segunda-feira, 23 de abril de 2012

A crônica que temos, by Roberto Costa

O futebol de Santa Catarina tomou novos rumos a partir do ano de 1999. Novas figuras entraram no cenário, investidores passaram a atuar, e a crônica esportiva também passou a pautar-se a partir de novos pressupostos, ou interesses.

Quem tem um pouco mais de idade e acompanhou essa trajetória, sabe do que estou falando. A crônica da ilha tratava os clubes  da capítal com parcimônia, com equidistância, e por isso era simpática a toda a massa esportiva da capital, até esse fatídico ano. O futebol catarinense, crônica incluída, não foi mais o mesmo, depois de 1999. Por isso, venho sendo um crítico assíduo dessa turma.

Em Joinvile, o árbitro Ronan apitou acertadamente um pênati contra o time do Branco e da crônica. Apontou com o dedo a marca do pênalti, a câmera mostra, mas no mesmo instante mudou de idéia. Razões internas, de  foro íntimo o levaram a modificar sua decisão. Faltou-lhe peito para garantir-se com a sua convicção, e fez um  papel ridículo, diante de milhares de presentes e outros milhares de ausentes que o
observavam via TV.
 
No fim do jogo faltou-lhe peito uma vez mais, para apitar outro pênalti, desta vez contra o Joinvile. O jogador barbye foi empurrado dentro da área, não vou negar. Tivesse o àrbitro apitado o primeiro, certamente sentir-se-a forte o bastante para apitar o segundo. Mas o cerne deste comentário remete mesmo é à crônica. Não vá ninguém da crônica arguir, por falta de argumento seguro, que trazer como exemplo um fato passado torna sem importância a questão.

É que, no ano passado, no clássico final, pelo campeonato da série A, o jogador Lincoln, do Avaí, foi derrubado dentro da área num lance perfeitamente idêntico a esse não assinalado contra o Joinvile. As imagens mostradas, filmadas pelas costas dos jogadores, mostraram também o braço do adversário derrubando Lincoln. Desafio o torcedor Faraco, a mostrar essas imagens e compará-las. Comentaristas, na hora e depois do jogo, brigando com as imagens, classificaram logo o lance como normal e botaram uma pedra em cima, não trouxeram à análise mais detida o lance, como fez hoje. Não mostraram repetidamente a jogada para esclarecer possíveis dúvidas. É a crônica que temos. 
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube.

4 Comentários:

felipe disse...

Meu caro amigo roberto e perda de tempo falar isso pois todos nois sabemos disso quando e pro time deles eles mostram remostram colocam em camera lenta marcam a jogada no avai as vezes nem mostro pra nao mostrar a polemica

Anônimo disse...

Já que o marco é 1999, vamos recordar 2 anos antes.
Final de turno, 1997, em que o Avaí venceu a Chapecoense, em Chapecó, com gol do Nei, e foi Campeão. Gosto qdo o Avaí joga precisando do resultado (pelo menos, qdo tem time bom :))
Posteriomente, levantaria o caneco de campeão catarinense na final contra o Tubarão.
Quem gosta de superstição...
Abraço,
Carlos

André Tarnowsky Filho disse...

Felipe,

A cada rodada, a cada dia, temos demonstrações inequívocas de que o tratamento é diferenciado. Culpa do próprio Leão, que não sabe se impor...

André Tarnowsky Filho disse...

É verdade, Carlos.

Vamos aguardar domingo porque tenho convicção de que teremos um jogo completamente diferente.

Abraço!

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