terça-feira, 26 de junho de 2012

O peso dos torcedores, by Felipe Silva

Bom, quase tudo que vou falar é achismo, já que ninguém sabe, nem o Avaí, o porquê desse afastamento do torcedor, incluindo os sócios. 

Acho que aquilo que o Roberto coloca no texto é um dos fatores (e um fator importante) que afastam torcedores do estádio. Há muitos jogos sendo transmitidos, é verdade. Inclusive todos os jogos do Avaí no ano, seja do Catarinense ou Série B, passaram ou vão passar na TV, seja aberta, fechada ou enclausurada (PFC, a assinatura dentro da assinatura). 

Nem todo mundo tem PFC, mas muitos bares passam PFC. E no bar, que fica perto de casa, tem cerveja e não tem trânsito. Acabou o jogo, em 10min estou em casa. Isso pesa, para alguns. Menos a cerveja (mas pesa), mais o trânsito.

A Ressacada é um estádio bonito, mas pessimamente localizado. Para efeitos de comparação, passam cerca de 20 linhas de ônibus, incluindo as intermunicipais, na avenida geral do Estreito. Se o cara mora na Armação da Piedade e quer ver um jogo no Scarpelli, ele só precisa pegar um ônibus. A viagem demora, mas é um ônibus só. 

Na geral do Carianos só passam duas linhas (Corredor Sudoeste e Tapera). Quem vem do Continente tem que integrar no Ticen. Tem fila no trevo da Seta (elevado agora, que seja). Só tem um acesso. No Scarpelli, são pelo menos 4 (quem vem do Jardim Atlântico; quem vem da Ilha; quem vem de Capoeiras; quem vem da Coloninha). 

Nós, que vamos à Ressacada, sabemos que é um esforço, um sacrifício ir até lá. Tem que sair de casa 1 horas antes. Chega-se em casa 1 hora depois de o jogo acabar quando tem só 5 mil pessoas no estádio. Lembro bem de um cara na Série B de 2008 que ligou pra CBN antes do jogo contra o Brasiliense dizendo "levei 1 hora de Balneário Camboriú até a ponte e já tô há 1 hora e meia preso na fila aqui na Via Expressa". 

Então, se o Avaí quer atrair o torcedor, tem que ter consciência disso: que é, sim, um sacrifício ir até a Ressacada. Já é pra mim, que moro no Saco dos Limões. Imagina quem Mora em Ponta das Canas, no Pântano do Sul, em Potecas, Paulo Lopes, Três Riachos... Dito isso tudo, afirmo: jamais o Avaí pode cobrar o mesmo preço que o Figueirense cobra. Lá, é fácil ir ao jogo. Aqui, é um sacrifício.

Quase encerrando, lembro que em todo o Brasil lotar estádios não é uma realidade. Os times que mais lotam na Série A chegam, em média, a 50% ou 60% de lotação de seus estádios, o que é baixíssimo em se comparando com Europa. O Flamengo jogou outro dia pra 4 mil pagantes contra o Coritiba, numa cidade com 5 milhões de habitantes e em que metade torce pro Flamengo. Mas, falamos do Avaí, e na comparação com os rivais próximos (Figueirense e Joinville, principalmente) estamos apanhando feio em termos de público. 

Se for comparar com anos 80 e 90, até estamos melhores, mas naquelas épocas todo mundo em SC tinha médias baixas de público - ainda se fazia carreata em Florianópolis por título do Flamengo, lembram? - e nossos times eram semivarzeanos (o Avaí, p. ex., ficou cinco temporadas, entre 1990 e 1994, sem disputar nenhum divisão do Brasileiro). E o fenômeno dos sócios só ganhou força aqui a partir dos anos 2000. 

Finalizando, destaco que em 2011, a bilheteria dos jogos e as mensalidades dos sócios somadas foram responsáveis por 26,21% da receita operacional bruta do Avaí (fonte: http://avai.com.br/wp-content/uploads/2012/02/BALAN%C3%87O-2011-PUBLICADO.pdf). Ou seja, têm sim um peso grande nas contas do clube. Por isso a gente, que se preocupa com o clube, quer que melhore.

Abraços.



Felipe Silva


* O Avaiano Felipe Silva é conselheiro do Avaí Futebol Clube e proprietário do blog Solta o Leão.

