sexta-feira, 12 de abril de 2013

Fogueira das vaidades, guerra de egos ou “estou aqui apenas querendo ajudar”?, by Alexandre C.Aguiar


Os recentes depoimentos que pipocam nas redes sociais e em blogs sobre a participação de torcedores como auditores no TJD remete à discussão mais antiga da necessidade de se chamar árbitros de futebol de praças distantes dos times que se enfrentam em determinada partida. Num jogo entre times de Santa Catarina e Paraná, por exemplo, o árbitro deve ser gaúcho, paulista, ou de qualquer outro Estado que não o deles em campo. Também não é considerado prudente que entre seleções de futebol de países que se enfrentem árbitros do mesmo país de uma delas apitem seus jogos.
Da mesma forma, num tribunal comum, não se recomenda que o juiz presente seja parente ou próximo da vítima ou do réu, nem mesmo os jurados, se for o caso. E por quê?
Por acaso se põem em dúvida a honestidade ou o idoneidade do árbitro, do auditor ou mesmo de um juiz? Não, claro que não. As dúvidas e discussões serão feitas após a partida e não antes. O afastamento de proximidades é exatamente para se evitar isso e se preservar a sua competência daí por diante.
Por isso, causa espanto que alguns auditores do TJD catarinense estejam se desculpando em comentários extensos, ou tentando provar que “não é bem assim”. Lamento que estejam incomodados com a dúvida, mas é bem assim que deve proceder a sociedade, sim. É da prática republicana ser cética. E somos humanos, se não sabem. Não há nada de anormal todos nós, cidadãos comuns ou juízes e auditores, agirmos ao lado dos nossos. É da nossa espécie este sentimento altruísta, de assegurar “primeiro os meus”. Nossa mente é formatada dessa maneira, desde quando descemos das árvores, a decidir assim.
O córtex pré-frontal, essa porção do cérebro na região da testa é quem toma as decisões e se baseia no que o restante do nosso cérebro aprendeu. A capacidade de cognição começa desde a vida intra-uterina, desde quando nos assentamos no mundo e isso vai até antes de batermos as canelas. Portanto, é da natureza humana tomar uma decisão baseada no que aprendemos ao longo a vida.
Não somos uma máquina cheia de botões para diversas atividades e que basta apertar um para se fazer uma função distinta. Fazemos todas as funções possíveis ao mesmo tempo. E, por incrível que pareça, quem tem mais capacidade intelectual faz muito mais coisas ao mesmo tempo e decide tudo em conjunto.
Assim exposto, é perfeitamente natural que juízes e auditores envolvidos na sua vida de alguma forma com seus clubes do coração decidam alguma coisa em seu favor, em algum momento e, principalmente, nos momentos mais críticos, que é quando a atividade cerebral mais se encharca de neurotransmissores e hormônios. E é quando emoções e razão interagem.
Dessa forma, para se evitar qualquer constrangimento ou dúvida fugaz, é recomendado que um auditor ou juiz com esta carga de ação se afaste quando algo relacionado ao seu clube esteja em voga. É possível até que faça com isenção. Presume-se que alguém assim seja dotado de imparcialidade o suficiente para legislar em causa da justiça. Porém, basta um senão, uma vírgula, um ato diferente do natural e toda uma postura pode ser discutida. E nenhuma vaidade é válida se a decisão for posta em dúvida.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí Futebol Clube e um dos colaboradores do portal Todo Esporte SC

15 Comentários:

Ricardo TMA disse...

deixei de ler quando vi o nome do autor.

André Tarnowsky Filho disse...

Ricardo TMA,

Deverias ler até o fim. Se tens acompanhado o blog nos últimos dias, esse texto defende o Avaí e bate de frente com algumas situações bem estranhas do futebol catarinense.

Eron disse...

Bola dentro do Aguiar, excelente texto>
Eron

Anônimo disse...

André...
São tantas coisas estranhas, tantas no nosso próprio clube e quando os assuntos estranhos relevantes à gestão do nosso Avaí esse teu amigo sai pela tangente.
Ele só sabe taxar os torcedores, a Mancha e não tem coragem de falar sobre LA, Ilha, Gabriel Zunino e dos diretores que ele disse estarem usurpando o Avaí.
Na boa cara, gosto do teu blog e das tuas postagens, porém, tenho opinião de que o blog perde com postagens desse chapa branca do Zunino e não perco tempo pra ler o que ele escreve.

Ricardo TMA

André Tarnowsky Filho disse...

Ricardo TMA,

Tens razão, o Aguiar é meu amigo. E exatamente por isso, por respeitar a opinião dele, mesmo divergindo numa série de coisas, é que fiz e faço publicações de textos dele.

