terça-feira, 1 de julho de 2014

LÁ, COMO AQUI? by Roberto Costa

Alemanha e Argélia, um jogo espetacular, digno realmente de um campeonato mundial. Jogo jogado em sua expansão máxima no sentido atlético, atletas dando de si no limite em cada lance. Houve correria, houve jogo pesado, mas houve também qualidade de parte a parte.

Da Alemanha poderosa esperávamos o futebol robusto de sempre, a qualidade, a frieza, a estratégia, coisas que se confirmaram. Da Argélia pouco se sabia, mas algumas participações em competições no passado sinalizavam que poderia surpreender, e foi o que deveras sucedeu. 

Os germânicos tiveram de botar os "bofes pra fora" pra darem conta dos panteras negras que entraram em campo, que não davam bola alguma como perdida, mas que não souberam dosar melhor suas energias, dissipadas em excesso no primeiro tempo. Não desgrudei um minuto os olhos da TV, grande jogo.

Mas diz o ditado popular que nem tudo é perfeito, então o árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci assumiu o toque negativo confirmador da regra. 

Talvez seja orientação da FIFA, que os árbitros sutilmente e na medida do possível encarreguem-se de prestigiar as finais do campeonato com grandes jogos, priorizando enfrentamentos entre seleções de primeira linha. Percebe-se que muitos erros, que muitas faltas mal assinaladas em diversos jogos, beneficiaram mais as seleções de ponta. O pênalti em Fred no primeiro jogo nosso, por exemplo. 

O árbitro brasileiro foi muito conivente com jogadas violentas da Alemanha, fez vistas grossas em muitas faltas favoráveis aos africanos e por volta dos trinta minutos do segundo tempo arranjou uma infame, pra Alemanha, à frente da área adversária, numa bola chutada violentamente, que se chocou com a mão de um argelino, o qual sequer teve tempo de pensar, menos ainda de manifestar intenção de colocar a mão na bola. Lance típico de bola na mão dos mais indiscutíveis. Os comentaristas da Globo vinham doirando a arbitragem, mas nesse lance ficaram sem argumentos e tiveram de confirmar o erro crasso. 

Por várias vezes Sandro Meira Ricci viu-se cercado pelos africanos, e a TV mostrou por diversas vezes o inconfirmismo do treinador, o qual dirigiu-se a ele no intervalo, com alguma palavras ao pé do ouvido  Quem se surpreenderá se amanhã ou depois soubermos que fizeram sorteio no chapéu do Joseph Blatter, para escolher um árbitro, entre o Sandro, o Meira, e o Ricci?. Lá, como aqui?

* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Edison Vara

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