13 Comentários:

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Não, Felipe, discordo desta sua postura comodista e estereotipada, de local inadequado do estádio, de filas, etc. Discurso vazio e sem solução.
Essa história de fidelização do torcedor é tolice, dando-lhe “condiçons” pra torcer. Isso, sim, é europeização do futebol, porque torcedor não é cliente, como apregoa a moderna onda marqueteira e, ela é, sim, elitista.

Numa avaliação mais objetiva, se fizer de graça a entrada ao estádio o torcedor avaiano não vai. O nosso torcedor é comodista. Ponto. E você já foi a um jogo em São Paulo, no Rio, e Curitiba, em Porto Alegre? Lá demora pra chegar em casa, tanto quanto aqui. Logo, a tese de local inadequado é cascata. O problema é de ordem sonífera, meu caro.

A propósito, me diga quantas pessoas vão de ônibus? Se fosse esse afluxo como mencionas e que os dois ônibus que passam não dão conta, certamente não haveria filas. A grande e imensa maioria dos torcedores avaianos vai é de carro mesmo. Vão sentadinhos no automóvel, ouvindo o Miguel e ruminando o seu fígado contra o clube. Desafio a quem me prove ao contrário. De dez caras que eu conheço que vão à Ressacada, nove vão de carro. Ou seja, se mesmo de carro estão reclamando, então nem um Barcelona na Ressacada chama este torcedor.

A questão não é essa, é que somos catastrofistas e pessimistas ao extremo. Tudo é ruim, tudo está errado, nada presta, vamos cair, temos dívidas galácticas, e por aí vai. O fato é que cada pessoa não quer dar um pouco de si em benefício do clube e ainda diz que o ama. Não fazemos sacrifícios pelo clube que dizemos amar. E não é por uma partida ou duas como pensam ser, por um campeonato apenas, mas pra vida toda. Cada temporada é uma entrega diferente, independente do que houver. E aí botamos a culpa nos outros, que é pra mascarar nossa falta de empenho. Pergunte aos caras que vêm de Garopaba, de Imbituba, do Vale, de Camboriu, quais são as dificuldades. Mas eles vêm. Não arredam o pé. Eles, sim, têm razões de sobra para reclamar, mas estão lá. Os caras da Leões do Vale, por exemplo, não vaiam o time em campo, como os caras dali da Costeira ou do Pantanal, que vêm praticamente a pé, o fazem.

Tem gente que reclama de ter que dar 50 pila pra ver um São Caetano ou ASA de Arapiraca, e acha que um dia vai dar os mesmos cinquentinha pra ver Flamengo, Vasco ou São Paulo. Só que pra ver Flamengo, Vasco ou São Paulo tem também que ver estes times menores. E pagar pra isso. É a parte que nos cabe como torcedor.

Aliás, em relação a isso, digo ao Roberto que sei exatamente que um clube não tem como renda primária os ingressos. Por isso que coloquei essa tese. Entendeu, Roberto? Não houve contradição. Porque não adianta fazer ingressos a 1 real ou 100 contos, uma vez que a torcida não vai de jeito algum. O problema não são os preços. Aposto isso com qualquer um, que se a diretoria refizer a política de preços, como todo mundo quer, até o fim do ano, com ingressos a dez pila no fundo e 20 nas centrais, a média se manterá nos mesmos 4 ou 5 mil torcedores. Essa é a nossa média histórica.
“Ah, mas no passado tínhamos um time varzeano”. Para, né, Felipe. Sacanagem a tua. Que papo elitista é esse? O Avaí então nasceu na década passada? É um clube em formação recém fundado? Oitenta e nove anos e só valem os últimos?
Claro, num jogo decisivo, num reta final, numa campanha para título os pijamas e pantufas voltam para os armários e a Beira-Mar enche. Toda a cidade vira avaiana. Que beleza! E ainda vão reclamar de alguma coisa, de ter muita gente, de o estádio não comportar todo mundo, de alguém estar sentado em sua cadeirinha. O filezinho todo mundo quer. Mas e na carne de pescoço? Por acaso alguém se disporia a ir, Sábado à tarde, pintar a mureta dos campos do CFA? Alguém faria isso (alô, Assis!)?
Esse discurso de querer se preocupar com o clube e querer que ele melhore, mas não abrir mão das dificuldades para levantá-lo é conversa pra boi dormir. Lamento!

LUGO disse...

Amigos,

Só tem uma causa: nosso time é muito ruim, estamos na série B, ou seja, valor do ingresso não condiz com o que é oferecido como Espetácula.
O resto é achismo mesmo.
Abraço.

