POKER, by Roberto Costa
Em 2011 tínhamos a possibilidade de emplacar um tri-campeonato estadual, haja vista que iniciávamos o certame como bi-campeões. Não é conquista que se despreze, é destaque no currículo de qualquer dirigente.Confesso que esperava, do poder na Ressacada, por uma especial programação, a formação de um time competitivo e todos trabalhando sinergicamente visando essa conquista.
Mas muito grande foi minha surpresa e decepção quando iniciamos o primeiro jogo, um clássico contra a Chapecoense na Ressacada, com um time cacareco, frágil e cheio de improvisações. É claro que a decepção não foi apenas minha, é claro que a torcida toda não entendeu o pouco caso. Se os clubes hoje são empresa, essa acepção deve ficar restrita apenas à sua parte administrativa, em campo há que ser promovida a emoção, a vibração, a ânsia por vitórias. A mensagem que veio da Ressacada foi a da frieza, do entendimento de que vencer não era preciso.
Talvez a diretoria tenha se inspirado no jogo de poker, onde os participantes, temerosos de investir mais na aposta, têm a possibilidade de pagar para ver. Então é de se acreditar que o planejamento foi substituído por um critério de aposta, de uma esperança que aquele time improvisado explodisse em campo e apresentasse os resultados que o torcedor esperava. É claro que não aconteceu. Ganhamos 2012, que deveria ter sido o tetra.
Agora sabemos que tentou-se contratar Zé Love. Não é um jogador de três vinténs, é caro. Então cabe a pergunta, por que não se investiu desde o primeiro jogo num atacante realmente decisivo, evitando-se jogar dinheiro fora com apostas? Ao que parece, de novo inspiraram-se no poker.
* Roberto Costa é associado do Avaí Futebol Clube





Belo comentario. Assino embaixo.
Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.