Conselho Deliberativo: omissão e conivência
Passado mais de ano do primeiro requerimento que protocolei no Avaí Futebol Clube, assim como passado o prazo que estabeleci no último, dia 28 de novembro, chego a um única e possível conclusão: o Leão da Ilha tornou-se um feudo, com mandos e desmandos que levarão o clube ao fundo do poço, se é que isso ainda é possível...
E não estou aqui fazendo papel de blogueiro ou de associado magoado com a situação. Apenas tenho a capacidade de discernimento, onde percebo facilmente os problemas que ocorrem no mais vezes campeão de Santa Catarina.
De uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, vejo que muita coisa poderia ter sido evitada para que não chegássemos nesse nível de endividamento, se o Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube não tivesse sido tão omisso.
Diga-se de passagem, com clareza solar, que após a saída de Alexandre Espíndola, o Conselho Deliberativo fez um papel a cada dia mais vexatório, sob o comando de um senhor que deveria aproveitar melhor o aconchego do Ribeirão da Ilha, ao invés de, com mais de 80 naos de idade, servir de fantoche na mão de uma diretoria executiva...
Não tenho dúvidas de que a maior parte do problema do clube cabe, incontestavelmente, a atuação do presidente João Nilson Zunino. Talvez até tenha cometido seus erros de boa fé, mas foram tantos, que a própria boa fé desconfia. Porém, seu "modus operandi" contou com a inoperância de um Conselho Deliberativo que não honra a razão de sua existência.
Digo inoperância em função de que muita coisa que aconteceu ao longo dos últimos três anos, e não somente neste, o Conselho Deliberativo poderia ter se antecipado aos efeitos nocivos, que vieram a se confirmar, comprometendo o cofre do clube, bem como sua reputação construída ao longo dos anos. Afinal de contas, é isso o que determina o ainda vigente estatuto do clube...
É o Conselho Deliberativo, por força de estatuto, que define quais as ações e como a diretoria executiva deve agir. Todavia, no Avaí Futebol Clube, inverteram o comando, inverteram a competência. Atualmente, as reuniões do conselho deixaram de ser deliberativas para adquirirem um caráter meramente informativo. Claro, com a informação partindo da diretoria executiva...
Se alguém tem dúvida disso, antes que conteste esse simples texto, melhor consultar o estatuto do clube...
Não tivesse o Conselho Deliberativo navegado na marola de orçamentos otimista e pessimista, e nadassem em busca de um porto seguro, certamente não veríamos esse festival de horrores, com salários sistematicamente atrasados e um tsunami na esfera jurídica, onde a cada dia novos credores buscam seus direitos...
Difícil entender, que em plena era da globalização, o clube volte a anotar suas contas nas "cardenetas" da padaria, porque a credibilidade escapou por nossas mãos. Se é verdade que crescemos, é mais verdade que estamos pagando um preço caríssimo, ao ponto de começarmos a retroceder de forma abrupta.
A torcida avaiana, quer na Ressacada ou nas redes sociais, está sem voz. Por tudo o que vem sendo explanado ao longo dos últimos anos, é inconcebível que o Conselho Deliberativo, que deveria ser essa voz da torcida junto ao clube, tenha deixado que o Avaí chegasse onde está.
É preciso de uma vez por todas que os conselheiros avaianos entendam que não basta apenas colocar seus nomes em uma relação, por mera vaidade. É preciso que se participe, efetivamente, das decisões administrativas, para que se mantenha o Norte do clube bem visível. Mais do que isso, é preciso se fazer presente, com voz ativa no controle dos atos da diretoria executiva.
Como isso não aconteceu, e está bem claro, o Avaí acabou saindo das páginas esportivas para entrar na pauta do Judiciário. Como disse anteriormente, o maior dos problemas, a maior parte, foi causada pelo presidente executivo do clube. Porém, o Conselho Deliberativo, por sua omissão, por sua conivência, também é responsável, é coautor, por todas as mazelas que passa o Avaí Futebol Clube.
Não responder ao requerimento de um associado, não chega a ser o maior problema. As consequências virão. Pior, muito pior, é fazer papel de fantoche na mão de quem vem aumentando a cada dia o endividamento do Avaí Futebol Clube.
E não estou aqui fazendo papel de blogueiro ou de associado magoado com a situação. Apenas tenho a capacidade de discernimento, onde percebo facilmente os problemas que ocorrem no mais vezes campeão de Santa Catarina.
De uma forma ou de outra, direta ou indiretamente, vejo que muita coisa poderia ter sido evitada para que não chegássemos nesse nível de endividamento, se o Conselho Deliberativo do Avaí Futebol Clube não tivesse sido tão omisso.