Felipe Silva disse...

"Não, Felipe, discordo desta sua postura comodista e estereotipada, de local inadequado do estádio, de filas, etc"

Tens todo direito de discordar, aliás, nem preciso dizer isso, não sou o dono da verdade. Só não acho que seja uma postura comodista, afinal, eu vou aos jogos e, até por isso, falo com conhecimento de causa. Estereotipada? Pode ser. Mas como fugir do senso comum? Botando a culpa no Miguel?

"Discurso vazio e sem solução."

Bom, me aponte então uma solução. Parar de ouvir o Miguel, obrigar as pessoas a serem menos comodistas e mais doentes pelo Avaí como nós e o que mais?

"E você já foi a um jogo em São Paulo, no Rio, e Curitiba, em Porto Alegre? Lá demora pra chegar em casa, tanto quanto aqui. Logo, a tese de local inadequado é cascata. O problema é de ordem sonífera, meu caro."

Eu fui a esses jogos e vou a todos os jogos na Ressacada. Essa argumentação valeria se eu fosse a esses jogos fora, não fosse à Ressacada e ainda reclamasse do trânsito. Não é o caso.

"A propósito, me diga quantas pessoas vão de ônibus?"

Não sei. Mas em jogos grandes, não são poucas. Várias vezes peguei o Corredor Sudoeste ou o Tapera lotado ali no Saco dos Limões. Agora, concordo que poderiam ser mais. Aí entram problemas do nosso transporte público, etc. etc. E outra: se o ingresso é caro, vai o torcedor com mais dinheiro (nós), que não tá muito a fim de ficar espremido, de pé, cheirando asa dos outros, etc.

"De dez caras que eu conheço que vão à Ressacada, nove vão de carro."

Ficamos eu e tu no setor A. No setor B deve haver, proporcionalmente, mais gente que vai de ônibus. De 10 jovens que conheço, uns 8 devem ouvir Atlântida. Mas o público-alvo da instituição, onde trabalho, jovens de baixa renda, ouve Band FM e Regional, que têm mais audiência. Minha realidade não é a realidade da maioria.

"Que papo elitista é esse? O Avaí então nasceu na década passada? É um clube em formação recém fundado? Oitenta e nove anos e só valem os últimos?"

Não entendi o que tem de "elitista" o meu comentário. Bom, já fui a clássico pela Série C com mil pessoas em campo. Teve época que o Avaí não disputava campeonatos nacionais, foi jogar uma final em Joinville com os jogadores jantando sanduíche com refrigerante (e ganhou, porque o Avaí é foda), nego botava o peru pra fora e mijava na arquibancada da Ressacada, essas coisas que, comparadas com hoje, eram quase varzeanas. Aliás, não é só o Avaí. Os 5 principais clubes de SC - talvez com exceção ao Criciúma - têm uma estrutura melhor hoje do que tinham há 15 ou 20 anos. E até final dos anos 90, nós, manezinhos, dedicávamos muito mais atenção aos times "de fora" do que hoje. Avaí e Figueirense tinham pouquíssimos sócios e públicos quase sempre baixos. Foi isso o que eu disse, não desprezei em nada a nossa história. E se tem alguém que sabe que o clube não nasceu ontem (nem em 2002), esse sou eu.

"Esse discurso de querer se preocupar com o clube e querer que ele melhore, mas não abrir mão das dificuldades para levantá-lo é conversa pra boi dormir. Lamento!"

Mais uma vez, não me encaixo nesses argumentos. Não me acho mais avaiano que ninguém, nem menos, mas se tem uma coisa que nunca fiz foi deixar de ir a jogo por causa do Miguel, do Zunino, do que for. Se tem muito trânsito, vou até a pé, dá 1h10 de caminhada da minha casa. Quando não vou, é porque tenho algum compromisso pessoal inadiável. E não pintei muro da Ressacada (iniciativa bacana), mas já doei dinheiro pro ROF, já ajudei a fazer vídeo pra convocar a torcida pra jogo, já participei de campanha pra criar novas músicas pra torcida (não funcionou; estamos com as mesmas canções de 2007), enfim, me dedico bastante ao Avaí. Mas somos poucos que fazemos isso e pensamos assim (por mais que tenhamos ideias discordantes), como mostra nossa média de público. A imensa maioria dos 400 ou 500 mil avaiano não tá a fim de fazer o que fazemos. O Avaí tem que saber lidar com isso. Ou se contentar com esses 4 mil que vão aos jogos.

