segunda-feira, 11 de março de 2013

Medidas corretivas remedeiam os males, by Alexandre Aguiar


Corre pelos entornos da Ressacada, mais uma vez, que o planejamento do Avaí dá mostras de fazer água, graças a mais uma demissão de um treinador em pouco tempo. Obviamente que tal “verdade absoluta” parte de quem olha a grama do vizinho mais verdinha, ou é daqueles que querem ser os donos da roda já inventada.
No mundo do futebol, principalmente o brasileiro, onde os recursos existentes e distribuídos aos clubes pequenos são para poucos meses, as ações são imediatas e sem muito tempo para se lamentar as remediações. Muita gente sem qualquer entendimento de como funciona essa estrutura vale-se de chutes, frases de efeito ou soluções de vôos de galinha. No mais das vezes tomam exemplos de clubes europeus e insistem em impô-los por aqui. Bobagens! Seria muito bom contratar um técnico que ficasse por ao menos duas temporadas, organizando a estrutura do futebol do clube, trazendo garotos da base para o time profissional e transformando isso em campeonatos conquistados. Mas se nem nos grandes e tradicionais clubes do futebol brasileiro se vê isso, como se quer que em clubes como o nosso a coisa seja assim? Esquecem que não temos dinheiro e temos que contar com a vontade de abnegados?
Claro que as circunstâncias e alternativas vão minando qualquer plano ou meta estabelecida, uma vez que a pressão para o nosso lado é mais forte. Por isso mesmo que as soluções e planos de contingência devem ter caráter emergencial e com decisões rápidas. Dia destes li que é exatamente em clubes pequenos que os cuidados devem ser redobrados. Em parte concordo, mas não se pode penalizar um clube quando uma medida drástica tem que ser tomada exatamente para evitar um mal maior.
A demissão do treinador Sergio Soares quebrou o ritmo planejado antes, o de que seria montado um grupo vencedor e, ao final da temporada, ser negociado para que entrassem recursos extras no clube. Dadas as  circunstâncias do que vinham sendo visto, foi necessária. Perfeitamente natural e plenamente consistente com a nossa realidade. Algumas virgens vestais do nosso quintal, todavia, abominam tal conduta, sem mencionar que os clubes de Rio ou São Paulo para o qual torcem fazem a mesma coisa e com apoio até das grandes redes de TV. Contudo, quando uma parte do projeto falha, a ação deve ser tomada e são decisões que devem ocorrer o quanto antes.
Me surpreende, contudo, é ler agora manifestações de engenheiros de obras prontas a dizer que lá no começo haviam feito cara feia para a contratação deste treinador. Ora, eu mesmo apontei aqui a motivação que havia tomado de assalto grande parte da torcida, coisa que até me espantava. Muitos haviam até esquecido o FORA ZUNINO e já batiam palmas para o que se estava planejando dentro da Ressacada. Curioso é virem agora como sendo os pais da criança da indignação e do apontar de dedos. Fica muito feio agir assim. A contradição, nesse caso, se torna evidente. E ainda me vem falar de planejamento?
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí Futebol Clube e um dos colaboradores do portal Todo Esporte SC

5 Comentários:

Anônimo disse...

AGUIAR, o anjo protetor de sempre.
Desde o começo não, mas próximo do fim do primeiro turno, quando o time não havia ganho de nenhum grande e se atrapalhado com alguns dos pequenos, muita gente já criticava o treinador, pela falta de conjunto, pelas mexidas erradas, pelo futebol medíocre, pela falta de preparo físico e pelos resultados. Eu fui um deles, neste mesmo Blog. - Roberto Costa.

Anônimo disse...

Aguiar,

tens razão. Um planejamento não é fixo. E sempre que ele merece ajuste, pode e DEVE ser feito.

Quanto mais da errado, certamente maior o prejuízo financeiro. É uma realidade de qualquer empresa. Pior é ficar omisso, ou demorando muito para agir.

Agora, tem de agir de forma a errar o menos possivel (claro que ninguem tem o poder de acertar sempre), mas a margem de erro e a exposição negativa da imagem do clube tem sido muito muito ruins.

É preciso caprichar mais.

Silvio;

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Roberto, o erro de análise em relação à minha pessoa começa com a tua primeira frase. O que eu faço é valorizar o trabalho da diretoria, principalmente do presidente, porque conheço muito mais do que qualquer um que esteja aí quais são as dificuldades de se fazer isso.
As pessoas que me acompanham diretamente, que me conhecem pesoalmente, sabem o que já critiquei o presidente Zunino. E muito! Eu disse quem me conhece. Quem não me conhece diz bobagens.
Agora, chegou um determinado momento que eu percebi que não adiantava mais a crítica, não porque não merecesse, mas porque de nada adianta. Chega um momento na vida que a gente tem que estender a mão para quem está em dificuldades, e não acusá-lo de ter seguido um caminho errado. Se você conseguir entender isso, entenderá a minha postura.

Em relação ao SS, não quero ser protagonista de nada, mas mesmo que vocês me acusem diariamente de ser chapa-branca, puxa-sacos e pau mandado, fui o primeiro a dizer, depois do jogo contra o Metrô, que era hora de mandá-lo embora, que ali era o momento.

Abraços

Anônimo disse...

AGUIAR, em termos de glórias e também de conquistas materiais, o Zunino ainda é o principal presidente do Avaí, mas de repente parece que perdeu o rumo. Acho que as críticas são necessárias, torcida sem brio, acomodada, também não serve. Abraço. Roberto Costa

Anderson disse...

O cordão não pára de crescer, nesse quesito eu tenho pena do Zunino. Deve doer muito o testículo do cara.

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