Eu quero votar para Presidente, by Felipe Matos
Formado organicamente
por torcedores comuns, organizados apenas por meio das redes sociais - blogs
independentes, websites, webrádios e webTVs alviverdes – o movimento Palmeiras Diretas Já! reivindica o direito de eleger diretamente o presidente do time paulista,
quer por voto dos associados do clube, quer em sua versão mais ambiciosa, pelo
voto dos 15 milhões de torcedores palmeirenses espalhados por todo o País.
Não há duvidas que o
grande negócio que se tornou a indústria do futebol devolve muito pouco a
sociedade que gerou a sua popularidade e transformou o esporte em cultura
popular. O torcedor comum é quem lhe dá sustentação econômica, compra ingressos,
associa-se, consome produtos licenciados e pay-per-view, mas são habitualmente
barrados na condução do destino do seu clube pela longa tradição
antidemocrática dos cartolas e entidades futebolísticas brasileiras.
Em pleno século XXI,
época em que figuras como João Havelange e Ricardo Teixeira se vêem obrigados a
abdicarem publicamente de seus feudos para minimizarem prejuízos, será que já não está na
hora de se discutir as eleições diretas dentro dos clubes de futebol?
Os palmeirenses já
deram início ao seu movimento, contando com apoio de figuras como o Ministro dos Esportes Aldo Rebelo e esportistas como Chael Sonnen. O presidente do Bahia
foi eleito com a promessa de campanha de instituir eleições diretas no clube. O
Náutico realizou, em Dezembro de 2011, a sua primeira eleição direta.
Hoje, o Avaí vive uma
encruzilhada histórica. O atual modelo de gestão, tendo João Nílson Zunino à
frente, parece esgotado ou, no mínimo, muito desgastado com a torcida.
O Conselho Deliberativo, enfraquecido e por vezes submisso, jaz em berço
esplêndido, vítima de inanição.
Atualmente o Avaí formou uma comissão responsável pela reforma do Estatuto do clube. Não há,
pois, momento mais oportuno do que este para se discutir qual Avaí queremos
para os próximos anos e qual espaço de atuação será destinado aos torcedores.
Entre os pilares que
mantiveram o Avaí vivo até nossos dias, dois dos mais importantes são a sua
torcida e o Conselho Deliberativo.
O Avaí
só será forte e
crescerá responsavelmente quando o Conselho tomar consciência da
importância e
da seriedade do seu papel, que se espera crítico, atuante, regulador,
fiscalizador e não promíscuo. Bem como o Avaí só continuará existindo se
mantiver a chama de sua torcida acessa, apaixonada, mobilizada,
participativa, companheira, auxiliadora.
Após
tantos erros
sucessivos é preciso reaproximar a torcida e o clube. Está na hora de
todos os avaianos retomarem as rédeas da instituição e assumirem o seu
quinhão de responsabilidade.
Um dos mais importantes presentes
que o Avaí poderia se conceder hoje, próximo de completar 90 anos de fundação, é
compartilhar o seu destino com quem o manteve vivo.
Se estão reformulando o estatuto e se teremos eleições no próximo ano, está na hora de por em
pauta as eleições diretas para presidente do Avaí Futebol Clube.
(Fontes: Estadão; Terra Esportes; Uol Esportes; ESPN, Futebol Baiano; Miguel Nicolelis. Charge: Henfil.)







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