Unknown disse...

Mas era só o que me faltava mesmo. Irmos sabado a tarde pintar a mureta dos campos do CFA, enquanto um jogador da base, já profissionalizado e com contrato ate 2017, ser liberado pelo clube para a Ilha Sports ganhar dinheiro com ele no Gremio.
O problema ali é confianca mo quirido ! No time, no presidente, em quem contrata e pronto. Em qualquer setor da vida a confianca é o que une as pessoas. É a base que sustenta uma uniao e é disso que falamos certo ? Uniao. Estarmos unidos em um mesmo lugar e com uma mesma finalidade. E quando isto está abalado, só tem um jeito: Mostrar a cara e provar que está certo ! Alem de ser um ato extremamente honroso.
Eles nao farao isso e a culpa continua sendo do coitado do torcedor que é o unico que sofre com as situacoes ruins do Avai.
Dá licensa que eu nao sou tanso e to cansado de ouvir esta sacanagem !
Quem nao deve, nao teme e ponto final !

Abracos
Marcelo Alves

Anônimo disse...

Quando o espetaculo era bom, cobrava-se R$ 100,00 um ingresso minimo para assistir o jogo de frente. R$ 60,00 o minimo pra tu ficar jogado atras do gol na chuva vendo o jogo de potna cabeça.

Como se nao bastasse, sem demanda alguma pra isso, quiseram criar um segundo Setor A, com mensalidades que de 2009 pra 2010 aumentaram absurdamente, ou seja, alem de impedir os novos torcedores (diga-me quem pagaria os valores que praticaram em 2010 e 2011) ainda conseguiram correr com muitos que lá estavam, como eu, que cancelei a carteirinha em 2010 depois que meu setor que era 60 passou a custar 95 (Setor D).

No final de 2010, pra nao cair, mantiveram ingressos no patamar que consegue tirar muita gente de casa (20 pra um setor frontal) a coisa pegou, a vó da tia ficou sabendo, teve superlotaçao seguida em rebaixamento, teve 15 mil depois de derrota de 4, teve 11 mil em jogo de tabela, coisa que o plano atual ou outro plano qualquer jamais conseguiu numa Serie A.

Conseguiram trazer devolta o povo afastado e angariar muita gente que nem tava indo, mas em 2011 o ingresso voltou pra 80, 50 o minimo, o povo que voltou foi todo embora pra nunca mais voltar.

Ou seja, agora que o espetaculo é medio e o preço caiu ja nao ha mais demanda alguma de publico pra utilizar este preço mais baixo(ainda que a valores que nao remediam o problema como em 2010, ou alguem acha que um cidadao nao socio vai sair de casa por 50 reais contra o ASA).

Enfim, pra trazer o torcedor AFASTADO devolta, só precinho de banana (final de 2010) e bem conversadinho, pois nao é mais Serie A.

Aposto com quem quiser que o Avaí hoje em dia nao tem mais do que 5.000 sócios pagando em dia, o que explica o total abandono do estadio no ano de 2012.

José Antônio disse...

Pouco me importo se pago 50 para ver Avai X Arapiraca ou Avai X São Paulo. Pra mim não interessa o adversário, pois vou ver o Avaí. Flamengo, São Paulo e outros vejo na TV. O Avaí faço questão de ver na ressacada, que é o lugar de todo o avaino. Concordo com o Aguiar.

Unknown disse...

Ate mesmo em 2009 o publico avaiano contra Flamengo, Corintians, Vasco e outros era bem maior do que contra Barueri, Vitoria, Santo Andre, etc ...
E se nao era, porque a diretoria jogava o valor dos ingressos lá encima quando contra os grandes ????
Concordo que vamos para ver o Avai F.C pois é este o nome que amamos, mas me desculpe, dizer que nao interessa o adversario é demagogia brincadeira né ?
Ahhhh me desculpem, eu esqueci que a culpa de estarmos na serie B "denovo", com publico pequeno e com o Maria tirando leite de pedra porque nao tem respaldo da diretoria é da torcida e somente da torcida.

Abracos
Marcelo Alves

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Curioso o discurso lamuriento (mandado por terceiros, evidente), perguntando "para onde estão levando o nosso Avaí" ou "queremos nosso Avaí de volta", para meia hora depois enfencar o pé na porta. É o que se chama supra-sumo da desfaçatez.