Tenho bom relacionamento com muita gente da TMA, assim como critico em outras coisas. Já disse ao Minck, assim como ao Nanau. Faz parte.

Sobre as empresas e os dirigentes citados, deves acompanhar meu posicionamento aqui no blog.

E volto a repetir: esse texto defende o Avaí e bate de frente com algumas situações bem estranhas do futebol catarinense, ainda que tenhas tuas diferenças em relação ao Aguiar.

Anônimo disse...

Perde-me minha ignorância... o que é TMA?

Murilo Moreira

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Quem é Ricardo mesmo?
A minha cara está aí e a sua?
Tu és daqueles que se esconde atrás de uma organizada?
Eu tenho coragem de falar, sim, sobre Gabriel, sobre Ilha, sobre o assunto que você quiser. Podes até não concordar, mas eu falo e exponho o meu pensamento. Exatamente por isso que um monte de abobado me vira a cara. Não sabem o que é opinião desde que seja a opinião que eles querem ler ou ouvir.
E tu, tens coragem de falar sobre a Mancha? Sobre algumas atitudes que têm envergonhado a nossa torcida?

Anônimo disse...

Então Aguiar fique a vontade. Pela primeira vez fala do Gabriel, da Ilha e das mais de 60 negociações que o teu patrão impôs ao Avaí em 2010. Ou será que é pedir demais para o pombo enxadrista não fazer rodeios sobre estes escândalos? Marcelo Cunha

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Eita, a família Cunha ataca de novo. Como me adoram. Só pra esclarecer, apesar de não ser homofóbico, eu gosto de mulheres, tanto que sou casado com uma. Pombo gosta de?

A respeito do imbróglio, quais são as 60 negociações impostas pelo presidente ao Avaí? Há alguma irregularidade que a gente não saiba? Aponte aí. Eu não conheço. E sobre o Gabriel? Ele é meu amigo, já reclamei a ele que deveria vir a público esclarecer as dúvidas que as pessoas têm a seu respeito, a tal Ilha é um empresa que agencia jogadores e não há nada de absurdo ou de criminoso nisso.
Quais escândalos, camarada? Diga quais são? Eu não conheço, porque se houvesse a justiça e o MP já teriam dado cabo, não achas? Talvez sendo mais claro a gente pode discutir sobre. Apresente as provas e aí a gente vê.

Assis disse...

É verdade, é muita vaidade, sem contar a necessidade exagerada de justificar a composição das comissões!

NOBRE AZURRA disse...

André,
Deixo claro que Marcelo Cunha embora tenha o mesmo sobrenome que o meu, não é meu parente e nem o conheço.
Portanto, se o pombo cita a família como se fosse a minha, errou e com certeza não será nada prazeroso pra ele querer conhecer.
É bom cada qual ficar com os seus, deixa o Seu Cunha e principalmente a minha família aqui quietos que é bem melhor.
Já deixei avisado e repito, tudo, menos querer atingir os meus.

Peço desculpas André pelo comentário que própriamente fugiu do contexto, mas o esclarecimento se fez necessário, infelizmente o pombo continua querendo chamar a atenção, gosta de provocações, mas já que é teu amigo, deveria ao menos respeitar o teu espaço.

Anônimo disse...

Cagão enrolão! Marcelo Cunha

Alexandre Carlos Aguiar disse...

Curioso, né, José Henrique Cunha, quando a coisa é para ti és cheio de não-me-toques. No teu blog falas o que queres, me ofendes, me chamas de mentiroso, diz que eu não tenho credibilidade pra falar, por email me chamasse de moleque, pões a minha empresa em evidência por algo que sabes perfeitamente que não foi como colocasses.
Aí vens com esse papinho aranha de uma piada que eu faço, porque a coincidência é gritante, aliás, os termos do sujeito são iguais aos teus e agora, depois de acabar os argumentos vens aí com a história de que devo conhecer a tua família. Que é, agora devo andar com segurança? Quem lê se convence perfeitamente que estás me ameaçando.
És um fanfarrão. Vai arrumar algo pra brincar, rapaz, dá uma volta com a família, vá á praia, vá tomar uma cerveja. Para com esse troço de querer vir atrás de mim em todo lugar.
Queres porque queres que eu deixe de escrever, mas não percas o teu tempo.
Dias desses comentei na Ressacada que havias te curado. "Pô, o Cunha nunca mais me incomodou, deixou de encher o saco". Mas agora voltasse com a carga toda. Isso é para quê, pra fazer campanha pro teu amigo contra o Zunino?
Pô, cara tu és muito chato.

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