O MELHOR TREINADOR, by Roberto Costa
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| Foto: Jamira Furlani |
Sempre quem esperneia é o enforcado. Os algozes, que tiram proveito da forca, vão pra casa tranquilos. Nós Avaianos esperneamos, porque enforcados fomos em estratégicos jogos. Não bastasse a raiva, ainda tinhamos de assimilar os chistes padronizados, ouvir a palavra chororô, ouvir que a desculpa nossa é sempre arbitragem, etc, etc.
Quem, no primeiro clássico onde um pênalti claro, com confissão pós parto do próprio árbitro garantiu-lhe três pontos, iria criticar arbitragem? O destemperado e arrogante Adilson? Claro que não. Também não comentou o árbitro que lhe validou um gol de mão contra o Metropolitano. Assim como aquele que lhe poupou de um pênalti claro no jogo com o Ibirama. Preocupou-se este senhor, qualificado de "o melhor do campeonato" por seus assíduos babadores, em contabilizar os pontos provenientes desses saques, pontos que, se debitados em razão de sua ilegalidade, colocariam o seu clube em posição crítica na tabela. Assim, e com os ventos a favor, soprados desde a federação, com o ranço e a fumaça do charuto fétido, estava fácil não criticar arbitragem, estava fácil não chorar.
Quietos, como manda a tradição, assistíamos aos arroubos fáceis do vencedor prévio, assistimos ao ovo contado ainda na galinha, nas ruas, nos escritórios, nos bares. No caminho para a Ressacada, os torcedores entrevistado em rádio antegozavam a alvorada de luz que os aguardava. Três a zero, com três gols do Toscano, disse um deles. Para alguns é tão fácil ser feliz!
Bastou, entretanto, que valentes guerreiros entrassem em campo dispostos a superar com a raça e a garra algumas limitações próprias, dispostos a vencer esses que sempre renascem na arrogância, esses mesmos arrogantes que têm no comando o arrogante mor, e que não aprendem das lições sofridas e ainda tão próximas, para que o chororô, que era nossa marca, na opinião deles, fosse adotada, e de forma vergonhosa. Apelaram para o verdadeiro chororô, porque o jogo mostrou, e as câmeras atestam a límpida vitória da raça, da raça leonina, de um time que entrou em campo para jogar futebol, e por isso saiu premiado. Deprimente pra ele, Adilson, criticar arbitragem depois do jogo, do jogo onde seu time chutou uma bola a gol, de pênalti. Criticar uma arbitragem, que deixou seu goleiro usar e abusar da cera e por fim, o jogo ainda indefinido, dar míseros três minutos de acréscimo, medida que só lhe favorecia. Criticar sem energia, sem convicção, sem a pose de "o melhor". Um papelão.
Ricardinho saiu vencedor, Ricardinho mostrou-se vivo e atuante e derrotou "o melhor", "o virtual campeão". Ricardinho a quem vinhamos criticando, felizmente deu mostras de que pode queimar-nos a língua. Ontem, Ricardinho foi o melhor, seu time não deu chances ao adversário, parece que conseguiu amarrar sua possíveis jogadas. O time do Leão ganha moral, o time tem tudo para encorpar psicologicamente, e quem sabe repetir aquela avalanche assustadora do ano passado, motivos de sobra para preocupações além pontes. Cachorro mordido de cobra, meus amigos...
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube.






Grande André
Quis o destino que eu não acompanhasse in loco o Clássico. Participei do curso de noivos (obrigatório pra casar na igreja), há muito agendado. Só consegui ligar o "raidinho" no fim do primeiro tempo, 0 x 0. Voltando pra missa, ouço um golllll, vindo da rua. Pra minha tristeza era o gol das barbies.... Minha cara fechou, e a minha noiva alvinegra estava toda prosa. Pediu pro pai dela (alvinegro) atualizar o placar via mensagens de celular. Enquanto isso fui rezando baixinho e não é que o celular vibrou com a mensagem do empate? Lodo depois outra vibração e era a virada. Sensacional. O que estava um tédio acabou em alegria. Gritei baixinho, mas toda a igreja ouviu. Até o padre e principalmente o Cara lá de cima. Obrigado Avaí
Abraço e nos vemos no próximo jogo.
Maurício Depizzolatti
Grande Delegado!
Posso imaginar a tua agonia... hehehe
Quer dizer que está chegando a hora?
Abração!
Esse texto, como sempre, está espetacular, diz com clareza e precisão o que foi o clássico e suas adjacências. Parabéns ao meu irmão.
O Adilson, tido pelos participantes daquela ação entre amigos, com costumeiras reuniões em churrascarias, animadas por sessões de MMA, é um técnico decadente e, nem no Tombense, mesmo com todas as boquinhas, alugadas pelo patrão, enchendo a bolinha dele, consegue se reerguer; daí o esperneio.
Note-se que ele, após o jogo de domingo, disse na rádio que os dois gols do Mais Querido foram feitos em impedimento, tentando esconder da torcida a sua incompetência, culpando o árbitro do jogo.
Dá pra entender.
Bighal.
Podem discorda,mas mesmo arrogante Adilson Batista esta tirando leite de pedra desse fraco elenco alvinegro. Enquando contamos com a genialidade de Marquinhos Santos, o faro de gol e a qualidade tecnica de Reis e a garra e visao de jogo de Eduardo Costa, ele so pode contar com Douglas Silva para ganhar um classico. Oh Coitado!
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