Sabe o que é engraçado nessa história, Felipe? Estamos com a sensação de que o Avaí não só foi eliminado no Catarinense, como está a caminho da série C e sem possibilidade de reação alguma, tal a sensação de pessimismo incrustada. Fomos campeões estaduais, em cima do nosso maior rival, na casa deles, vingamos 1999, revertemos a hegemonia no futebol de nosso Estadual, fazemos uma campanha razoável na série B e que pode melhorar (vai melhorar), mas tem gente que acha tudo isso obra do acaso. Não valeu nada. Daqui a pouco até vão dizer que não merecíamos ganhar o título do Estadual. Você acredita nisso, Felipe? Pombas, alguém dizer que “sabemos como ganhamos o Estadual” é de doer. Eu fechava as portas da Ressacada e jogava a chave fora. Se eu fosse jogador sentava no gramado e me recusava a jogar por este clube.

É esse sentimento, esse pessimismo arraigado que vai se alastrando, de hora em hora, dia após dia, semana após semana, sem trégua, sem uma revisão de princípios, sem um sorriso, sem torcer de verdade para o time, e que vai minando tudo. É apenas o importa-me-lá, se der, deu.

Sinto dizer, mas clubes como o nosso vão viver sempre em dificuldades. Por mais que queiramos diferente, essa é a nossa realidade. E para isso precisamos semrpe estar juntos. Então, esse pessimismo exagerado não ajuda em nada.

Esse é um dos motivos de se retirar torcedor do estádio. Entendeu onde quero chegar? Porque, alguém que ouve ou lê constantemente que tudo está errado, se já não tem vontade de ir, aí é que não vai mesmo. Não falo dos 1790 contra o Marcílio, dos 4 mil que não largam o osso. Falo dos meio barro, meio tijolo que só vão na boa. Os 4 mil de média fazem parte da história, mas os que só vão na boa são levados pelo momento.

E te GARANTO que não adianta campanha motivacional, minoração dos preços, saída da atual diretoria, jogo com o Barcelona, que eles não vão. É fato.

E, Marcelo Alves, não se preocupe que ninguém vai convidá-lo a pintar os muros. Isso é figura de retórica, que só poucos entendem e os iniciados se assombram.

Eu digo que o comportamento, para ser declarado como isento, é que não podemos descartar verdades por causa de algumas mentiras, assim também, como não podemos afirmar mentiras por causa de algumas verdades. Temos que saber separá-las.

O Avaí precisa de torcedores que torçam para ele. Lamento, mas é a realidade.

Felipe Silva disse...

Bom, opinião é opinião, respeita-se e, se não concorda-se, argumenta-se. Eu não sei se blogues pessimistas ou mesmo o Miguel têm esse poder destruidor de tirar 5 ou 6 mil pessoas do estádio.

O que acho, como disse, é que em vez de esperar que o time engate 8 vitórias seguidas pro torcedor voltar (aliás, foi campeão estadual e o torcedor só voltou na final - na semi, o público foi lamentável -, depois sumiu de novo), o Avaí tinha que se mexer. O plano de sócios, que muito pouco mudou em relação a 2010 e 2011, não decolou. E não adianta ficar sentado esperando e reclamando que 400 mil pessoas estão erradas. Se lotar o estádio é prioridade, tem que dar um jeito de trazer esse povo pra Ressacada. Se não é prioridade, então tá, 4 mil tá bom.

Como falei no comentário que o André publicou como post, não é só o Avaí, no Brasil inteiro lotar estádios é um desafio. Mas as médias de rivais mais próximos mostram que, sim, podemos melhorar.

É isso. Acho que o debate é de ideias e todos querem o bem do clube. Segue o baile. Abraços.

Anônimo disse...

Esta citação sobre música, que ainda estamos cantando as músicas de 2007, é uma realidade. Eu sou compositor e levei uma música para a Mancha,uma música composta para ser cantada nas arquibancadas, com o objetivo de motivar os jogadores, mas deu em nada, preferem fazer paródias, porque é muito mais fácil e vivem copiando músicas de outras torcidas, que também são paródias.
Acho que nenhum clube brasileiro tem música inédita cantada nas arquibancadas. Seríamos os primeiros.
Se alguma torcida organizada quiser a música pra cantar no estádio é só falar comigo.
Bighal.

Arthur Rangel disse...

