UMA LUFADA DE BONS VENTOS, by Roberto Costa
A torcida decepcionou. Nem o frio serve como justificativa, a temperatura caiu muito, mas durante o jogo. E depois, Avaiano que se preze não foge de frio, chuva, ou calor. O horário é cruel, para quem trabalha dia seguinte cedo, é verdade, mas não explica a presença apenas dos três mil e tantos abnegados de sempre. Em tempos idos esse horário não era obstáculo.
Talvez sejam necessárias mais umas vitórias para que os apijamados se mobilizem, para que os traumas provocados ano passado pela inércia desse grupo de jogadores seja superado de vez.
Uma coisa é certa, Geninho parece ter mudado os ânimos. Já se percebe um outro nível de emoção, de entrega, coisa que ficou evidente na comemoração do nosso gol, quando, a exemplo do gol do título mundial da Alemanha, todo o time amontou-se sobre Carleto, o autor do chute formidável e decisivo. Um detalhe que identifica a retomada da coesão, indício de que de novo temos um grupo.
Eu diria que nesse aspecto, da entrega, apenas Cléber Santana fica devendo, o craque parece desestimulado, tem praticado um futebol muito discreto, de toques inofensivos, muito pouco pro talento que a gente sabe que ele tem.
Persistem as deficiências pontuais, é verdade, defesa e ataque, mas tentativas de solução estão já na Ressacada, um zagueiro e um atacante, aguardando condições de regularização para jogar. Reconhecido por todos, o fato de que o preparo físico foi retomado, o time não sucumbe mais no segundo tempo.
Enfim, uma lufada de bons ventos e uma vitória sobre um adversário que é concorrente sério ao acesso. Dois jogos, duas vitórias, seis pontos. O time começa a fazer sua parte, os inativos e acomodados que se cocem, que também mostrem sua raça. Como diz o Beto: Bora pra Ressacada.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Jamira Furlani
Talvez sejam necessárias mais umas vitórias para que os apijamados se mobilizem, para que os traumas provocados ano passado pela inércia desse grupo de jogadores seja superado de vez.
Uma coisa é certa, Geninho parece ter mudado os ânimos. Já se percebe um outro nível de emoção, de entrega, coisa que ficou evidente na comemoração do nosso gol, quando, a exemplo do gol do título mundial da Alemanha, todo o time amontou-se sobre Carleto, o autor do chute formidável e decisivo. Um detalhe que identifica a retomada da coesão, indício de que de novo temos um grupo.
Eu diria que nesse aspecto, da entrega, apenas Cléber Santana fica devendo, o craque parece desestimulado, tem praticado um futebol muito discreto, de toques inofensivos, muito pouco pro talento que a gente sabe que ele tem.
Persistem as deficiências pontuais, é verdade, defesa e ataque, mas tentativas de solução estão já na Ressacada, um zagueiro e um atacante, aguardando condições de regularização para jogar. Reconhecido por todos, o fato de que o preparo físico foi retomado, o time não sucumbe mais no segundo tempo.
Enfim, uma lufada de bons ventos e uma vitória sobre um adversário que é concorrente sério ao acesso. Dois jogos, duas vitórias, seis pontos. O time começa a fazer sua parte, os inativos e acomodados que se cocem, que também mostrem sua raça. Como diz o Beto: Bora pra Ressacada.
* Roberto Costa é associado do Avaí FC. Foto acima: Jamira Furlani






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