Que os chatos não atrapalhem, by Alexandre C. Aguiar
Quando a gente parte para um projeto grandioso, que mude estrutura, conceitos e perspectivas, a primeira coisa a se pensar é no investimento. A busca de recursos financeiros que o viabilize e o seu retorno. O contrário até pode ocorrer e os abnegados arregaçam as mangas para pôr todo o projeto em prática, mas o risco de parar no caminho por falta de verbas, de grana, de bufunfa é enorme. Até os tais trabalhos voluntários, muito em voga em momentos de crise ou naqueles eventos relacionados a catástrofes, quando a solidariedade aparece, alguém, em qualquer momento, põe a mão no bolso. Ocorre que isso tem retorno, naturalmente. Não existe almoço grátis, portanto.
Falo tudo isso em razão do assunto que pipoca no meio da torcida avaiana e que mexe com a cidade: a tal parceria com agentes chineses e cujas notícias, juntamente com chutes e fofocas, dão conta de uma mudança radical no patrimônio e na estrutura administrativa da Ressacada. É um projeto de grande porte, que gera ansiedade, expectativa e, para os menos favorecidos com a coragem, o medo.
Penso que, em qualquer momento de nossas vidas, quando há uma reviravolta ou perspectiva de mudanças avassaladoras, o primeiro sentimento deve ser o do recato. Alia-se, até, algum ceticismo. E faz-se análises críticas para que, na conclusão do julgamento do projeto, não coloquemos os carros na frente dos bois, ou os pés pelas mãos. Até porque, a queda é diretamente proporcional a qualquer investimento mal planejado, com risco de nunca mais nos recuperarmos.
Tenho observado, contudo, que parte da torcida ficou chata. Não é o recato natural, ceticismo ou sentimento crítico necessário. É chatice mesmo. E em algumas pessoas, o excesso de cuidado tem gerado deboche, piada e até recalque.
Haverá investimento de grande porte e para isso será destinada uma boa quantia de verdinhas. Muitas verdinhas. Portanto, como em qualquer atividade dessa natureza, deverá haver retorno a quem investe. Iremos usufruir e bastante, mas a empresa que nos apoiará a partir de então também terá o seu retorno. Antes de mais nada é preciso compreender que isso é uma via de mão dupla.
Penso que é preciso se dar tempo para que as partes interessadas, o Avaí e a empresa chinesa, tenham tranqüilidade e resolvam o que ficará bom para todos e, principalmente, para a nação azurra. O que não pode é já haver grupinhos de revoltados a ruminar suas teses estapafúrdias, como sempre fizeram, e criar um clima desfavorável. Em sendo aprovado ganham todos e daremos um salto gigantesco de patamar, saindo da mesmice e do anonimato. Havendo rejeições por medo ou chatice, quem perde somos nós e talvez nunca mais um cavalo encilhado desses volte a passar por aqui.







Concordo 100%! Edu
É, há um plantão continuo daqueles, para os quais quanto pior melhor.
Já tem gente detonando tudo, achando que não precisamos de nada disso, que temos qur ser pequenos sempre, que evoluir é para os outros.
Louve-se o trabalho da diretoria, que trabalha para sanear e fazer maior o nosso Avai.
Se for feito, na verdade, o que se comenta, daremos um passo gigantesco em direção a um crescimento sustentado e teremos um lugar entre os grandes.
Bighal.
Edu,
Eu também.
Bighal,
Estão sempre de plantão, tipo de gente que vaia até minuto de silêncio...
Virou postagem.
Postar um comentário
A MODERAÇÃO DE COMENTÁRIOS FOI ATIVADA. Os comentários passam por um sistema de moderação, ou seja, eles são lidos, antes de serem publicados pelo autor do Blog.