ter feito muito bem, até porque ele que colocou a equipe em campo, quem escalou.No meu entendimento, creio que Kleina perdeu o jogo de domingo nos treinamentos durante a semana. Escrevi aqui que ele tinha muita opções para a escalação e o esquema de jogo que gostaria de aplicar. Testou o 4-4-2, 4-3-3 e o 3-5-2, pelo qual acabou escolhendo.
A segunda-feira foi de folga para o elenco avaiano, e acredito que para a própria comissão técnica. Porém, imagino que Kleina tenha trocado algumas ideias com seus pares, quer aqueles que estão na beira do gramado, ou até mesmo os homens do futebol, e aqui me refiro basicamente a Carlos Arini e Chico Lins. Afinal de contas, ainda que fosse um jogo de grande rivalidade doméstica, o Avaí perdeu para a equipe lanterna da competição, que não mostrou muito mais futebol que o Leão, mas, indubitavelmente, muito mais vontade de vencer a partida e de sair da incômoda posição em que estava.
O Avaí volta aos trabalhos nessa terça, e se fosse possível dar um conselho, ou uma dica, ao técnico avaiano, diria que para enfrentar o Fluminense ele deve definir a equipe e o esquema hoje, sem deixar margem de dúvidas para qualquer jogador.
No mais, muito treinamento até sábado!
NILTON MACHADO PISOU NA BOLA
Eu poderia citar muitos torcedores avaianos que se manifestaram contrários à escalação do marido da dona Sara para comandar a partida de domingo, mas vou ficar apenas em três, Guilherme Flemming, Roberto Costa e Miro Coelho.
Já se sabia, ou se esperava, das animosidades do marido da dona Sara para com o Avaí. Coincidentemente ou não, também contra o mesmo Joinville, na estreia do Campeonato Catarinense, ele tratou de mostrar serviço...
É verdade também, que no clássico da Copa do Brasil, Avaí 1 a 0, também foi o marido da dona Sara quem esteve no apito, mas em função das últimas ocorrências na final do Catarinense, que se arrasta pelos tribunais e envolvendo o Joinville, seria mais prudente não colocá-lo no comando, já que o time do Norte do Estado precisa de alguns agrados...
Mais uma vez, Nilton João de Macedo Machado aceitou calado a escala de um árbitro, tal qual fez no segundo clássico da Copa do Brasil, com Celinho...
NILTON MACHADO, O DIPLOMATA
Se a torcida avaiana, em sua grande maioria, tem suas contrariedades com o comportamento do presidente avaiano, ao menos em uma ocasião ele mostrou pulso firme para que a maionese não desandasse. Foi no caso Eduardo Costa.
Ontem, segundo informações do avaiano Rogildo Souza, o comentarista Miguel Aroldo Livramento afirmou que o Avaí precisa de um volante como Eduardo Costa, que jogue, e ainda salientou que "menino tem que jogar com menino", criticando duramente o jovem Renan.
Aliás, esse mesmo comentarista ficou de convidar Eduardo Costa para programa em que participa, onde o volante teria condições de contar a sua versão dos fatos. Até agora, e isso já passou um mês, nada aconteceu...
Claro que a aposentadoria precoce de EC5 pegou todos de surpresa, mas depois da indisciplina no clássico, e principalmente no treinamento, foi a diplomacia de Nilton Machado que resolveu a questão...
FALSA EXPECTATIVA
Além dessa história sobre Eduardo Costa, que a cada dia aparece um viúva reclamando sua ausência, ainda há outras que reclamam pela presença do atacante Hugo na equipe de Gilson Kleina.
Nem vou tocar na questão disciplinar porque isso parece já ter sido resolvido, mas verdade seja dita, o atacante fez dois gols contra o Flamengo e só!
Sim, ele jogou contra o Internacional, quando perdemos em Porto Alegre, 1 a 0. Depois fez os gols na vitória contra o Flamengo, 2 a 1. Jogou contra o Coritiba, vitória de 2 a 1, que veio justamente com Roberto, que entrou em seu lugar. Esteve na derrota para o Galo, 4 a 1. No empate contra o São Paulo, 1 a 1, outra vez o gol saiu após sua substituição...
Esse é o artilheiro que querem escalar no Avaí?
