sexta-feira, 5 de abril de 2013

LANCES POLÊMICOS, E O GOL DO COLATINA, by Roberto Costa

Aí vem o clássico, e em clássico um assunto sempre trepidante é a arbitragem. Até aqui, em todos os jogos envolvendo o tombense os erros capitais foram benéficos a esse clube. Fizeram gol de mão, salvaram gol com a mão, escaparam de um pênalti claro favorável ao Ibirama (bola cortada dentro da área com braço estendido), sem contar a outra trapalhada do sentimental Celinho, no jogo Avaí e Criciúma, que também favoreceu ao tombense, impediu que um dos dois avançasse, freiou dois competidores grandes. A propósito, segundo revelou o MAL, ainda no vestiário da Ressacada Celinho teria ligado ao deufim lastimando-se por ter errado em lance capital. Como sofre esse pobre incompreendido!

É bem verdade que a gambazada se esforça para contestar, mas o faz com evasivas, não leva em conta a força das imagens. Assim também a midia alugada, quando as imagens são incontestáveis admitem à boca muito pequena e mudam logo de assunto. Faraco reconheceu o pênalti em favor do Ibirama, no momento em que ocorreu, e só. Claudionir Miranda e Sérgio Murilo, por exemplo, não disseram um A sobre o lance do gol salvo com a mão no primeiro clássico, como se o lance tivesse  a dimensão de um simples lateral. A arbitragem, segundo eles, foi muito boa. A gente entende.

Não só a torcida, sobretudo os dirigentes avaianos devem atentar mais detalhadamente no trabalho dos árbitros, pois, como já falei em outro texto, existem malandragens sutis que comprometem uma boa arbitragem, mas que escapam à análise apressada. Um árbitro, pode enervar os atletas de um clube sendo grosseiro no trato a eles, e gentil com os do outro, no passado já houve reclamações desse tipo. O árbitro pode "marcar" com muita eficácia atacantes inventando faltas de ataque, pode "marcar" especificamente determinado atleta muito importante, pode aplicar a lei da vantagem em favor de um e não fazê-lo em favor de outro. De detalhe em detalhe se destrói uma estabilidade psicológica. O repertório do mal é longo e o grau de autoridade de que são investidos os árbitros facilita-lhes tudo. Quando enfim, nenhum desses artifícios sutis se revela capaz de influir no resultado, o árbitro inidôneo então apela para a cirurgia grosseira, sem anestesia. Confiando na segurança do inexpugnável camburão à porta do estádio, ele anula um gol válido, valida um gol ilegal, não apita um pênalti existente ou faz vistas grossas para um existente. Nada se pode afirmar, mas houve quem questionasse a expulsão de Alê contra o JEC, depois de não ter sido apitada falta clara sobre ele no primewiro amarelo. Ora, já que Marquinhos estava fora de alcance...

A título de ilustração, vale relembrar um dos históricos e enciclopédicos absurdos da arbitragem catarinense. O célebre Gol do Colatina. Transcorria o clássico equilibrado, o placar de zero a zero. O lateral esquerdo do tombense avança com a bola e é desarmado pelo Colatina nas proximidades da linha divisória do gramado. Colatina avança livre com a bola, percorre o longo trajeto até às proximidades do bico da grande área adversária e faz o cruzamento sobre a área do tombense. A bola toma um efeito inesperado e morre no ângulo do goleiro, caindo dentro do gol. Bem uns quarenta segundos transcorreram nesse lance, sob supervisão do árbitro.  Então, surpreendentemente o árbitro, Antonio Rogério Osório, da frente da área do tombense, voltou-se para aquele local longínquo onde Colatina desarmara o lateral tombense, e deu falta naquele lance, em favor do tombense.

Naquele tempo, a crônica ainda prezava o senso de imparcialidade, e criticou devidamente o árbitro. E há quem fale evasivamente em teoria da conspiração.
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube

4 Comentários:

Anônimo disse...

Na verdade muitas "coisas" semelhantes têm acontecido, não só nos clássicos da Capital, mas nos jogos em geral, umas mais sutis, outras escancaradas e absurdas. Todas com o aval dos "mesmos", porém, nada que se compare à gatunagem efetivada em 1999.
Bighal.

Anônimo disse...

Estive no jogo em Palhoça Guarani 3 x AVAI, o arbitro, no primeiro tempo só dava falta para o time deles, e no segundo tempo fez de tudo para segurar a reação do AVAI ,a ponto de enervar o mais calmo velhinho do meu lado.

Será o mesmo árbitro da partida deste domingo.

e o pamonha continua aceitando...

Silvio;

Fábio disse...

Tem gente que diz que se o Avaí não classificar, não foi por erro no clássico ou contra o Tigre, mas sim pela derrota diante do Metropolitano.
Matemática é uma ciência exata: Soma-se 3 pontos e o resultado será outro, além disso, tira-se 2 pontos do tigre e 1 da mundiça.
A tabela ficaria igual, heim SEMENCHATO e fanho?
Sei que esse xarope acompanha o blog.

Anônimo disse...

Silvio, confere.
Quando num programa da mesa cogitavam sobre o árbitro ideal para apitar um jogo dos barbyes no interior, o Sr. Vasel com ar malicioso citou o Sr. Ronan, e de imediato mostrou aquele seu tradicional riso torto, de quem conhece os feitiços e os feiticeiros, como quem não diz nada, mas diz tudo.
Enquanto isso, na Ressacada dormem. Roberto Costa

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