A necessidade da troca dos ídolos, by Alexandre C. Aguiar
Há uma corrente por entre a torcida avaiana que lamenta de dar dó uma provável saída de Eduardo Costa e de Marquinhos Santos. Assim como lamentaram a de Hémerson Maria. Viuvez à parte, eu não lamento e nem aplaudo, mas entendo que isso é do futebol. As tarefas são dadas a quem opera e quando não se obtém resultados a porta da rua é serventia da casa.
O Avaí Futebol Clube, neste agoniado 2013, fez aquilo que se apregoa por todos os cantos do mundo da bola como o modelo para se montar um time. A cartilha ensebada, que muito entendido gosta de nos esfregar na cara, é que todo time precisa ser formado por uma linha, uma espinha dorsal. Um bom goleiro, um bom zagueiro, um meia de contenção, um meia armador e um atacante. O restante da equipe se adequará a este grupo principal.
O Avaí efetivou Diego, que apesar de algumas falhas, é experiente e sabe o que faz debaixo das traves; Leandro Silva, esperado como o xerifão azurra e que não vingou; Eduardo Costa, um excelente volante de marcação, com currículo invejável no futebol nacional; Marquinhos e Cléber Santana, que dispensam comentários. Nenhum deles jogou a contento, ao ponto de decidir que o time avaiano tinha muito mais cancha que o papel mostrava. Tivemos, claro, lampejos de um futebol admirável com esta linha, que poderia estar em qualquer lugar do futebol brasileiro e até mundial. Mas, ao longo do campeonato, essa arrumação foi pífia.
Se tem um sujeito que mais defendeu (e defende) Marquinho Santos sou eu. Me indispus com muita gente por causa disso. As críticas feitas, os acesso de ira, as vaias direcionadas a ele em nada colaboravam para melhorar seu futebol. Não é apontando os dedos a alguém que se fará com que os seus resultados apareçam. Mas Marquinhos é avaiano. Não tem que provar pra ninguém a sua paixão. Já demonstrou isso em todos os lugares. E Marquinhos entende de Avaí, da sua estrutura, da sua história. E não passou de um bom jogador no ano.
Assim como Eduardo Costa, embora sua vivência com os humores da Ilha e do Avaí tenham sido demonstrados agora, efetivamente. Da mesma forma Diego, que conhece as coisas por aqui e como elas são. Igualmente Cléber Santana, que fez força para voltar ao Leão da Ilha. Ao mesmo tempo Leandro Silva, que teve a exata medida do quanto a nação avaiana torcia por ele. Além de tudo, tivemos Hémerson Maria, um sujeito criado noladelá e que diz ter-se tornado avaiano por osmose, dado ao que conquistou por aqui.
No entanto, estas pessoas sabiam das dificuldades, conheciam como as coisas eram e, ao que parece, o ego falou mais alto. Sabe-se, agora, que briguinhas internas, resmungos, caras feias, cobranças indevidas e imposturas de vozes acabaram com um sonho. O particular falou mais alto que o coletivo. Se muita gente reclama da ausência de presidente, supervisor, gerente de futebol, animador de torcida ou coisa que o valha nos vestiários, eu reclamo dos caras que se diziam avaianos e nada fizeram para mudar o quadro. Não era uma andorinha fazendo verão, eram cinco jogadores experientes e tarimbados que poderiam fazer uma mudança climática absurda nessa série B. Meio time de legítimos avaianos e que pularam do barco antes de naufragar.
Por isso, não lamentarei se alguns ou todos estes tidos como ídolos avaianos forem embora.
Porque a decepção não se cura. Ela se ameniza, ela se afasta, mas jamais será esquecida. Então é melhor não conviver mais com isso. Foi bom enquanto durou, mas será fatal ao se manter.
Se forem embora, que façam uma boa viagem. Se por um acaso ficarem, que aprendam a lição do Silas, dita certa vez: “joguem por cem hoje, para obter quinhentos amanhã”.
* Alexandre Carlos Aguiar é associado do Avaí FC, proprietário do blog Força Azurra e um dos colaboradores do portal Todo Esporte SC





Marquinhos, Cleber, Eduardo, eram os melhores jogadores do Avaí, o problema eram alguns ingredientes(Titulares , que deveriam ser banco) que azedaram o time do Avaí. Bastava um atacante de qualidade para subir, nosso ataque foi mortal, morremos com ele. EDU
Edu,
Concordo com tua colocação na primeira parte do comentário: EC5, M10 e CS88 eram os melhores. Porém, desde a saída de Arlan, ficamos sem lateral direito. Não nos bastava somente um atacante...
Quando 5 não querem 11 não jogam, já dizia Frei Nicolau no confessionário.
Aguiar,
Ainda quero saber quem são esses cinco...
Será que o Frei Nicolau entrega?
um deles, já esta fora !!!
Aguiar, não sei dos bastidores, mas sei que são caros para jogar o estadual e depois a série B.
Tirando o Leandro, acho que os outros 4 deveriam ser a base do time para 2014. São ótimos jogadores.
MS10 já foi e voltou diversas vezes, CS e Diego duas vezes.
Se saírem, que seja pela última vez, chega dessas idas e vindas.
É engraçado como até agora tem gente argumentando que faltou contratar em posição X ou Y para o Avaí subir. Não está ainda ABSOLUTAMENTE CLARO para todos nós que o time que tivemos ERA TIME PRA SUBIR?
Gente, alguém duvida que, se eles realmente quisessem, esse grupo, do jeitinho que ele era, não teria ganhado duas das partidas contra Atlético-GO, ASA, América-RN e ABC??? Bastou ganhar 2 desses jogos pra subir! Mesmo sem o tal lateral ou o tal atacante que não foram contratados.
O que realmente nos faltou foi vontade... Os motivos, acho que nunca saberemos.
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