NÃO É SOLUÇÃO PARA TUDO
Se perguntassem o que acho de ter o meia Marquinhos no time, diria que dependeria muito da condição física. Marcos segue treinando e em constante observação, para saber se pode ou não voltar a jogar, ou fazer cirurgia.
Alguns torcedores mais empolgados com o Marcos dizem que com ele em campo as coisas seriam diferentes. E eu pergunto: diferentes como? Não questiono aqui o futebol de M10, mas ele está longe de ser a solução para todos os nossos problemas.
Marcos fez seis partidas pelo Avaí na atual Série A do Brasileiro. Empate com o Santos, 1 a 1 e gol dele, cobrando falta, assim como esteve na derrota para o Internacional, na vitória contra o Flamengo, na derrota para o Atlético-MG, e nos empates contra o "doladelá" e São Paulo. A equipe teve um aproveitamento de 33,33%.
Sem Marcos, o Avaí realizou 10 partidas: vitórias contra Coritiba, Goiás e Chapecoense; empates com Sport e Cruzeiro; e derrotas contra Grêmio, Vasco da Gama, Palmeiras, Atlético-PR e JEC. O aproveitamento da equipe foi de 36,66%.
Marcos pode somar muito ao Avaí, mas não é tudo nem depende só dele.
CUIDADO COM O CAMACHO
Recebi algumas mensagens elogiando o futebol de Néstor Camacho, o meia atacante paraguaio contratado pelo Avaí. Porém, na atual fase da equipe, visivelmente sem confiança, é bom que saibam que ele também não é a solução para os problemas da equipe de Gilson Kleina.
Pelo que informaram, seu futebol é de gente grande, sem medo de ser feliz, e até por isso creio que esteja ansioso por vê-lo jogar. Um meio de campo com ele e Marcos, duas peças de muita habilidade, poderiam acrescentar num setor que tem tido sérios problemas na armação de jogadas.
Para quem vem "de longe", seria interessante que dessem tempo para ele demonstrar o futebol.
UNANIMIDADE
Já disse em algumas oportunidades que não vejo tudo aquilo no goleiro Vagner, que aproveitou aquela marola do título no Campeonato Paulista pelo Ituano e se firmou, mas atualmente, suas falhas mostram a instabilidade que está passando, sem confiança alguma...
Esse problemas causados por Vagner refletem diretamente na equipe, principalmente n o setor defensivo, cuja dupla Jeci e Emerson, mesmo experientes, estão com problemas de entrosamento e de acompanhamento, bem como com os outros zagueiros, todos jovens.
Falta marcação? Falta! Mas mesmo assim, alguns gols são perfeitamente defensáveis e a falha ocorre, causando grande prejuízo ao final da partida. Domingo, por exemplo, tomou dois gols bobos, apesar de ter feito um milagre.
A torcida já não aguenta mais: ou volta o Diego ou contrata alguém que não tenha medo de sair do gol...
GELADEIRA
Quando se tem muita expectativa por um jogador e ele não confirma, a decepção é grande e fatalmente acaba marcado pela torcida. Ao que parece é o que aconteceu o Júnior Aparecido Guimaro de Souza, o Juninho.
O craque da seleção de Timor Leste custou a fazer sua estreia no Avaí, talvez ninguém se lembre exatamente quando foi, mas o pênalti que perdeu contra o Atlético Paranaense foi marcante...
Acabou lhe rendendo um belo puxão de orelhas, além de ter ficado fora da delegação que viajou para Joinville...
PATROCÍNIO MASTER
Não conversei com ninguém da diretoria avaiana, nem com conselheiros, e também não vi nem ouvi nenhum comentário consistente sobre o assunto, mas achei interessante o time ter jogado com um patrocinador master na camisa, a conhecida WOA.
Na partida contra o JEC, apareceu o logo da WOA em seu lugar tradicional, no ombro, do lado direito da camisa, e como patrocinador master substituindo a palavra LINYON, usada nos dois últimos jogos.
No site do clube não há qualquer linha sobre o assunto, o que me leva a imaginar que tenha sido um patrocínio pontual. Vamos aguardar!
Foto: Assessoria de Imprensa do JEC
Saudações AvAiAnAs!
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