segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

COMPADRIO, by Roberto Costa

Foto: Ulisses Job/Lance Press
O grande buchicho espoucou no jogo em que o Vasco, aflito na zona da degola, venceu o Cruzeiro. A suspeita ganhou consistência com a leitura labial feita nas imagens do jogador Júlio Batista, o qual recomendava a atleta vascaíno que fizesse logo o terceiro gol. Outro reforço na suspeita procede, segundo alguns, do fato do Cruzeiro pretender a contratação do jovem e talentoso jogador Marrone, do Vasco. Portanto, os ingredientes estavam completos para as suspeitas, uma mão lavaria a outra..

O compadrio, a burla ao que é da essência do jogo, ou seja a disputa real, limpa e legal, ninguém há de ser ingênuo de dizer que não ocorre. Difícil muitas vezes é conseguir comprová-lo.

Depois tivemos na série B a questão do jogador Álvaro, que entregou o próprio presidente do clube onde joga, o Bragantino, alegando que aquele mandatário havia negociado com o Ladelá o jogo decisivo e por consequência o próprio acesso à série A. Segundo o denunciante, o presidente do clube paulista proibiu a escalação do artilheiro do time e do próprio denunciante, zagueiro titular, antecipando as férias a ambos. Não deixa de ser estranho que um presidente se ocupe desse tipo de coisa, da alçada exclusiva do treinador e por vezes do setor médico, sendo indefensável em sã consciência, que pretendia com esse gesto reforçar o seu time.

Ontem, após o jogo em Bragança Paulista, tomado de emoção pela conquista do acesso pelo seu time, o time barbye, Deufim Peixoto, o dotô, declarou que pretende ano que vem ter três clubes catarinenses na série A. O repórter lembrou que o Criciúma ainda luta para permanecer. "Amanhã estarei lá, pra dar uma força". Disse o dotô. Não sei se esteve no Heriberto Hülse

Sei, como todo mundo, que o impedimento no lance do gol do Tigre foi escandaloso e o próprio pênalti parece não ter acontecido. Mas não foi apenas isso, havia muito cheiro de pizza no ar, era visível que o São Paulo não queria jogar, que o toque de bola que praticava era estéril, para os lados, para trás, corriam os jogadores para não chegar. Quem jogou futebol não se deixa enganar, sabe muito bem quando o jogo é praticado "às veras".

Enfim, a semana que entra é decisiva para os times da série A ameaçados pelo fantasma da queda. É provável que haverá um mundo de contatos entre dirigentes. Haja baterias carregadas nos celulares, o conforto da modernidade eletrônica favorecendo, tornado ágil o compadrio.. 

Quantas cores terão as malas em trânsito por esse Brasil gigante?
* Roberto Costa é associado do Avaí FC

4 Comentários:

Paulo Silveira disse...

Roberto

Quem pagou a mala branca para o América vencer o Avaí na Ressacada?
Será que o Delfim interferiu para o Asa vencer o Avaí?

Com vitórias sobre estes times (da rabeira do campeonato) voces estariam na série A.

Esta mania de conspiração está te consumindo.

Apequenas demais o teu time tratando-o sempre como o coitadinho.

PS

Adenilson disse...

Se o Cruzeiro quis ajudar o Vasco (não acredito) porque ontem atrapalhou o mesmo ao perder para o Bahia?

Anônimo disse...

PAULO SILVEIRA, se tens acompanhado deves saber que o problema do Avaí é exatamente a falta de mala, de grana e do consequente corpo mole e outras coisas de âmbito interno, e falta de tato de nosso vice presidente principalmente, que a meu ver foi quem jogou fora a classificação..Sem essas besteiras internas, digo sem paixão, o Avaí teria subido com mais de 62 pontos. Perderamos 4 jogos seguidos e mesmo assim tínhamos todas as chances, com adversários fracos, mas ninguém procurou saber o que se passava, ninguém fez nada para mudar o estado das coisas, aliás, alguém fez, nosso presidente em exercício, em cima do atraso dos salários de jogadores e funcionários, descumpriu um trato feito com os jogadores, de pagar um bicho, largou tudo e foi passear em Pernanbuco. Aí jogador vai correr?

Não entendo o apelo à idéia de teoria da conspiração a meu respeito, se a notícia da mala saiu de dentro do Bragantino, foi o zagueiro Álvaro quem disse, corajosamente, e ele melhor que nós dois deve saber o que acontece por lá.
Portanto, soube pela imprensa, não inventei nada, não surtei, mo quirido. Eu disse apenas, que o gesto do presidente do Bragantino, afastando jogadores importantes, não visou fortalecer o time dele, o que deve te parecer óbvio.
Agora, o pênalti contra o Guaratinguetá, inexistente, mal cavado e ridículo, não se justifica por teoria de conspiração nenhuma, mas foi decisivo, ajudou paca. Aí a gente critica e tem de ouvir falarem nessa teoria, argumento de quem não tem argumento, muito usado pelo Paulo Brito nos tempos de RBS.
Mas sossega, já dei publicamente os parabéns a vocês e renovo, pois até pra ter o apoio do Deufim o pessoal do teu time demonstra mais competência que os diretores do Avaí. Abraço. Roberto Costa
.



Paulo disse...

Gostei !!

"pois até pra ter o apoio do Deufim o pessoal do teu time demonstra mais competência que os diretores do Avaí."

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