Não consigo entender qual o cálculo utilizado pela diretoria do Avaí para definir os valores dos ingressos e mensalidades. Prefere um estádio vazio, com preços altos para a série B, sem uma torcida para empolgar o time, do que um estádio cheio, com preços justos, gerando receita maior e criando um caldeirão como em 2008.
Com os preços atuais, temos um público em torno de 4,5 mil torcedores por jogo.
Se estes preço fossem reduzidos pela metade, será que não teríamos mais de 9 mil torcedores no estádio, gerando mais receitas que atualmente?
Diminuir o valor da mensalidade de sócio torcedor em torno de 40%, será que não teríamos mais que duplicado o número atual de sócios adimplentes?
2008 não pode servir como exemplo?

Anônimo disse...

Quando o espetaculo era bom, cobrava-se R$ 100,00 um ingresso minimo para assistir o jogo de frente. R$ 60,00 o minimo pra tu ficar jogado atras do gol na chuva vendo o jogo de potna cabeça.

Como se nao bastasse, sem demanda alguma pra isso, quiseram criar um segundo Setor A, com mensalidades que de 2009 pra 2010 aumentaram absurdamente, ou seja, alem de impedir os novos torcedores (diga-me quem pagaria os valores que praticaram em 2010 e 2011) ainda conseguiram correr com muitos que lá estavam, como eu, que cancelei a carteirinha em 2010 depois que meu setor que era 60 passou a custar 95 (Setor D).

No final de 2010, pra nao cair, mantiveram ingressos no patamar que consegue tirar muita gente de casa (20 pra um setor frontal) a coisa pegou, a vó da tia ficou sabendo, teve superlotaçao seguida em rebaixamento, teve 15 mil depois de derrota de 4, teve 11 mil em jogo de tabela, coisa que o plano atual ou outro plano qualquer jamais conseguiu numa Serie A.

Conseguiram trazer devolta o povo afastado e angariar muita gente que nem tava indo, mas em 2011 o ingresso voltou pra 80, 50 o minimo, o povo que voltou foi todo embora pra nunca mais voltar.

Ou seja, agora que o espetaculo é medio e o preço caiu ja nao ha mais demanda alguma de publico pra utilizar este preço mais baixo(ainda que a valores que nao remediam o problema como em 2010, ou alguem acha que um cidadao nao socio vai sair de casa por 50 reais contra o ASA).

Enfim, pra trazer o torcedor AFASTADO devolta, só precinho de banana (final de 2010) e bem conversadinho, pois nao é mais Serie A.

Aposto com quem quiser que o Avaí hoje em dia nao tem mais do que 5.000 sócios pagando em dia, o que explica o total abandono do estadio no ano de 2012.

Unknown disse...

Aguiar ! Vc entendeu o que eu falei sobre nao pintar muros enquanto coisas estranhas acontecem lá. O avaiano é inteligente e sabe muito bem separar as coisas sim.
Quanto ao titulo, hegemonia no estado e atc, vc nao tem ideia do quanto eu e muitos agradecemos por isso. Aguardava isso acontecer a anos, apos ser roubado e apanhado da policia por causa do Avai.
E a justica se fez em dobro. Isso nunca sera esquecido pelo avaiano. Eu paguei 100 reais na mao do cambista e foi o dinheiro mais bem gasto em minha vida. Pagaria mais se fosse preciso. Era o jogo do seculo ! Agora vc acha que o avaiano pagaria esse valor para ver Avai x ASA. O adversario conta sim e muito para o valor do ingresso, principalmente apos rebaixamento,elitizacao e negocios inexplicaveis sem resposta como se nao estivessem nem ai para o maior patrimonio do clube ???? Sejam eles 4.000 ou 500.000, nao interessa. A confianca foi sim muito abalada e isso só tem um culpado e nao é nenhum blogueiro ou corneterio como queiram, mas sim a pessoa numero 1 no Avai e nao o numero 12.

Abracos
Marcelo Alves

Eu agradeco demais ao Avai, ao Maria e ao grupo por nao ter jogado a toalha como muitos lá dentro. Estes sim lavaram a alma do torcedor e sem negociatas.
Somente continuo pedindo que por favor parem de colocar a culpa de tudo encima do torcedor. Tomo isso para mim tambem e fico puto com isso, pois é uma tremenda sacanagem. É feio e desonesto isso. É uma perfeita sacanagem !
Que eles facam suas negociatas lá dentro (sabemos como é, ninguem é tanso) ate 2013, para o proximo receber o clube com uma divida de mais de milhoes nas costas do Avai, mas que

Abracos
Marcelo Alves

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