ACESSO NÃO É BICHO DE SETE CABEÇAS, by Roberto Costa
Costumo dizer que futebol é simples, que não é álgebra. Mas começo a suspeitar que seja quântico, ou seja, apresenta fenômenos estranhos, imprevisíveis, não explicados por nossa lógica newtoniana.
Raul Cabral, por exemplo, a quem defendi desde o começo por ver nele um olho clínico para escalação, uma concepçõa estratégica não retranqueira e uma mente lúcida para leitura dos jogos, de repente parece ter ficado com a visão toldada, começou a imaginar coisas e a "ter razões que a própria razão desconhece." Recentemente sacou Tinga do time, quando o jogador desempenhava uma de suas melhores apresentações. Parece que inclusive reconheceu esse erro.
Eu disse outro dia que com Raul Cabral a gente respira o jogo inteiro, fato que infelizmente não se repetiu hoje. A sua insistência em manter no time o Marrone, seguramente na pior apresentação que esse rapaz fez vestindo a camisa Avaiana, deixou em suspense toda a nação azurra. Marrone, via-se que não estava bem, já havia perdido bisonhamente a bola ensejando a jogada do gol adversário. Marrone não corria, tinha dificuldade de acompanhar na corrida os adversários, e voltou do intervalo e seguiu jogando, até estourar um músculo da perna.
A menos que tenha sacado Eltinho por cansaço ou contusão, temos aí mais um fenômeno inexplicável. Depois, Raul sacou o atacante errado na hora de colocar Roberto no time, se alguém vinha preocupando mais a defesa adversária, brigando ombro a ombro era o Anderson Lopes e com sua saída os zagueiros adversários partiram pra cima ameaçando nossa defesa.
Talvez a confirmação do Geninho como novo treinador tenha mexido com a cabeça do Raul, talvez no fundo de si almejasse a permanência no cargo. O fato é que não me pareceu o mesmo profissional lúcido de outras jornadas.
Sinceramente, esperava mais do jogo de hoje, mais empenho, mais bravura, mais pegada dos jogadores desde o início, porque era a oportunidade de mostrar serviço ao novo treinador, certamente ligadão no jogo pela TV, mas o primeiro tempo foi lastimável. Apenas no final, com a pressão desesperada do Sampaio Correia, totalmente precipitado sobre nossa área, a bravura se fez presente e até Marrone, com apenas uma perna, combatia o bom combate.
O acesso não é bicho de sete casbeças. Com uns quatro ou cinco bons reforços para suprir nossas carências já há muito identificadas e um bom trabalho do Geninho, acho que pode se tornar realidade.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Divulgação/Avaí FC







Sr. Roberto Costa, o Raul Cabral ao sacar do Tinga do Time, deu prova de que entende do assunto e cedo vai se tornar um técnico diferenciado. O Tinga, apesar de esforçado, é um jogador improdutivo. Boa sorte ao Tinga, já que o Avaí já teve a sorte de não mais tê-lo em nosso elenco. Precisamos de volantes que joguem rápidos e pra frente e não pra trás e para os lados.
Manoel Nilson
Manoel, concordo contigo no seguinte aspecto, o Tinga como cabeçla de área realmente não está com nada, mas no apoio, caindo pela direita, vinha fazendo boas partidas. - Abraço. rcosta
Concordo Roberto...no apoio, pela direita estava muito bem e cometia erros de passe, mas em todo o time era o jogador que mais se apresentava para o jogo, enquanto outros se escondiam e em momento algum nao foram criticados......isso o torcedor muitas vezes nao consegue enxergar......e para mim a retirada dele pelo tecnico poderia já ter relacao com a condicao de estar sendo negociado com clube japones !!
Marcelo Alves
Manoel Nilson,
Nunca fui fã do futebol do Tinga, mas ele vinha sendo um dos mais regulares jogadores do time, acima do "craques"...
Aquela substituição foi um erro, que o próprio Cabral admitiu.
Roberto Costa,
Concordo contigo. Ao menos, estava se dedicando, ao passo que outros...
Marcelo Alves,
Assino contigo.
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