Bengala de cegos, by Alexandre C. Aguiar
Nas redes sociais, por estes dias, o dono máster da famosa parceria que voltou a dar as caras por aqui, revelou que precisa que o deixem trabalhar. Aquele tipo da situação a qual, nas entrelinhas, quer dizer, não me atrapalhem porque eu vou enfiar os dois pés.
O famoso empresário e sua trupe é aquilo que todo mundo sabe que é, um capitalista da bola. Põe aqui e tira mais à frente, como numa linha de produção de uma fábrica de parafusos. Estava no mercado e nos serviu em tamanho e proporção.
Porém, só deu certo, é bom que se diga, porque a estrutura administrativa dentro da Ressacada, naquele momento, era favorável a isso. Uma boa plantação só dá bons frutos se o solo é fértil. Precisávamos das árvores em nossa lavoura e a famosa parceira nos deu algumas boas cepas. A conta, todavia, foi alta e salgada demais e nos deixou um legado cruel e de difícil resolução.
Não sou apreciador do politicamente correto e nem tanso a ponto de não perceber que um clube de futebol, de qualquer parte do mundo, só sai do lugar se investir. E investir pesado. Fazer dívidas, embora isso soe agressivo a ouvidos ingênuos, é o melhor caminho para um clube ganhar títulos e fazer história. Se houver outra fórmula, mandem currículos.
O curioso dessa história pelos lados avaianos é que um monte de abobados iludidos, os tais amantes carentes, creditaram a ele e somente a ele a fase de bonança pela qual passamos e que nos fez estar num auge nunca dantes apreciado pelos azuis e brancos do Sul da Ilha das Paixões Recolhidas.
Não se sabia que o diabo tinha uma cauda tão longa e que sua forqueta fosse tão afiada. Ardemos até agora por causa disso!
Porém, há quem ache que a sua volta será a redenção de nossas amarguras e o início de uma nova etapa atravessando as tempestades.
Tolos amantes cegos!





"Fazer dívidas, embora isso soe agressivo a ouvidos ingênuos, é o melhor caminho para um clube ganhar títulos e fazer história."
E não é que dizem que os bufões sempre foram restritos ao salões reais? Ledo engano, encorajam-se a arregaçar manguinhas, almejam doutrinar ingênuos e ousam desfilar necedades às massas. E pior, acabam por encontrar audiências de ocasião como esta, mesmo que atravessados em meios mais populares do que os segregados a eles.
Artur
Como eu disse, os ingênuos e puros de coração são os que mais se incomodam. O reino de deus é deles, ora, pois.
Artur,
A questão de fazer dívidas para ganhar títulos é inerente a todos os clubes, inclusive aqueles cantados em verso e prosa na Europa, como Barcelona. Real Madrid e tantos outros...
Quanto a audiência de ocasião, não vejo problemas em que ela aconteça onde quer que seja.
Um comentário mais direto seria mais interessante...
Aguiar,
Disso não tenho dúvidas...
André,
É uma pena que as dívidas exponenciais contraídas pela gestão passada não tenham se traduzido em títulos, conquistas e acessos na mesma medida matemática. O que foge um pouco da tese aí cantada.
Contentaram-se, nestes longos anos de dinastia e apoderamento do clube, em fazer negócios escusos, depositar apadrinhados lá nos tijolinhos, alienar o melhor da base "for free" em favor de alguns, além de afastar o torcedor definitivamente da Ressacada.
Sobre comentário mais direto acerca do post (especialmente acerca do autor, aquele que adora rótulos), leia-se: pseudo-intelectual, baba-ovo, criancinha carente, que só consegue atenção que gostaria quando presente no teu blog. Não que seja importante, pelo contrário, mais que fique com a próxima audiência de ocasião.
Artur
*mas
Artur
Sds. Azurras
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