Diga-se de passagem, com clareza solar, que após a saída de Alexandre Espíndola, o Conselho Deliberativo fez um papel a cada dia mais vexatório, sob o comando de um senhor que deveria aproveitar melhor o aconchego do Ribeirão da Ilha, ao invés de, com mais de 80 naos de idade, servir de fantoche na mão de uma diretoria executiva...
Não tenho dúvidas de que a maior parte do problema do clube cabe, incontestavelmente, a atuação do presidente João Nilson Zunino. Talvez até tenha cometido seus erros de boa fé, mas foram tantos, que a própria boa fé desconfia. Porém, seu "modus operandi" contou com a inoperância de um Conselho Deliberativo que não honra a razão de sua existência.
Digo inoperância em função de que muita coisa que aconteceu ao longo dos últimos três anos, e não somente neste, o Conselho Deliberativo poderia ter se antecipado aos efeitos nocivos, que vieram a se confirmar, comprometendo o cofre do clube, bem como sua reputação construída ao longo dos anos. Afinal de contas, é isso o que determina o ainda vigente estatuto do clube...
É o Conselho Deliberativo, por força de estatuto, que define quais as ações e como a diretoria executiva deve agir. Todavia, no Avaí Futebol Clube, inverteram o comando, inverteram a competência. Atualmente, as reuniões do conselho deixaram de ser deliberativas para adquirirem um caráter meramente informativo. Claro, com a informação partindo da diretoria executiva...
Se alguém tem dúvida disso, antes que conteste esse simples texto, melhor consultar o estatuto do clube...
Não tivesse o Conselho Deliberativo navegado na marola de orçamentos otimista e pessimista, e nadassem em busca de um porto seguro, certamente não veríamos esse festival de horrores, com salários sistematicamente atrasados e um tsunami na esfera jurídica, onde a cada dia novos credores buscam seus direitos...
Difícil entender, que em plena era da globalização, o clube volte a anotar suas contas nas "cardenetas" da padaria, porque a credibilidade escapou por nossas mãos. Se é verdade que crescemos, é mais verdade que estamos pagando um preço caríssimo, ao ponto de começarmos a retroceder de forma abrupta.
A torcida avaiana, quer na Ressacada ou nas redes sociais, está sem voz. Por tudo o que vem sendo explanado ao longo dos últimos anos, é inconcebível que o Conselho Deliberativo, que deveria ser essa voz da torcida junto ao clube, tenha deixado que o Avaí chegasse onde está.
É preciso de uma vez por todas que os conselheiros avaianos entendam que não basta apenas colocar seus nomes em uma relação, por mera vaidade. É preciso que se participe, efetivamente, das decisões administrativas, para que se mantenha o Norte do clube bem visível. Mais do que isso, é preciso se fazer presente, com voz ativa no controle dos atos da diretoria executiva.
Como isso não aconteceu, e está bem claro, o Avaí acabou saindo das páginas esportivas para entrar na pauta do Judiciário. Como disse anteriormente, o maior dos problemas, a maior parte, foi causada pelo presidente executivo do clube. Porém, o Conselho Deliberativo, por sua omissão, por sua conivência, também é responsável, é coautor, por todas as mazelas que passa o Avaí Futebol Clube.
Não responder ao requerimento de um associado, não chega a ser o maior problema. As consequências virão. Pior, muito pior, é fazer papel de fantoche na mão de quem vem aumentando a cada dia o endividamento do Avaí Futebol Clube.





Que pena, que tristeza ter que concordar com tudo o que está escrito nesse post.
André
Parabéns pelo posto. Nao se preocupe muito, lá pelo dia 28 deve sair uma nova convocação para aprovar o orçamento para 2013.
O post de hoje do Memorias avaiana, do Felipe, diz bem em que nível de "negócios" está sendo envolvida a instituição, em prejuízo ao seu orçamento próprio, mas para o bem do orçamento de terceiros, bem próximos do andar de cima.
Flávio Félix
André, concordo com tudo.
O problema é que "nós", torcedores, conselheiros, ex-presidentes ou ex-diretores, em momento algum fizemos nada efetivamente para participar das decisões do clube.
Qtos conselhiros tem no clube?
Qtos participam das reuniões?
Qtos tentaram alterar o estatuto?
Qtos sócios somos?
Qtos vamos a campo?
Já fui muito mais participativo, já enviei reclamações e sugestões, Já telefonei, mas hj não me envolvo além de dar uns pitacos por aqui.
Existe um oposição, isso é fato, mas qual o nível de organização?
Existe um projeto?
Se existe pq não contar com a participação de todos?
Não conheço o Zunino, não tenho procuração pra defender, mas penso que se não faço nada para mudar é pq estou concordando.
Aí pergunto: Quem fez algo nesse sentido?
Reclamar ajuda?
Posso apontar 10 problemas na seleção da Espanha, é fácil ver defeitos.
O dia que a maioria colocar na cabeça que o Avaí não é o Zunino, talvez as coisas mudem.
Sds
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